domingo, 15 de maio de 2011

Por que se envolver com alguém que não se importa com você?

Outro dia estava conversando com um amigo sobre relacionamentos e ele estava muito bravo e indignado com a classe feminina local.
Ele disse que era um cara legal, trabalhador, boa aparência e que respeitava as mulheres e tal, fazia tudo por elas e, no final, era sempre ignorado.
Ele disse que muitas mulheres reclamam do comportamento dos homens, que todos eles são canalhas, cafajestes e cachorros, mas ele não entendia por que, então, elas escolhiam justamente estes tipinhos para se envolver ao invés dele.
Por que será que muitas mulheres se envolvem com homens que não se importam com elas?
Não tenho uma resposta certa, só três teorias em mente.
A primeria é que muitas mulheres se preocupam apenas com a aparência e são superficiais mesmo. Elas não se interessam por alguém que não tenha chamado atenção num primeiro momento e não procuram conhecê-lo por puro preconceito.
A segunda são aquelas que saíram com muitos canalhas e cafajestes ao longo da vida, que se machucaram muito e que continuam saindo com eles, porque preferem ter uma relação ruim a ficar sozinha.
A terceira também aquelas que não querem realmente ser respeitadas e valorizadas. É claro que eu estaria sendo muito simplista em reduzir a questão desta forma, mas algumas realmente acreditam que não merecem serem amadas de verdade.
Será que uma autoestima tão baixa explica a aceitação de qualquer tipo de demonstração de carinho ainda que seja de alguém que não está nem aí para você?
Talvez por não se amarem e não se respeitarem o suficiente, muitas mulheres entram em relações autodestrutivas e perdem a oportunidade de conhecer alguém interessante e de ter uma relação sadia.
Infelizmente, homens que respeitam e valorizam as mulheres, como este meu colega, acabam sendo deixados de lado.
Tadeu Silva (Copyright 2011 Todos os direitos reservados)

sábado, 23 de abril de 2011

Há coisas que só se aprende quando ninguém as ensina.

Nunca fui muito bom em oratória, mas sempre dominei a “matéria” observar.
Numa dessas observações aprendi que quando a vida se torna uma espera, antes tarde do que nunca.
Mas quando é que a gente aprendeu a gostar mais da espera do que da chegada?
Quando passamos a nos contentar com a possibilidade e a viver sem nunca ter?
Ela não pode dormir um pouco a menos para te encontrar hoje e te dar o abraço que você precisa, mas um dia ela vai te abraçar, então, você aceita.
Ela ainda não te ama, mas um dia pode ser que ame, então você insiste.
Ela não dá a mínima, mas você dá o máximo para saber que fez a sua parte e se satisfaz assim.
Ela errou e sabe disso, mas o próximo da fila está esperando, não dá tempo dela se desculpar, quando der, se ela estiver sozinha, ela te procura.
Vai passando os dias e você ainda espera que ela chegue, mesmo que ela nunca tenha chegado.
Há quem chegue, há quem passe e você sempre se apaixonou pela pessoa errada.
Deixar a agenda do celular lotada de números para os quais nunca liga ou se liga não atendem ou se atendem não entendem a falta que sente.
Mas você deixa.
Vai que um dia precisa, vai que um dia o telefone toca?
A paixão se torna promessas e o mais próximo de um relacionamento que se chega é colecionar possibilidades no Orkut, Facebook, trocar telefones e MSNs, pessoas que se tornam parte do passado sem dar tempo de que você as tenha em seu presente.
E de presente queremos hoje uma pessoa simplesmente disposta e não o oposto do que sonhamos.
Mas a espera cansa e como uma flor já seca em mãos desejando que em algum momento da vida a gente se esbarre.
Sem motivo elegemos a flor mais bela e esquecemos de notar tudo mais que há no mundo, como um beija-flor cego que procura sempre a mesma flor, não por ela se destacar, mas por já conhecer o caminho.
O problema de uma flor que tem espinhos é que agarramos a ela mais do que às outras, e prefere sangrar a não se sentir vivo. 
Só que amor não é dor. 
E até o bastante, por hoje, e talvez para sempre, não basta mais. 
Demora, mas a gente em algum momento mágico da vida entende que no amor sobrevive quem se esforça, não quem força. Tem horas que o coração da gente tem pressa e precisa de tudo cedo e o que chega tarde já não serve mais. 
Quando o "amanhã" com frequência se tornou hoje, sem que notássemos, já era tarde demais. 
Quando o amor pela dor e não mais pela paixão arde, antes nunca do que tarde. 
Há coisas que só se aprende quando ninguém as ensina. 
E chega um dia que a gente acaba cansando e não quer mais saber de aventuras ou de procuras.
Tadeu Silva (Copyright 2011 Todos os direitos reservados)

domingo, 3 de abril de 2011

Os Amores: Ágape, Storge, Fília, Eros...

Depois de um longo período sem alguma inspiração para escrever aqui no blog, estava assistindo um programa na tv local, Carona, onde o entrevistado era o Pe. Marcelo Rossi que veio aqui em Uberlândia-M.G para divulgar o seu livro, Ágape.
Acabei me inspirando nas palavras dele e para variar um pouco, resolvi falar de uma coisa que há muito tempo não falo:
AMOR!!!
O Amor se apresenta de várias formas:
Storge: de pai para filho;
Fília: amizade;
Eros: sexual, carnal;
Ágape: amor ao próximo, caridade;
Como ele se apresenta não faz muita diferença, o que importa é o que fazemos com ele quando recebemos.
Tem gente que coloca em uma caixinha e deve guardar lá no fundo da alma, por que quando a gente se esbarra com essas pessoas pensa:
"Nossa que pessoa mal amada!!!"
Outras pessoas não recebem amor, mas fazem questão de deixarem bem claro que são cercadas de amor.
Só falta colocar em uma faixa no sinal de trânsito:
"EU SOU UMA PESSOA MUITO AMADA!!!" para sua auto afirmação.
Agora outras pessoas (as mais espertas na verdade) descobriram que o melhor a fazer com o amor que recebem é aproveitá-lo até o fim e sentir aquela coisa boa que sentimos quando coisas boas nos acontecem.
Aproveitar o amor não é uma tarefa fácil, muita gente (e bota gente nisso) não se acha digna de receber amor, não acha que merece aquela coisa boa em sua vida!
Quantas pessoas começam com atitudes de auto-sabotagem justamente por não se sentir dignas de receber AMOR!
Essas atitudes podem aparecer de várias formas: Não ter paciência com a pessoa que te ama, desmerecer tudo que o outro faz, e fazer várias outras coisas que o afastem de você.
Quando começamos a ter essas atitudes devemos pensar no que estamos fazendo, em por que nos achamos pouco dignas de receber carinho, amor e atenção.
Isso é mais freqüente do que pensamos, por isso, que tal começarmos a acreditar que somos pessoas boas e acreditar que somos dignas de receber amor?
Quero ter a possibilidade de "conhecer" uma pessoa e dizer o quanto a amo, não apenas com palavras, mas sim atitudes e o quanto ela é importante pra mim.
Quero dizer também para meus amigos, parentes e pais, é sempre bom deixar claro o quanto as pessoas são importantes pra nós.

"(...)One love
One blood
One life you got
To do what you should
One life
With each other
Sisters, brothers
One life
But we're not the same
We get to carry each other
Carry each other
One ..."


Tadeu Silva (Copyright 2011 Todos os direitos reservados)

domingo, 6 de março de 2011

Agradecimento a Deus...

Acredito que todos nós passamos por situações em que lembramos de uma "força maior" apenas nos momentos de dor, desamparo e sofrimento.
Reclamamos tanto e por muitas vezes deixamos de agradecer a vida que levamos, por muitas vezes a nossa constante insatisfação e ansiedade nos cega e esquecemos de agradecer.
Deus tem sido muito bom comigo.
Ele me sorri, brinca de acender céu e me fazer ouvir estrelas.
Deus tem apaziguado meu caminho.
Tem colocado mais flores que pedras.
Tenho pensado, nos últimos dias, em como Deus escolhe a dedo as pessoas que coloca perto de nós.
E que, sem essas pessoas, as coisas seriam outras e a sorte, pequena.
Tenho pensando, nos últimos dias, em como ele coloca uma luz, quando tudo parece não fazer sentido.
Tenho aprendido muito.
Tenho me enchido de luz.
Tenho agradecido também, pelas coisas que alcancei, pelas pessoas iluminadas e de sorrisos bonitos.
Tenho agradecido também pelas pedras que estavam no meu caminho, mas que me tornaram mais forte e pronto para enfrentar a vida.
Tenho agradecido pelas ciladas do tempo, que só têm aumentado a minha fé e meu “olhar com amor” para o mundo.
E, do meu jeito, tento retribuir da forma mais simples que sei: transbordando amor.
Amor nas palavras, amor nos sorrisos, amor em tudo que eu faço, amor em tudo que eu vejo.
Porque amar, já é uma forma de prece.
Então, eu amo!

Tadeu Silva (Copyright 2011 Todos os direitos reservados)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Match Point...

Geralmente coloco aqui no blog textos de minha autoria, abro a exceção por não ter palavras para descrever o que presenciei...
Um dia muito especial, fui padrinho de casamento de amigos que só conheço há uns 25 anos rs...
Eles namoraram, terminaram e conheceram outras pessoas e casaram e cada um seguiu sua vida. 
Não sei se é coisa do tal do destino, mas depois de 18 anos eles se reencontraram, e mesmo distantes, ela morando em Porto Alegre - R.S e ele em Uberlândia - M.G resolveram dar uma nova chance para o amor.
Na linda cerimônia ecumênica foi citada uma crônica no mineiro Rubem Alves, que sou fã e admirador desse texto que está no livro Retorno E Terno e gostaria de compartilhar com quem ainda não conhece.


Tênis X Frescobol
Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. 
Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. 
Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.
Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. 
Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: 
“Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?” 
Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’
Xerazade sabia disso. 
Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos. 
Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. 
O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. 
A música dos sons ou da palavra – é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. 
Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. 
E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: 
‘Eu te amo, eu te amo…’ 
Barthes advertia: 
‘Passada a primeira confissão, ‘eu te amo’ não quer dizer mais nada.’ 
É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. 
Recordo a sabedoria de Adélia Prado: ‘Erótica é a alma.’
O tênis é um jogo feroz. 
O seu objetivo é derrotar o adversário. 
E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. 
O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada – palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. 
O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. 
Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. 
Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. 
Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. 
Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. 
E ninguém fica feliz quando o outro erra – pois o que se deseja é que ninguém erre. 
O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir… 
E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. 
Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos…
A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá…
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. 
Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. 
Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:
‘Cena: o marido, a mulher, a galeria. 
O primeiro tem valor e gosta de brilhar. 
A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. 
Desta forma marca constantemente a sua superioridade. 
O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio.
 Exemplo: com um sorriso: 
‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo’. 
A galeria torce e sorri pouco à vontade. 
Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida’. 
A situação está salva e o ódio vai aumentando.
Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão… 
O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. 
Aqui, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. 
O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. 
Bola vai, bola vem – cresce o amor… 
Ninguém ganha para que os dois ganhem. 
E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim…
Rubem Alves - O Retorno E Terno, p. 51.


Tadeu Silva (Copyright 2011 Todos os direitos reservados) 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Ela te deu um fora!!!

Quando o telefone toca, mas ele não se toca e faz tempo que ela sempre não aparece.
O que fazer?
Continuar reclamando, implorando por atenção ou tomar alguma atitude?
Com certeza, a segunda opção é mais madura e sábia, embora alguns ainda insistam na primeira.
"Mas eu não consigo esquecê-la", argumentam.
Claro, se trancando em casa e se isolando do mundo você nunca vai esquecer mesmo!
Confesse, quantas vezes por dia você vigia o Facebook, Orkut dela só para ver quem deixou recados, ou fica offline no Msn só para ver se ela entra.
Um dos nossos grandes problemas é esperar que os sentimentos mudem para depois mudarmos as atitudes, mas não é assim que funciona.
Aí vem aquele velho discurso:
"Eu ainda insisto porque amo de verdade".
Opa, espera aí, a única verdade é que você vai amar enquanto insistir!
Primeiro mude suas atitudes e quando perceber seus sentimentos terão naturalmente se transformado.
Experimente deletá-la do Facebook, Orkut, Msn, apagar o celular da agenda, não tocar mais no nome dela (você consegue!), não procurar saber dela e seguir sua vida, fazer um curso de idiomas, sair, viajar, ir ao cinema (nem que seja sozinho), se tornar uma bela companhia a você mesmo.
Duvido que em pouco tempo você nem vai lembrar daquela de quem um dia você chegou a sentir saudade.
Transforme-se e mude, ao invés de ficar lamentando o que não deu certo.
O problema às vezes não é o caminho, mas o nosso modo de caminhar. Escolha um novo jeito de chegar lá, mas continue com o mesmo destino: o amor, a felicidade, e tudo de bom que você merece e vai buscar!
Seja feliz quando estiver triste, a alegria existe para curar a tristeza, o amor existe para a solidão, sorria quando quiser chorar, ser alegre quando não se está alegre é saber dar a você a coisa certa no momento em que você mais precisa.
Lembre-se de você e esqueça de vez de quem só lembra de te fazer sofrer.
Mesmo que quem você ama suma, e, às vezes, reapareça para fazer a "manutenção", podar o sentimento na plantinha que cultiva em você, esqueça e lembre-se: essa pessoa não vai mudar, quem nunca te deu valor não vai passar a dar do dia para a noite, praticar ingratidão e indiferença também são indícios do caráter de uma pessoa, e caráter, índole, não se muda, não se altera.
Ela sabia o tempo todo o que estava fazendo com você, então, mude, dê a volta por cima!
Tenha coragem para largar o que ela nunca fez questão de ter realmente.
No entanto, não jogue tudo dela fora.
Salve aquelas mensagens inacreditáveis que ela te enviou, mantenha as ligações nas chamadas não atendidas e doe seu celular para um museu.
Sim, tenha fé!
Um dia a humanidade estará livre dessas vadias, desculpem o termo, e qualquer coisa desse tipo de gente será relíquia.
Quem sabe um dia esse tipo de pessoa covarde vai entrar em extinção e eu imploro: não faça nada para preservar esta espécie.
O planeta agradece!
Tadeu Silva (Copyright 2011 Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Síndrome de Peter Pan

Acredito que todos conhecem a história de Peter Pan, um garoto que não queria crescer, que vive no mundo da fantasia conhecido como Terra do Nunca (onde a infância nunca passa) em companhia de um grupo de garotos conhecidos como Garotos Perdidos.
Pensando nisso, será que é tão estranho constatar que muitos homens queiram viver na Terra do Nunca?
Imagine uma vida cheia de aventuras e diversões, sem ninguém para lhe dar ordens e mandar em sua vida. Mantendo-se sempre numa eterna juventude, evitando assim as responsabilidades da vida adulta. 
Agem e se vestem como adolescentes, dedicam horas consideráveis à academia, adiam eternamente as responsabilidades, ainda morrem de medo do casamento, já terminaram vários namoros por saber que a mulher queria casar e ter filhos, vivem na balada, cada semana uma menina nova, dificilmente se fixam a alguém. Se for o caso, escolhem uma mulher para deixar em casa e continuar vivendo as suas aventuras sempre que possível. Casa por pressão, porque a turma acabou, ou porque a idade realmente chegou, ou porque todo mundo casou, ou porque os pais querem netos, mas o  instinto Peter Pan vai junto dentro do bolo.
Soa familiar?
Por que será que cada vez mais eles receiam os comprometimentos e/ou se recusam a agir conforme a sua idade?
Mesmo que encontre Wendy, será que por amor a ela, eles irão querer viver no mundo real, assumir compromissos e dividir responsabilidades?
Se esses homens são os “Peter Pans" por excelência, são as "Wendys" da vida que sofrem com isso – afinal, são elas que vão lidar com um parceiro infantilizado, que não está nem aí para o próprio comportamento. Mas, em geral, basta um rostinho bonito, um sorriso doce e uma dose de charme para Wendy cair na lábia de Peter Pan e voar com ele para a Terra do Nunca. 
Tudo vai bem, até ele resolver brincar de Capitão Gancho.
A armadilha se torna mais perigosa, se essa Wendy é, na verdade, uma Cinderela.
É que, entre as mulheres, a tendência é o desenvolvimento do Complexo de Cinderela, a mulher cresce acreditando na ilusão de que irá encontrar um príncipe encantado: o homem perfeito. 
Imagine a confusão se ela decide que esse parceiro irresistível é o Peter.
Será que toda vez que aparecer um problema eles irão voando para Terra do Nunca deixando a Wendy/Cinderela a espera na janela?
Uma vida agitada, mas solitária nessa Terra do Nunca será melhor do que assumir o risco de crescer e ser feliz com Wendy na vida real?
Tadeu Silva (Copyright 2011 Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

11/1/11 - Onde estão as pessoas que prestam?


Será que os sentimentos tornaram-se também descartáveis?
O medo de sofrer tornou-se algo tão grande que usamos das maneiras mais estranhas para nos proteger.
Já ouvi tantas e tantas pessoas contando que foram seduzidas, se apaixonaram, foram usadas e depois jogadas fora, que até perdi a conta, mas recentemente fui ouvinte de uma história que me fez refletir e vou dividir com vocês do blog, usando nomes fictícios, claro.
Outro dia, Mônica perguntou ao seu mais novo “affair”, Eduardo, no msn quando eles se encontrariam novamente, ele respondeu que estava muito ocupado e que seria difícil se encontrarem naquele final de semana, mas confirmaria com ela mais tarde.
Ah!!! Se Mônica tivesse seguido o "Conselho para mulher solteira" do facebook:
"Se você pode encontrá-lo, ele também pode. Se ele quiser encontrá-la dará um jeito". ( Agora o conselho para homem solteiro: "Se você pode encontrá-la ela também pode. Se ela quiser encontrá-lo dará um jeito".)
O resultado, depois dessa conversa, Eduardo simplesmente desapareceu!
Nenhum email, mensagem, sms, telefonema, nem ligação à cobrar (Desculpe-me, mas sou obrigado a abrir um parênteses, acho que não existe coisa pior que um homem que dá toquinho no cel, ou liga a cobrar para mulher, será que ela não vale o custo de uma ligação), voltando... nem sinal de fumaça, nada!
Infelizmente, como hoje ainda não existe nenhum tipo de garantia para o caso da relação não funcionar, num momento de reflexão  Mônica desabafou:
“A partir de agora não vou mais me relacionar com ninguém, não vou estabelecer nenhum laço com ninguém. Não correrei riscos, porque não posso suportar mais essas perdas.”
Além disso, acrescentou que não devemos nos apegar demais às pessoas, pois, só assim, conseguiremos evitar o sofrimento.
Quando ouvi isso achei um verdadeiro absurdo. Mas hoje fiquei na dúvida.
A partir de agora não vamos mais fazer questão de conhecer as pessoas para não sofrermos mais?
Quando um relacionamento começar a ficar mais sério ou antes de sentirmos alguma coisa por alguém, devemos terminar para não sentirmos dor?
Será essa a melhor forma de evitarmos o sofrimento da perda?
Se os relacionamentos estão cada vez mais descartáveis, e por extensão as pessoas que cruzam as nossas vidas, o que sentimos por elas é também descartável?
E o que faremos com os sentimentos que não podem ser reciclados?
É claro que algumas pessoas tem mesmo o incrível dom de serem covardes e nos tirar um pouco da esperança em acreditar que ainda existam pessoas que valham a pena. Entretanto, felizmente, o melhor que Mônica pode fazer por Eduardo é conseguir, é encontrar um amor, é não desistir e mostrar para ele que ninguém precisa se reduzir ao que ele foi, uma pessoa descartável...
Tadeu Silva (Copyright 2011 Todos os direitos reservados)





sábado, 1 de janeiro de 2011

1/1/11 - New Year's Day - Tudo Re-Começa...

‎"Nobody can go back and start a new beginning, but anyone can start today and make a new ending"

New Year's Day...
1/1/11. 1h da manhã.
Um ano novinho em folha começa.
Após um reveillon tranquilo em casa com a família, resolvi dar boas vindas de ano novo aqui no blog.
One - But We're Not The Same, inciado em 2007 publiquei, poemas, notícias, crônicas e outros gêneros textuais, que por muitas vezes serviam para extravasar os momentos de felicidade, outros para desabafar o que me aflingia a alma nas horas de incompreensão total das várias coincidências, palavras não-ditas, olhares desviados e perguntas sem respostas.
Projetos são para o futuro, ninguém planeja mudar o passado, ninguém traça metas para o que já viveu. Por isso, o "certo" é ser sincero com você mesmo, orgulhar-se por tentar, ter coragem de amar e mais coragem ainda para deixar de amar!
Não é fácil...
Nessa data, reflexiva, saudosista e esperançosa, mas como diria o velho ditado:
"A vida é um papel em branco onde escrevemos a nossa história sem borracha".
E pensando bem, o legal das coisas estão mesmo é ai, cometer erros, quebrar a cara, tomar fora e aprender com todas essas coisas, e tentar ir se aperfeiçoando a cada erro cometido, pois é neles e com eles que aprendemos.
Sentamos e avaliamos onde foi que erramos o que fizemos pra a coisa ter esse ou aquele desfecho.
C'est la vie... Erros e acertos. O máximo que temos é a chance de tentar de novo, se acertou, parabéns, se errou veja e reveja onde errou e faça direito na segunda chance, pois com o erro você se tornou uma pessoa mais experiente e não cometeria o mesmo erro duas vezes, você tem direito a outros erros não ao mesmo, por tanto viva intensamente sem medo de cometer erros, pois eles certamente acontecerão quer você queira ou não.
Um ótimo re-começo, para todos nós, é o que desejo a todos vocês amigos(as) e leitores (as) do blog.

















Tadeu Silva (Copyright 2011 Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Adeus Ano Velho!!! Feliz Ano Novo....

Entre cabeçadas e acertos, impulsos e coisas muito bem planejadas eu chego ao final do ano de 2010.
Na realidade, 2010 para dar um breve resumo, foi um ano que me dediquei muito profissionalmente, melhor dizendo, foi o ano que mais me preocupei com a minha vida e que tracei metas curtas para que mudasse para melhor esse cenário.
E o legal que consegui atingir tais metas.
Consegui, mas não do jeito que pensei em conseguir.
Tal conquista me proporcionou tirar uma grande sabedoria.
As vitórias não são conquistadas por pura sorte ou por herança.
Não adianta a pessoa ter todo mundo se nada que ela conseguiu foi adquirido por suas próprias mãos.
Por que para cair basta apenas um segundo, mas para se levantar, ergue – se e se tornar firme em pé, leva um bom tempo.
Sei que muita gente já sabe disso, que já sentiu isso, então eu sei que estou chovendo no molhado escrevendo tal "sabedoria".
Esse ano tracei uma meta de escrever no mínimo quatro textos por mês, escrevi sobre as mudanças, como também forma filosófica (meio viagem na maionese rs...) sobre as escolhas, mas muitas outras coisas queria ter escrito, pena não ter colocado todos os tantos momentos de reflexão para expressar meus sentimentos em palavras.
Por que transformar um sentimento em palavras é algo tão complexo, que quando escrevemos nossos sentimentos muitas vezes temos que rever o que escrevemos, pois sempre vai falta um pouquinho de alguma coisa, talvez falte uma lágrima, um sorriso, por que mesmo que crie palavras para expressar sentimentos, mesmo assim vai ser difícil escrever.
Esse ano eu queria ter dedicado a muitas coisas, como ter escrito sobre as várias pessoas que me ensinaram muito e me apoiaram nas minhas decisões, minha família, amigos e pessoas que de alguma forma me deram lições que acredito que foram muito bem aprendidas.
Realmente foi um ano cheio de momentos inesquecíveis, citando como exemplo, a sensação de liberdade que tive ao viajar para São Paulo, Ribeirão Preto, Palmas e Brasília.

Comprar o carro que sonhei foi um exemplo de uma frase do Richard Bach:
"Nunca te é concedido um desejo sem que te seja concedida também a facilidade de torná-lo realidade. Entretanto, é possível que tenhas que lutar por ele".
É claro que a frase, não serve apenas para coisas materiais, mas em diversas situações da vida, e realmente isso sempre aconteceu.
Agradecer a maior proximidade com as minha sobrinhas.
Como se esquecer dos casamentos da sobrinha primogênita e de outros queridos amigos.
Outra alegria foi o aniversário e o batizado da minha afilhada, um anjo que Deus colocou na minha vida.
Em relação a balada, a
pesar de ter ficado muito tempo sem sair de casa, as noitadas desse ano foram impagáveis e ao lado de pessoas incríveis, shows perfeitos, muita música boa e de passeios mais "lights" também foram muito válidos, esse foi sim um ponto alto do ano e acho que do quesito “diversão” não tive mesmo do que reclamar, só tive a agradecer e 2011 promete com mais um show do U2.
Ótimas lições de tolerância também marcaram a parte boa desse ano, definição do meu círculo social, experiência de adaptação e auto conhecimento.
Mas foi um ano cheio de dificuldades. Talvez nada pior do que a área saúde na minha vida em 2010, devido a quantidade de trabalho e o dia possuir apenas 24 horas, meu currículo teve o acréscimo de uma alergia a dipirona, renite alérgica, miopia, stress etc...
Algumas decepções foram vividas nesse ano.
Uma delas eu procuro esquecer, pois foi a única forma de resolver o problema, mas que deixou uma marca profunda, isso deixou.
Desilusões aconteceram, já que estamos sujeitos a passar por isso. Mas ainda bem que já passou.
O importante que 2010 me ensinou:

Julgar menos e compreender mais – Saber ser tolerante – Arriscar mais – Cuidar mais de mim – Me livrar do que me faz mal – Perdoar mais – Me adaptar melhor – Ser mais ambicioso – Não me acomodar – Ignorar criticas destrutivas – Aceitar meus erros – Ser individualista quando se deve – Persuadir – Complicar menos – Viver a vida com mais leveza – Proteger muito bem quem eu amo – Sair de situações embaraçosas com maior facilidade – Desarmar pessoas mal intencionadas – Dar mais valor a pequenas grandes coisas – Ter muito orgulho de mim mesmo – Começar a ser auto-suficiente – Mais impessoal – Não ver fantasmas onde não existem – Não ter medo de nada e confiar mais em mim.
Analiso que o saldo de 2010:
Postivo no profissional: Trabalhei muito mesmo e graças a Deus o retorno foi bem recompensado, me valorizei muito como profissional, sei bem onde quero e vou chegar (mais do que nunca!) e como fazer isso com muita paciência e inteligência.
Neutro no afetivo: Que me conduziram a minha atual realidade amorosa. Acredito que em 2011 vai ser diferente, é claro! Sou a pessoa mais legal que eu conheço... Ah e modesta também rs...
Positivo no pessoal: Testei meus limites, venci meus medos e conheci muito mais sobre mim mesmo.
Para 2011 vou colocar apenas um objetivo o de estar sempre no caminho que Deus puser para mim.
Por que espero que 2011 para mim seja um ano apaixonante, por que quero um 2011 maravilhoso.
Que o Amor seja o principal fator de união entre as pessoas.
Que tudo que desejamos seja conquistado de forma consciente e sejamos vitoriosos por nossos próprios méritos
Que as mentiras e mágoas sejam apagadas e possamos aprender que perdoar não está necessariamente associado a um pedido de desculpas. Mas que o perdão está associado a nossa capacidade de amar o próximo como a nós mesmos.
Que tudo que fizermos nesse ano que se aproxima seja diretamente ou indiretamente em função a ajudar uns aos outros, não visando apenas benefícios ou glórias próprias.
Por que nenhuma de nossas boas ações é totalmente fruto de nossa boa vontade, mas é resultado do grande amor de Deus.
Agradeço a vocês que também fizeram meu 2010 acontecer...

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Sorriso :)

"É próprio da mulher o sorriso que nada promete e permite tudo imaginar."
Carlos Drummond de Andrade

Há tantas pessoas especiais...
E é assim que tento pensar.
Por mais que tenhamos sentido algo muito forte por alguém, há sempre tanto mais para sentir por alguém que possa nos fazer sorrir com a alma.
Seria injustiça renegar o passado e nunca ninguém, que tenha sido realmente marcante, deixará de ser um aprendizado.
Posso falar de amores, posso falar das verdadeiras amizades, posso até falar das amizades nada verdadeiras, uma coisa é certa, pessoas que marcam jamais serão esquecidas.
Os amores, porque é com eles que vamos aprendendo a sentir. Porque é com eles que descobrimos o que somos capazes, de sentir, de fazer, de dizer.
Pomo-nos à prova a todo o minuto.
A luta constante entre a razão, o coração, e muitas vezes um terceiro elemento que poucas pessoas se lembram, o ego.
O segredo de fazer as escolhas certas está em excluir deste cocktail o último dos elementos. O ego só serve para trazer o medo, a desconfiança e sentimentos que só nos farão mal a nós e aos outros.
Há que ensinar o coração e a razão a andar de mãos dadas, é esse o segredo da criação da felicidade, só assim poderemos viver a 100% cada momento.
As verdadeiras amizades porque são elas que estão quando é preciso chorar, porque é com elas que partilhamos os sorrisos. São eles que estão nos momentos mais felizes, e se não estão, é a eles que contamos, porque sabemos que o nosso sorriso não viverá sozinho por muito tempo... os sorrisos multiplicam-se. E quando as lágrimas caem, são também os amigos que ouvem os porquês, que dão aquele abraço, aquele conforto. São eles os verdadeiros alquimistas, que transformam lágrimas em gargalhadas, é essa a verdadeira magia das pessoas.
O sorriso nos aproxima de Deus. Envolve as pessoas em um redemoinho de alegria, paz, sabedoria e muito amor.
As crianças sorriem a todo o momento. Talvez , por isso, amemos as crianças. Pois elas são livres em seus sorrisos.
Quando você ri, você muda. E com você, outras pessoas mudam.
Já que quando sorrimos, as outras pessoas retribuem a “gentileza” de sorrir também.
Sorrir é como brindar. Sorrir emociona e se permite emocionar.
Como dizia o poeta:
"O Sorriso é a mais bela maquiagem que uma mulher pode usar no seu rosto".
Ah! Como é bom você conhecer alguém que tenha um sorriso contagiante.
Não é a aparência em si, mas a expressão.
Sempre ser sincero.
E mesmo aquelas pessoas que nós achamos que nada nos dizem, com quem não nos identificamos, nem essas nos passam ao lado.
É também com elas que aprendemos, talvez até as lições mais difíceis.
Aprendemos quem somos, como somos capazes de agir em situações difíceis, aprendemos a reconhecer o erro e a corrigir-nos.
Aprendemos até como agir depois com os amigos, pois todos sabemos que pedir perdão, ou perdoar alguém, é uma tarefa difícil, mas mais ainda quando se trata de alguém que amamos.
Portanto, troque sua tristeza pela alegria do sorriso e celebre a vida, que é bela.
Todas as pessoas são importantes e precisamos delas para nos tornarmos seres humanos melhores.
Por tudo isto, um grande sorriso, aos amores, aos amigos e aos menos amigos.
E obrigado por existirem!

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Amizade com ex é necessária?

Quando o relacionamento amoroso começa, tudo são flores.
Mas no fim são eles, os espinhos que costumam aparecer.
Manter a amizade ou pelo menos um relacionamento amigável após o término tem sido uma tarefa difícil para muitos.
O mais difícil é que a relação termina, "mas o afeto não deixa de existir de uma hora para outra", mas "todo fim precisa ser aceito".
Os efeitos do fim de um relacionamento, positivos ou negativos, dependem de alguns fatores, por exemplo, a forma como se lida com perdas, em que circustâncias este relacionamento terminou e principalmente se a pessoa em questão manteve outros relacionamentos ativos (social, familiar e profissional).
Não existe uma fórmula mágica!
A relação pode terminar, mas o afeto não deixa de existir de uma hora para outra, por isso algumas pessoas se sentem magoadas e ficam muito sensíveis quando uma relação afetiva finda.
Porém, pode chegar a hora que a pessoa começa uma nova vida a dois e pode rolar um ciúme pela proximidade com ex, onde têm duas importantes questões a serem analisadas.
A primeira: Como é esta amizade com ex? Ela é realmente necessária?
A segunda: Ciúme é sinal de insegurança e dependendo da intensidade necessita de tratamento. 

A autoconfiança é desenvolvida pela própria pessoa e ninguém pode ser responsável por isto.
Passado, todos nós temos!
Mas quando o assunto é relacionamento, não existe certo ou errado, mesmo porque existem muitos aspectos envolvidos e somente os protagonistas deste drama (alguns casos, comédia rs..) sabem o que de fato aconteceu.

Muita gente diz "Se terminou é porque não deu certo" e outros dizem que "deu certo até terminar". Antes eu defendia essa teoria.
As pessoas, de um modo geral, se preocupam muito mais com a vida dos outros, mas não se preocupam em compreender a vida em sua complexidade.
Pensando nas relações saudáveis, cujos vínculos são mantidos por conta da vivência do amor, creio que as relações terminam por conta das expectativas não correspondidas.
Muitas pessoas só dão valor depois que perdem, entenda que relação pressupõe troca e para que esta troca aconteça é preciso desenvolver a intimidade, cuja base é o conhecimento de si mesmo e do outro.

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ando tão feliz... (parte 3)

Há três anos escrevi esse texto e como o tempo passa "rapidamente" rs... Tantas coisas aconteceram, algumas boas e outras nem tanto, mas como tudo na vida merece uma reflexão para um novo aprendizado, parei para pensar sobre pessoas que julgava importantes simplesmente desapareceram, outras surgiram e assim que funciona o ciclo da vida, mas tenho a certeza que posso contar sempre com os verdadeiros amigos e a família.
Espero que algo que foi escrito aqui no blog tenha ajudado alguém de alguma forma...


Já dizia o poeta, em conversa com um passarinho que chegava a sua janela:
- Se vieste aqui a procura de um verso, ide embora, não sou mais poeta, ando tão feliz!!!
Muitas vezes escrevi aqui neste espaço, tão meu que não divulguei-o com afinco para ninguém. As palavras surgiam fáceis em minha mente, a inspiração brotava como gotas de suor.
Um suor denso, carregado, triste.
Um suor que me era praticamente roubado da pele.
Eu simplesmente deixava ele ser expelido.
Colocava para fora tudo o que estava me fazendo mal de alguma forma naquele momento.
As vezes ficava um texto bom, alguns confusos demais, outros ainda, ficavam meio que ridículos, mas eu os colocava aqui, porque era algo de momento, algo que fazia sentido, ao menos para mim.
A inspiração sumiu, tão logo os meus problemas clarearam.
Eu impus luz as minhas manhãs.
Abri as cortinas, mesmo sabendo que o sol faria arder os meus olhos, mesmo sabendo que o calor me seria incômodo.
Deixei a luz entrar no meu pequeno mundo escuro pois não agüentava mais viver na escuridão, acho que todos devemos nos dar uma chance de vez em quando.
Por enquanto, estou vivendo o lado bom desta claridade adquirida.
A felicidade não me deixa mais escrever textos tão melodiosos e sombrios.
Que posso fazer?
Ando tão feliz!!!


Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

The Promise...

Todo final de ano é sempre a mesma coisa, fazemos planos e promessas para o próximo ano.
Colocamos no papel tudo aquilo que gostaríamos que fosse diferente e tudo aquilo que gostaríamos de mudar no ano vindouro.
Embalado pelo clima de festas, porque pra mim o ano começa com a chegada do meu aniversário também pela empolgação dos últimos dias, aproveitei para fazer a minha lista de promessas de fim de ano, começando:
*Aproveitar mais a vida, isto é, me divertir e não perder tempo com quem não merece.
*Cuidar mais da saúde, isto é, porque da minha vida tem muita gente cuidando.
*Economizar dinheiro, ou seja, esconder o cartão de crédito para não gastar todo dinheiro com as "promoções" etc.
*Esquecer o passado e seguir em frente, isto é, riscar da minha agenda, da minha vida, do planeta todas as pessoas que não acrescentam nada.
*Não repetir os mesmos erros, cometer erros novos...
*Empenhar-me e me dedicar mais ao trabalho, ou seja, não deixar para a última hora para entregar documentos, preparar o material de trabalho etc...
Viajar, conhecer lugares rever pessoas queridas.
Estabelecidos os objetivos, e depois das festas?
Será que vou cumpri-los?
Não sei, vou deixar rolar!
Não vejo sentido em estabelecer tantas cobranças, o importante é tentar e buscar um ano melhor.
Enquanto isso, vou viver e aproveitar o presente.
Ou melhor, os meus presentes!

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Tower of Babel...

Segundo a Bíblia, os homens no início, eram um só povo e falavam uma só língua.
Eles construíram uma enorme torre para chegar aos céus, denominada de Torre de Babel. Quando Deus percebeu que estes estavam buscando interesses nocivos e egoístas, ele confundiu a línguas dos homens e estes não conseguiram mais se entender.
E até hoje, quando se trata de relacionamento, homens e mulheres continuam a falar línguas diferentes. Como resultado, não conseguem comunicar entre si e compreender o que cada um quer.
Como se entender em meio a línguas tão distintas?
Assim como na construção da Torre, numa relação é preciso construir em conjunto, empilhando tijolo por tijolo, colando-os uns sobre os outros com argamassa, para mantê-la junta, unida.
No entanto, apressados e ansiosos por vê-la finalizada, ninguém procura ouvir o que o outro está dizendo.
E assim, durante a edificação, um sinaliza uma coisa, enquanto o outro diz outra até o momento em que ninguém compreende mais nada, gerando vários desentendimentos.
Se os homens e as mulheres não fizerem um esforço para encontrarem uma maneira de falar a mesma língua, ou pelo menos se esforçarem para compreenderem uns aos outros, mesmo que por meio de sinais, eles suspenderão a construção da Torre e cada construtor se dispersará para um lado.

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

sábado, 27 de novembro de 2010

Jogos Amorosos...

Apesar de tantas diferenças, homens e mulheres solteiros(as) estão em busca de um(a) bom(a) parceiro(a) para se relacionar, certo?
Então, será que no amor, assim como no jogo, o que se precisa é de um pouco de sorte?
Assim como numa partida de cartas, os parceiros numa relação têm o objetivo de ganhar o jogo.
Durante a disputa, será preciso entrar em acordo, para que não ocorram disputas e desentendimentos desnecessários entre os dois e para que o jogo não termine antes do combinado.
Na hora de jogar, prestar a atenção aos detalhes, aos sinais que o(a) nosso(a) parceiro(a) enviar é essencial para garantir uma boa partida.
Mas será que é possível ganhar, se possuirmos apenas cartas ruins na mão?
Se não tivermos nenhuma carta boa na mão nem mesmo um curinga para ajudar, como driblar as adversidades na hora de descartar as cartas recebidas?
Este não é um jogo para se jogar sozinho, portanto, jogar em parceria será fundamental para conseguir ganhar.
Será que poderemos confiar na jogada do(a) nosso(a) parceiro(a)?
Além disso, poderemos encontrar parceiros(as) que não são compatíveis com nosso estilo de jogo, o que faremos se isso acontecer?
Abandonaremos a partida?
É claro que alguns jogadores poderão aceitar ou recusar o desafio e sair antes do jogo, abandonando o(a) parceiro(a) e deixando vago o lugar na mesa.
Por isso, muitas pessoas evitam jogar com medo de arriscar tudo e perder.
Como num jogo de cartas se não nos arriscarmos, será que iremos conseguir viver plenamente?
O medo do fracasso é um grande fardo nos ombros daqueles que querem jogar ou se relacionar com alguém.
Se nunca tentarmos jamais saberemos se vamos ganhar ou perder.
Ou estaremos fadados a jogar paciência sozinhos.
O risco é inevitável na vida!

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Rejeição... (Parte 2)

A poetisa Clarice Lispector dizia que "ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca", às vezes, porque amar nunca foi garantia de ser amado.
Muitas vezes, no lugar da reciprocidade surge a rejeição e o sofrimento parece ser inevitável. Parece.
"Ser rejeitado deveria ser natural e comum, mas o problema é que vínculamos nossa autoestima com o número de pessoas que nos apreciam", pois não devemos tratar o amor "como se ele fosse um comércio afetivo no qual o outro deve me amar por eu amá-lo".
Porque aquilo que supostamente chamamos de amor, não passa muitas vezes de um comércio.
O amor não deveria nunca depender da outra parte.
Nunca.
Devemos cultivar a arte de sermos pessoas amorosas e emanar este amor sem a necessidade de possuir.
Posso viajar e ficar encantado com uma determinada cidade.
Posso ir para Paris e amar tudo aquilo que apreciei por lá.
Mas não posso carregar Paris em minha bagagem de volta.
Sim, eu amei aquela cidade, mas agora é bom que ela permaneça por lá e eu aqui.
O mesmo se dá com as pessoas.
Amar alguém deve estar desvinculado do desejo de possuir este mesmo alguém.
Mas parece que aprendemos tudo errado.
Assim, quando este outro alguém não corresponde ao nosso amor - e por não corresponder, leia-se: não quer devolver aquilo que lhe entregamos - nos sentimos mal e chamamos isto de rejeição.
Não ser correspondido por alguém significa que esta outra pessoa não possui por mim o mesmo sentimento que possuo por ela.
Isto deveria ser natural e comum.
Mas criamos um problemão sobre esta situação porque, no fundo, vinculamos a nossa autoestima com a quantidade de pessoas que nos apreciam.
Quanto mais desenvolvo o meu amor próprio, menor será a minha sensação de rejeição.
Porque não adianta criar personagens, ser quem você não é,simular ser alguém para que você me aprecie.
Na verdade, não sou nada daquilo, mas agora você se apaixona por aquela máscara.
Então, resta perguntar: quem está sendo amado?
Eu ou minha máscara?
Se for a fundo nesta reflexão, verá que não existe benefício algum neste jogo pois, o amor que tanto desejo, no final das contas, não esta vindo para mim, apesar de meu esforço e sim para um personagem que não existe.
Então... Coloquemos o tema amor e falando de uma forma mais genérica: Afastar-se daquilo que te faz sofrer é sempre uma boa opção, a não ser que você seja masoquista e cultive a idéia de que não mereça ser amado, por uma questão de afinidade vibracional, procura sempre pessoas que confirmem essa tese...


Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

domingo, 31 de outubro de 2010

Oh, L'amour...

Hoje me bateu uma saudade daquele sentimento conhecido por muitos, o AMOR...
Uma falta boa.
Deixe-me explicar!
Do amor que esteve ao meu lado, dividindo as alegrias, noutras as tristezas, as novidades, aprendendo, e acima de tudo, ensinando que o melhor de gostar é amar na calmaria.
Sim, o amor é calmo, a paixão sim é avassaladora!!
A vida é mesmo engraçada.
Quando somos mais novos, adolescentes e noutras quando nos deixamos levar pela inconsequência, acreditamos piamente que o amor verdadeiro é aquele que dilacera o coração, que fere e faz perder a razão.
Razão, o que é isso? rs...
Hoje com alguns anos a mais de vida, depois de passar por poucas e boas, percebo que esse é um ledo engano.
Na verdade, desconfio sempre dos amores avassaladores, inconsequentes e dominadores.
Às vezes, nos deixamos levar mesmo, pelas loucuras do coração.
Não estou defendendo aqui, que não devemos nos dedicar a quem amamos, muito pelo contrário.
Devemos sim, amar hoje, como já dizia o copiado e plagiado poeta, "como se não houvesse amanhã".
Talvez a sabedoria esteja em não criar castelos de areia, não imaginar que a outra pessoa vá nos salvar de todos os problemas dessa vida.
O amor verdadeiro é cheio de qualidades e de defeitos.
Aceitando-o assim, aprendemos mais facilmente a amar na calmaria.
Mário Quintana já dizia isso:
"Amor não é se envolver com a pessoa perfeita, aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser".
O amor é troca, é aprendizado e acima de tudo amizade.
O desejo, a atração, a saudade, o tesão, e porque não uma pitadinha de ciúmes, fazem parte da receita para viver bem a dois.
E hoje, cada vez mais, percebo que o bom mesmo é amar na calmaria.
E o que fica hoje é a certeza que o que vale de verdade é o hoje, o agora.
O futuro não podemos prever.
Quem sabe um dia deixe de ser apenas saudade.

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)