sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Síndrome de Peter Pan

Acredito que todos conhecem a história de Peter Pan, um garoto que não queria crescer, que vive no mundo da fantasia conhecido como Terra do Nunca (onde a infância nunca passa) em companhia de um grupo de garotos conhecidos como Garotos Perdidos.
Pensando nisso, será que é tão estranho constatar que muitos homens queiram viver na Terra do Nunca?
Imagine uma vida cheia de aventuras e diversões, sem ninguém para lhe dar ordens e mandar em sua vida. Mantendo-se sempre numa eterna juventude, evitando assim as responsabilidades da vida adulta. 
Agem e se vestem como adolescentes, dedicam horas consideráveis à academia, adiam eternamente as responsabilidades, ainda morrem de medo do casamento, já terminaram vários namoros por saber que a mulher queria casar e ter filhos, vivem na balada, cada semana uma menina nova, dificilmente se fixam a alguém. Se for o caso, escolhem uma mulher para deixar em casa e continuar vivendo as suas aventuras sempre que possível. Casa por pressão, porque a turma acabou, ou porque a idade realmente chegou, ou porque todo mundo casou, ou porque os pais querem netos, mas o  instinto Peter Pan vai junto dentro do bolo.
Soa familiar?
Por que será que cada vez mais eles receiam os comprometimentos e/ou se recusam a agir conforme a sua idade?
Mesmo que encontre Wendy, será que por amor a ela, eles irão querer viver no mundo real, assumir compromissos e dividir responsabilidades?
Se esses homens são os “Peter Pans" por excelência, são as "Wendys" da vida que sofrem com isso – afinal, são elas que vão lidar com um parceiro infantilizado, que não está nem aí para o próprio comportamento. Mas, em geral, basta um rostinho bonito, um sorriso doce e uma dose de charme para Wendy cair na lábia de Peter Pan e voar com ele para a Terra do Nunca. 
Tudo vai bem, até ele resolver brincar de Capitão Gancho.
A armadilha se torna mais perigosa, se essa Wendy é, na verdade, uma Cinderela.
É que, entre as mulheres, a tendência é o desenvolvimento do Complexo de Cinderela, a mulher cresce acreditando na ilusão de que irá encontrar um príncipe encantado: o homem perfeito. 
Imagine a confusão se ela decide que esse parceiro irresistível é o Peter.
Será que toda vez que aparecer um problema eles irão voando para Terra do Nunca deixando a Wendy/Cinderela a espera na janela?
Uma vida agitada, mas solitária nessa Terra do Nunca será melhor do que assumir o risco de crescer e ser feliz com Wendy na vida real?
Tadeu Silva (Copyright 2011 Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

11/1/11 - Onde estão as pessoas que prestam?


Será que os sentimentos tornaram-se também descartáveis?
O medo de sofrer tornou-se algo tão grande que usamos das maneiras mais estranhas para nos proteger.
Já ouvi tantas e tantas pessoas contando que foram seduzidas, se apaixonaram, foram usadas e depois jogadas fora, que até perdi a conta, mas recentemente fui ouvinte de uma história que me fez refletir e vou dividir com vocês do blog, usando nomes fictícios, claro.
Outro dia, Mônica perguntou ao seu mais novo “affair”, Eduardo, no msn quando eles se encontrariam novamente, ele respondeu que estava muito ocupado e que seria difícil se encontrarem naquele final de semana, mas confirmaria com ela mais tarde.
Ah!!! Se Mônica tivesse seguido o "Conselho para mulher solteira" do facebook:
"Se você pode encontrá-lo, ele também pode. Se ele quiser encontrá-la dará um jeito". ( Agora o conselho para homem solteiro: "Se você pode encontrá-la ela também pode. Se ela quiser encontrá-lo dará um jeito".)
O resultado, depois dessa conversa, Eduardo simplesmente desapareceu!
Nenhum email, mensagem, sms, telefonema, nem ligação à cobrar (Desculpe-me, mas sou obrigado a abrir um parênteses, acho que não existe coisa pior que um homem que dá toquinho no cel, ou liga a cobrar para mulher, será que ela não vale o custo de uma ligação), voltando... nem sinal de fumaça, nada!
Infelizmente, como hoje ainda não existe nenhum tipo de garantia para o caso da relação não funcionar, num momento de reflexão  Mônica desabafou:
“A partir de agora não vou mais me relacionar com ninguém, não vou estabelecer nenhum laço com ninguém. Não correrei riscos, porque não posso suportar mais essas perdas.”
Além disso, acrescentou que não devemos nos apegar demais às pessoas, pois, só assim, conseguiremos evitar o sofrimento.
Quando ouvi isso achei um verdadeiro absurdo. Mas hoje fiquei na dúvida.
A partir de agora não vamos mais fazer questão de conhecer as pessoas para não sofrermos mais?
Quando um relacionamento começar a ficar mais sério ou antes de sentirmos alguma coisa por alguém, devemos terminar para não sentirmos dor?
Será essa a melhor forma de evitarmos o sofrimento da perda?
Se os relacionamentos estão cada vez mais descartáveis, e por extensão as pessoas que cruzam as nossas vidas, o que sentimos por elas é também descartável?
E o que faremos com os sentimentos que não podem ser reciclados?
É claro que algumas pessoas tem mesmo o incrível dom de serem covardes e nos tirar um pouco da esperança em acreditar que ainda existam pessoas que valham a pena. Entretanto, felizmente, o melhor que Mônica pode fazer por Eduardo é conseguir, é encontrar um amor, é não desistir e mostrar para ele que ninguém precisa se reduzir ao que ele foi, uma pessoa descartável...
Tadeu Silva (Copyright 2011 Todos os direitos reservados)





sábado, 1 de janeiro de 2011

1/1/11 - New Year's Day - Tudo Re-Começa...

‎"Nobody can go back and start a new beginning, but anyone can start today and make a new ending"

New Year's Day...
1/1/11. 1h da manhã.
Um ano novinho em folha começa.
Após um reveillon tranquilo em casa com a família, resolvi dar boas vindas de ano novo aqui no blog.
One - But We're Not The Same, inciado em 2007 publiquei, poemas, notícias, crônicas e outros gêneros textuais, que por muitas vezes serviam para extravasar os momentos de felicidade, outros para desabafar o que me aflingia a alma nas horas de incompreensão total das várias coincidências, palavras não-ditas, olhares desviados e perguntas sem respostas.
Projetos são para o futuro, ninguém planeja mudar o passado, ninguém traça metas para o que já viveu. Por isso, o "certo" é ser sincero com você mesmo, orgulhar-se por tentar, ter coragem de amar e mais coragem ainda para deixar de amar!
Não é fácil...
Nessa data, reflexiva, saudosista e esperançosa, mas como diria o velho ditado:
"A vida é um papel em branco onde escrevemos a nossa história sem borracha".
E pensando bem, o legal das coisas estão mesmo é ai, cometer erros, quebrar a cara, tomar fora e aprender com todas essas coisas, e tentar ir se aperfeiçoando a cada erro cometido, pois é neles e com eles que aprendemos.
Sentamos e avaliamos onde foi que erramos o que fizemos pra a coisa ter esse ou aquele desfecho.
C'est la vie... Erros e acertos. O máximo que temos é a chance de tentar de novo, se acertou, parabéns, se errou veja e reveja onde errou e faça direito na segunda chance, pois com o erro você se tornou uma pessoa mais experiente e não cometeria o mesmo erro duas vezes, você tem direito a outros erros não ao mesmo, por tanto viva intensamente sem medo de cometer erros, pois eles certamente acontecerão quer você queira ou não.
Um ótimo re-começo, para todos nós, é o que desejo a todos vocês amigos(as) e leitores (as) do blog.

















Tadeu Silva (Copyright 2011 Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Adeus Ano Velho!!! Feliz Ano Novo....

Entre cabeçadas e acertos, impulsos e coisas muito bem planejadas eu chego ao final do ano de 2010.
Na realidade, 2010 para dar um breve resumo, foi um ano que me dediquei muito profissionalmente, melhor dizendo, foi o ano que mais me preocupei com a minha vida e que tracei metas curtas para que mudasse para melhor esse cenário.
E o legal que consegui atingir tais metas.
Consegui, mas não do jeito que pensei em conseguir.
Tal conquista me proporcionou tirar uma grande sabedoria.
As vitórias não são conquistadas por pura sorte ou por herança.
Não adianta a pessoa ter todo mundo se nada que ela conseguiu foi adquirido por suas próprias mãos.
Por que para cair basta apenas um segundo, mas para se levantar, ergue – se e se tornar firme em pé, leva um bom tempo.
Sei que muita gente já sabe disso, que já sentiu isso, então eu sei que estou chovendo no molhado escrevendo tal "sabedoria".
Esse ano tracei uma meta de escrever no mínimo quatro textos por mês, escrevi sobre as mudanças, como também forma filosófica (meio viagem na maionese rs...) sobre as escolhas, mas muitas outras coisas queria ter escrito, pena não ter colocado todos os tantos momentos de reflexão para expressar meus sentimentos em palavras.
Por que transformar um sentimento em palavras é algo tão complexo, que quando escrevemos nossos sentimentos muitas vezes temos que rever o que escrevemos, pois sempre vai falta um pouquinho de alguma coisa, talvez falte uma lágrima, um sorriso, por que mesmo que crie palavras para expressar sentimentos, mesmo assim vai ser difícil escrever.
Esse ano eu queria ter dedicado a muitas coisas, como ter escrito sobre as várias pessoas que me ensinaram muito e me apoiaram nas minhas decisões, minha família, amigos e pessoas que de alguma forma me deram lições que acredito que foram muito bem aprendidas.
Realmente foi um ano cheio de momentos inesquecíveis, citando como exemplo, a sensação de liberdade que tive ao viajar para São Paulo, Ribeirão Preto, Palmas e Brasília.

Comprar o carro que sonhei foi um exemplo de uma frase do Richard Bach:
"Nunca te é concedido um desejo sem que te seja concedida também a facilidade de torná-lo realidade. Entretanto, é possível que tenhas que lutar por ele".
É claro que a frase, não serve apenas para coisas materiais, mas em diversas situações da vida, e realmente isso sempre aconteceu.
Agradecer a maior proximidade com as minha sobrinhas.
Como se esquecer dos casamentos da sobrinha primogênita e de outros queridos amigos.
Outra alegria foi o aniversário e o batizado da minha afilhada, um anjo que Deus colocou na minha vida.
Em relação a balada, a
pesar de ter ficado muito tempo sem sair de casa, as noitadas desse ano foram impagáveis e ao lado de pessoas incríveis, shows perfeitos, muita música boa e de passeios mais "lights" também foram muito válidos, esse foi sim um ponto alto do ano e acho que do quesito “diversão” não tive mesmo do que reclamar, só tive a agradecer e 2011 promete com mais um show do U2.
Ótimas lições de tolerância também marcaram a parte boa desse ano, definição do meu círculo social, experiência de adaptação e auto conhecimento.
Mas foi um ano cheio de dificuldades. Talvez nada pior do que a área saúde na minha vida em 2010, devido a quantidade de trabalho e o dia possuir apenas 24 horas, meu currículo teve o acréscimo de uma alergia a dipirona, renite alérgica, miopia, stress etc...
Algumas decepções foram vividas nesse ano.
Uma delas eu procuro esquecer, pois foi a única forma de resolver o problema, mas que deixou uma marca profunda, isso deixou.
Desilusões aconteceram, já que estamos sujeitos a passar por isso. Mas ainda bem que já passou.
O importante que 2010 me ensinou:

Julgar menos e compreender mais – Saber ser tolerante – Arriscar mais – Cuidar mais de mim – Me livrar do que me faz mal – Perdoar mais – Me adaptar melhor – Ser mais ambicioso – Não me acomodar – Ignorar criticas destrutivas – Aceitar meus erros – Ser individualista quando se deve – Persuadir – Complicar menos – Viver a vida com mais leveza – Proteger muito bem quem eu amo – Sair de situações embaraçosas com maior facilidade – Desarmar pessoas mal intencionadas – Dar mais valor a pequenas grandes coisas – Ter muito orgulho de mim mesmo – Começar a ser auto-suficiente – Mais impessoal – Não ver fantasmas onde não existem – Não ter medo de nada e confiar mais em mim.
Analiso que o saldo de 2010:
Postivo no profissional: Trabalhei muito mesmo e graças a Deus o retorno foi bem recompensado, me valorizei muito como profissional, sei bem onde quero e vou chegar (mais do que nunca!) e como fazer isso com muita paciência e inteligência.
Neutro no afetivo: Que me conduziram a minha atual realidade amorosa. Acredito que em 2011 vai ser diferente, é claro! Sou a pessoa mais legal que eu conheço... Ah e modesta também rs...
Positivo no pessoal: Testei meus limites, venci meus medos e conheci muito mais sobre mim mesmo.
Para 2011 vou colocar apenas um objetivo o de estar sempre no caminho que Deus puser para mim.
Por que espero que 2011 para mim seja um ano apaixonante, por que quero um 2011 maravilhoso.
Que o Amor seja o principal fator de união entre as pessoas.
Que tudo que desejamos seja conquistado de forma consciente e sejamos vitoriosos por nossos próprios méritos
Que as mentiras e mágoas sejam apagadas e possamos aprender que perdoar não está necessariamente associado a um pedido de desculpas. Mas que o perdão está associado a nossa capacidade de amar o próximo como a nós mesmos.
Que tudo que fizermos nesse ano que se aproxima seja diretamente ou indiretamente em função a ajudar uns aos outros, não visando apenas benefícios ou glórias próprias.
Por que nenhuma de nossas boas ações é totalmente fruto de nossa boa vontade, mas é resultado do grande amor de Deus.
Agradeço a vocês que também fizeram meu 2010 acontecer...

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Sorriso :)

"É próprio da mulher o sorriso que nada promete e permite tudo imaginar."
Carlos Drummond de Andrade

Há tantas pessoas especiais...
E é assim que tento pensar.
Por mais que tenhamos sentido algo muito forte por alguém, há sempre tanto mais para sentir por alguém que possa nos fazer sorrir com a alma.
Seria injustiça renegar o passado e nunca ninguém, que tenha sido realmente marcante, deixará de ser um aprendizado.
Posso falar de amores, posso falar das verdadeiras amizades, posso até falar das amizades nada verdadeiras, uma coisa é certa, pessoas que marcam jamais serão esquecidas.
Os amores, porque é com eles que vamos aprendendo a sentir. Porque é com eles que descobrimos o que somos capazes, de sentir, de fazer, de dizer.
Pomo-nos à prova a todo o minuto.
A luta constante entre a razão, o coração, e muitas vezes um terceiro elemento que poucas pessoas se lembram, o ego.
O segredo de fazer as escolhas certas está em excluir deste cocktail o último dos elementos. O ego só serve para trazer o medo, a desconfiança e sentimentos que só nos farão mal a nós e aos outros.
Há que ensinar o coração e a razão a andar de mãos dadas, é esse o segredo da criação da felicidade, só assim poderemos viver a 100% cada momento.
As verdadeiras amizades porque são elas que estão quando é preciso chorar, porque é com elas que partilhamos os sorrisos. São eles que estão nos momentos mais felizes, e se não estão, é a eles que contamos, porque sabemos que o nosso sorriso não viverá sozinho por muito tempo... os sorrisos multiplicam-se. E quando as lágrimas caem, são também os amigos que ouvem os porquês, que dão aquele abraço, aquele conforto. São eles os verdadeiros alquimistas, que transformam lágrimas em gargalhadas, é essa a verdadeira magia das pessoas.
O sorriso nos aproxima de Deus. Envolve as pessoas em um redemoinho de alegria, paz, sabedoria e muito amor.
As crianças sorriem a todo o momento. Talvez , por isso, amemos as crianças. Pois elas são livres em seus sorrisos.
Quando você ri, você muda. E com você, outras pessoas mudam.
Já que quando sorrimos, as outras pessoas retribuem a “gentileza” de sorrir também.
Sorrir é como brindar. Sorrir emociona e se permite emocionar.
Como dizia o poeta:
"O Sorriso é a mais bela maquiagem que uma mulher pode usar no seu rosto".
Ah! Como é bom você conhecer alguém que tenha um sorriso contagiante.
Não é a aparência em si, mas a expressão.
Sempre ser sincero.
E mesmo aquelas pessoas que nós achamos que nada nos dizem, com quem não nos identificamos, nem essas nos passam ao lado.
É também com elas que aprendemos, talvez até as lições mais difíceis.
Aprendemos quem somos, como somos capazes de agir em situações difíceis, aprendemos a reconhecer o erro e a corrigir-nos.
Aprendemos até como agir depois com os amigos, pois todos sabemos que pedir perdão, ou perdoar alguém, é uma tarefa difícil, mas mais ainda quando se trata de alguém que amamos.
Portanto, troque sua tristeza pela alegria do sorriso e celebre a vida, que é bela.
Todas as pessoas são importantes e precisamos delas para nos tornarmos seres humanos melhores.
Por tudo isto, um grande sorriso, aos amores, aos amigos e aos menos amigos.
E obrigado por existirem!

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Amizade com ex é necessária?

Quando o relacionamento amoroso começa, tudo são flores.
Mas no fim são eles, os espinhos que costumam aparecer.
Manter a amizade ou pelo menos um relacionamento amigável após o término tem sido uma tarefa difícil para muitos.
O mais difícil é que a relação termina, "mas o afeto não deixa de existir de uma hora para outra", mas "todo fim precisa ser aceito".
Os efeitos do fim de um relacionamento, positivos ou negativos, dependem de alguns fatores, por exemplo, a forma como se lida com perdas, em que circustâncias este relacionamento terminou e principalmente se a pessoa em questão manteve outros relacionamentos ativos (social, familiar e profissional).
Não existe uma fórmula mágica!
A relação pode terminar, mas o afeto não deixa de existir de uma hora para outra, por isso algumas pessoas se sentem magoadas e ficam muito sensíveis quando uma relação afetiva finda.
Porém, pode chegar a hora que a pessoa começa uma nova vida a dois e pode rolar um ciúme pela proximidade com ex, onde têm duas importantes questões a serem analisadas.
A primeira: Como é esta amizade com ex? Ela é realmente necessária?
A segunda: Ciúme é sinal de insegurança e dependendo da intensidade necessita de tratamento. 

A autoconfiança é desenvolvida pela própria pessoa e ninguém pode ser responsável por isto.
Passado, todos nós temos!
Mas quando o assunto é relacionamento, não existe certo ou errado, mesmo porque existem muitos aspectos envolvidos e somente os protagonistas deste drama (alguns casos, comédia rs..) sabem o que de fato aconteceu.

Muita gente diz "Se terminou é porque não deu certo" e outros dizem que "deu certo até terminar". Antes eu defendia essa teoria.
As pessoas, de um modo geral, se preocupam muito mais com a vida dos outros, mas não se preocupam em compreender a vida em sua complexidade.
Pensando nas relações saudáveis, cujos vínculos são mantidos por conta da vivência do amor, creio que as relações terminam por conta das expectativas não correspondidas.
Muitas pessoas só dão valor depois que perdem, entenda que relação pressupõe troca e para que esta troca aconteça é preciso desenvolver a intimidade, cuja base é o conhecimento de si mesmo e do outro.

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ando tão feliz... (parte 3)

Há três anos escrevi esse texto e como o tempo passa "rapidamente" rs... Tantas coisas aconteceram, algumas boas e outras nem tanto, mas como tudo na vida merece uma reflexão para um novo aprendizado, parei para pensar sobre pessoas que julgava importantes simplesmente desapareceram, outras surgiram e assim que funciona o ciclo da vida, mas tenho a certeza que posso contar sempre com os verdadeiros amigos e a família.
Espero que algo que foi escrito aqui no blog tenha ajudado alguém de alguma forma...


Já dizia o poeta, em conversa com um passarinho que chegava a sua janela:
- Se vieste aqui a procura de um verso, ide embora, não sou mais poeta, ando tão feliz!!!
Muitas vezes escrevi aqui neste espaço, tão meu que não divulguei-o com afinco para ninguém. As palavras surgiam fáceis em minha mente, a inspiração brotava como gotas de suor.
Um suor denso, carregado, triste.
Um suor que me era praticamente roubado da pele.
Eu simplesmente deixava ele ser expelido.
Colocava para fora tudo o que estava me fazendo mal de alguma forma naquele momento.
As vezes ficava um texto bom, alguns confusos demais, outros ainda, ficavam meio que ridículos, mas eu os colocava aqui, porque era algo de momento, algo que fazia sentido, ao menos para mim.
A inspiração sumiu, tão logo os meus problemas clarearam.
Eu impus luz as minhas manhãs.
Abri as cortinas, mesmo sabendo que o sol faria arder os meus olhos, mesmo sabendo que o calor me seria incômodo.
Deixei a luz entrar no meu pequeno mundo escuro pois não agüentava mais viver na escuridão, acho que todos devemos nos dar uma chance de vez em quando.
Por enquanto, estou vivendo o lado bom desta claridade adquirida.
A felicidade não me deixa mais escrever textos tão melodiosos e sombrios.
Que posso fazer?
Ando tão feliz!!!


Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

The Promise...

Todo final de ano é sempre a mesma coisa, fazemos planos e promessas para o próximo ano.
Colocamos no papel tudo aquilo que gostaríamos que fosse diferente e tudo aquilo que gostaríamos de mudar no ano vindouro.
Embalado pelo clima de festas, porque pra mim o ano começa com a chegada do meu aniversário também pela empolgação dos últimos dias, aproveitei para fazer a minha lista de promessas de fim de ano, começando:
*Aproveitar mais a vida, isto é, me divertir e não perder tempo com quem não merece.
*Cuidar mais da saúde, isto é, porque da minha vida tem muita gente cuidando.
*Economizar dinheiro, ou seja, esconder o cartão de crédito para não gastar todo dinheiro com as "promoções" etc.
*Esquecer o passado e seguir em frente, isto é, riscar da minha agenda, da minha vida, do planeta todas as pessoas que não acrescentam nada.
*Não repetir os mesmos erros, cometer erros novos...
*Empenhar-me e me dedicar mais ao trabalho, ou seja, não deixar para a última hora para entregar documentos, preparar o material de trabalho etc...
Viajar, conhecer lugares rever pessoas queridas.
Estabelecidos os objetivos, e depois das festas?
Será que vou cumpri-los?
Não sei, vou deixar rolar!
Não vejo sentido em estabelecer tantas cobranças, o importante é tentar e buscar um ano melhor.
Enquanto isso, vou viver e aproveitar o presente.
Ou melhor, os meus presentes!

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Tower of Babel...

Segundo a Bíblia, os homens no início, eram um só povo e falavam uma só língua.
Eles construíram uma enorme torre para chegar aos céus, denominada de Torre de Babel. Quando Deus percebeu que estes estavam buscando interesses nocivos e egoístas, ele confundiu a línguas dos homens e estes não conseguiram mais se entender.
E até hoje, quando se trata de relacionamento, homens e mulheres continuam a falar línguas diferentes. Como resultado, não conseguem comunicar entre si e compreender o que cada um quer.
Como se entender em meio a línguas tão distintas?
Assim como na construção da Torre, numa relação é preciso construir em conjunto, empilhando tijolo por tijolo, colando-os uns sobre os outros com argamassa, para mantê-la junta, unida.
No entanto, apressados e ansiosos por vê-la finalizada, ninguém procura ouvir o que o outro está dizendo.
E assim, durante a edificação, um sinaliza uma coisa, enquanto o outro diz outra até o momento em que ninguém compreende mais nada, gerando vários desentendimentos.
Se os homens e as mulheres não fizerem um esforço para encontrarem uma maneira de falar a mesma língua, ou pelo menos se esforçarem para compreenderem uns aos outros, mesmo que por meio de sinais, eles suspenderão a construção da Torre e cada construtor se dispersará para um lado.

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

sábado, 27 de novembro de 2010

Jogos Amorosos...

Apesar de tantas diferenças, homens e mulheres solteiros(as) estão em busca de um(a) bom(a) parceiro(a) para se relacionar, certo?
Então, será que no amor, assim como no jogo, o que se precisa é de um pouco de sorte?
Assim como numa partida de cartas, os parceiros numa relação têm o objetivo de ganhar o jogo.
Durante a disputa, será preciso entrar em acordo, para que não ocorram disputas e desentendimentos desnecessários entre os dois e para que o jogo não termine antes do combinado.
Na hora de jogar, prestar a atenção aos detalhes, aos sinais que o(a) nosso(a) parceiro(a) enviar é essencial para garantir uma boa partida.
Mas será que é possível ganhar, se possuirmos apenas cartas ruins na mão?
Se não tivermos nenhuma carta boa na mão nem mesmo um curinga para ajudar, como driblar as adversidades na hora de descartar as cartas recebidas?
Este não é um jogo para se jogar sozinho, portanto, jogar em parceria será fundamental para conseguir ganhar.
Será que poderemos confiar na jogada do(a) nosso(a) parceiro(a)?
Além disso, poderemos encontrar parceiros(as) que não são compatíveis com nosso estilo de jogo, o que faremos se isso acontecer?
Abandonaremos a partida?
É claro que alguns jogadores poderão aceitar ou recusar o desafio e sair antes do jogo, abandonando o(a) parceiro(a) e deixando vago o lugar na mesa.
Por isso, muitas pessoas evitam jogar com medo de arriscar tudo e perder.
Como num jogo de cartas se não nos arriscarmos, será que iremos conseguir viver plenamente?
O medo do fracasso é um grande fardo nos ombros daqueles que querem jogar ou se relacionar com alguém.
Se nunca tentarmos jamais saberemos se vamos ganhar ou perder.
Ou estaremos fadados a jogar paciência sozinhos.
O risco é inevitável na vida!

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Rejeição... (Parte 2)

A poetisa Clarice Lispector dizia que "ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca", às vezes, porque amar nunca foi garantia de ser amado.
Muitas vezes, no lugar da reciprocidade surge a rejeição e o sofrimento parece ser inevitável. Parece.
"Ser rejeitado deveria ser natural e comum, mas o problema é que vínculamos nossa autoestima com o número de pessoas que nos apreciam", pois não devemos tratar o amor "como se ele fosse um comércio afetivo no qual o outro deve me amar por eu amá-lo".
Porque aquilo que supostamente chamamos de amor, não passa muitas vezes de um comércio.
O amor não deveria nunca depender da outra parte.
Nunca.
Devemos cultivar a arte de sermos pessoas amorosas e emanar este amor sem a necessidade de possuir.
Posso viajar e ficar encantado com uma determinada cidade.
Posso ir para Paris e amar tudo aquilo que apreciei por lá.
Mas não posso carregar Paris em minha bagagem de volta.
Sim, eu amei aquela cidade, mas agora é bom que ela permaneça por lá e eu aqui.
O mesmo se dá com as pessoas.
Amar alguém deve estar desvinculado do desejo de possuir este mesmo alguém.
Mas parece que aprendemos tudo errado.
Assim, quando este outro alguém não corresponde ao nosso amor - e por não corresponder, leia-se: não quer devolver aquilo que lhe entregamos - nos sentimos mal e chamamos isto de rejeição.
Não ser correspondido por alguém significa que esta outra pessoa não possui por mim o mesmo sentimento que possuo por ela.
Isto deveria ser natural e comum.
Mas criamos um problemão sobre esta situação porque, no fundo, vinculamos a nossa autoestima com a quantidade de pessoas que nos apreciam.
Quanto mais desenvolvo o meu amor próprio, menor será a minha sensação de rejeição.
Porque não adianta criar personagens, ser quem você não é,simular ser alguém para que você me aprecie.
Na verdade, não sou nada daquilo, mas agora você se apaixona por aquela máscara.
Então, resta perguntar: quem está sendo amado?
Eu ou minha máscara?
Se for a fundo nesta reflexão, verá que não existe benefício algum neste jogo pois, o amor que tanto desejo, no final das contas, não esta vindo para mim, apesar de meu esforço e sim para um personagem que não existe.
Então... Coloquemos o tema amor e falando de uma forma mais genérica: Afastar-se daquilo que te faz sofrer é sempre uma boa opção, a não ser que você seja masoquista e cultive a idéia de que não mereça ser amado, por uma questão de afinidade vibracional, procura sempre pessoas que confirmem essa tese...


Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

domingo, 31 de outubro de 2010

Oh, L'amour...

Hoje me bateu uma saudade daquele sentimento conhecido por muitos, o AMOR...
Uma falta boa.
Deixe-me explicar!
Do amor que esteve ao meu lado, dividindo as alegrias, noutras as tristezas, as novidades, aprendendo, e acima de tudo, ensinando que o melhor de gostar é amar na calmaria.
Sim, o amor é calmo, a paixão sim é avassaladora!!
A vida é mesmo engraçada.
Quando somos mais novos, adolescentes e noutras quando nos deixamos levar pela inconsequência, acreditamos piamente que o amor verdadeiro é aquele que dilacera o coração, que fere e faz perder a razão.
Razão, o que é isso? rs...
Hoje com alguns anos a mais de vida, depois de passar por poucas e boas, percebo que esse é um ledo engano.
Na verdade, desconfio sempre dos amores avassaladores, inconsequentes e dominadores.
Às vezes, nos deixamos levar mesmo, pelas loucuras do coração.
Não estou defendendo aqui, que não devemos nos dedicar a quem amamos, muito pelo contrário.
Devemos sim, amar hoje, como já dizia o copiado e plagiado poeta, "como se não houvesse amanhã".
Talvez a sabedoria esteja em não criar castelos de areia, não imaginar que a outra pessoa vá nos salvar de todos os problemas dessa vida.
O amor verdadeiro é cheio de qualidades e de defeitos.
Aceitando-o assim, aprendemos mais facilmente a amar na calmaria.
Mário Quintana já dizia isso:
"Amor não é se envolver com a pessoa perfeita, aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser".
O amor é troca, é aprendizado e acima de tudo amizade.
O desejo, a atração, a saudade, o tesão, e porque não uma pitadinha de ciúmes, fazem parte da receita para viver bem a dois.
E hoje, cada vez mais, percebo que o bom mesmo é amar na calmaria.
E o que fica hoje é a certeza que o que vale de verdade é o hoje, o agora.
O futuro não podemos prever.
Quem sabe um dia deixe de ser apenas saudade.

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

pre.gui.ça

pre.gui.ça
sf (lat pigritia) 1 Pouca disposição para o trabalho; aversão ao trabalho; inação, mandriice. 2 Demora ou lentidão em fazer qualquer coisa; indolência, moleza; morosidade, negligência.

Fonte: Moderno Dicionário da Língua Portuguesa - Michaelis

Há, por vezes, uma grande (in)diferença entre quem somos e quem pensamos que somos, e isso é fato.
No entanto, algumas pessoas exageram no modo como pensam que são e há até as que se orgulhem de não valerem nem um centavo.
Todo mundo erra, isso é outro fato, mas há pessoas que só erram e, pior, pensando que acertam.
Isso dá raiva, muita raiva, mas enquanto dá raiva, enquanto alguém te faz sentir raiva é sinal de que a relação - seja ela qual for - ainda tem salvação, o problema é quando a pessoa não te dá mais raiva, mas sim preguiça.
Quando se sente preguiça de alguém, já era!
Apesar da definição do dicionário, para mim preguiça também é definida por aquele momento em que alguém faz coisas que você reprova, mas isso não te atinge mais, não te incomoda, e a sua reação não é de raiva, desprezo ou de ignorar, é só preguiça mesmo.
E ultimamente tem muita coisa me dando uma preguiça tremenda.
Preguiça leve das pessoas bipolares que insistem passar com uma alta frequência na linha equatorial, porém nunca ficam por lá.
Preguiça moderada de gente que só namora por interesses materiais. Olha, sabia que os bens materiais vêm e vão em um piscar de olhos? O carro do seu namorado pode bater, pode estragar ou o papai dele pode pedir o carro de volta e aí você faz o quê? Vai em busca daquele pobre que você rejeitou por que andava de ônibus - apesar de ele te amar como ninguém - e que agora subiu de vida e anda de carro novo?
Tarde demais!
Preguiça latente de quem acha que todo político não presta e que o Brasil é uma merda.
É mais fácil falar que ninguém presta do que se dar ao trabalho de realmente escolher um candidato, né? Criticar é sempre mais fácil...
Preguiça grande de quem só reclama, da vida, do trabalho, dos amigos, do namoro, de si e não faz NADA para mudar!
Assume, você é daquelas pessoas que precisam da infelicidade para estar feliz ou já teria mudado há séculos.
Preguiça em nível preocupante de quem te conhece há algum tempo e finge que não te vê nos lugares, porque está acompanhada ou então ela não precisa mais de você.
Preguiça gritante de quem ama todo mundo e de quem odeia todo mundo. Para que tanto amor gratuito? Vende e enriquece! Para que tanto ódio sem motivo?
Preguiça irreversível de quem errou com você e tenta fingir que foi você que errou com ele, simplesmente por orgulho. Pratica comigo que você consegue dizer, tenho certeza: "me desculpa?" Viu, só? Não dói!
Preguiça preguiçosa de pessoas que acham que você é apaixonado por ela (desculpa, não estou dando moral, apenas estou sendo legal rs...). Olha, minha cara, você precisa superar o fato de que você não é insuperável, se esforce.
Preguiça beirando o desprezo de gente que acha que todos seus nicks e frases no MSN, Orkut, Twitter, Facebook etc. são para ela. Oi, você não é o centro do universo, as pessoas tem assuntos mais importantes do que você (mesmo que você não tenha).
Preguiça gigante de gente medíocre que se acha invejável, que a todo momento acha que alguém está com inveja. Desculpa, mas autoestima em excesso é só baixa autoestima. Preguiça incalculável de gente promíscua, passa o rodo na balada, acorda cada dia na cama de um desconhecido e depois vem com papo de "amor", de vítima, de que queria amar e ser amada.
Agora, a preguiça maior de todas.
PREGUIÇA de quem que não retribui nem em um décimo o que as pessoas que o amam fazem por ele e depois vem com discurso de que precisa mudar, pois sempre "se entrega demais" nas relações. Nossa, dá vontade da gente desistir de viver ver gente assim, gente que não dá a mínima para os outros, para os amigos, amores, família para nada e ainda acha que faz muito e sofre.
É o cúmulo! Sabe o que penso disso? Nem tudo é relativo.
Nem tudo é dependente.
Há questões que não exigem ponto de vista, exigem apenas vista e ponto final.
Quanta preguiça.

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

domingo, 10 de outubro de 2010

Rejeição...

10/10/10... Lembro me que, quando tomei essa árdua missão, muito honrado até, de manter uma ritmo mensal de quatro postagens em 2010. Então, para cumprir o que havia prometido a mim mesmo, resolvi reescrever um texto que há muito tempo ficou guardado para revisão ortográfica e também a mais difícil que é a revisão da alma que gostaria de compartilhar com vocês.


Quem nunca foi rejeitado deve ser alguém que nunca esteve apaixonado.
Quem nunca rejeitou deve ser alguém que nunca despertou paixões.
Rejeitar é difícil - claro, para quem se importa com a outra pessoa.
Ser rejeitado é doloroso, mas nem tanto.
O que mais machuca não é a rejeição em si, não é o descobrir que não se é amado da mesma forma como se ama.
Amar é nada mais do que a certeza de gostar de alguém e a possibilidade de retribuição, e todos sabemos disso.
O que pode machucar na rejeição é a indefinição, a falta de respeito e a covardia.
O que machuca é o outro não ter a dignidade de dizer "não estou interessado" em alto e bom som, é o outro se rejeitar até a te rejeitar.
Um "não" dito quando necessário é libertador para quem escuta, opera milagres.
Agora, a maioria não tem a dignidade de dizer "não", prefere se fazer de cego, surdo e mudo e deixar que o outro decifre sinais ou a falta deles.
Às vezes, não rejeitam o outro para continuarem tendo alguém interessado que lhes massageia o ego, por vezes, não rejeitam por medo de um dia quererem o outro, o velho "não quero ter, mas não quero perder". Numa das minhas primeiras postagens em 2007 eu já comentei sobre esse fato "Homem satélite, você é ou você tem".
Tem também quem não rejeita com medo de "magoar" o rejeitado.
Mas saiba, poucas coisas no amor magoam mais do que alguém fazer da sua vida uma incerteza.
Agora, ser rejeitado?
Nada que paciência, maturidade e uma pitada de orgulho não curem.
Todos sabemos que ninguém é obrigado a gostar de alguém.
Mas nos esquecemos de que ninguém é obrigado a não gostar de alguém.
Isso mesmo, a pessoa que você rejeitou tem o direito de gostar de você, todo mundo tem.
Por isso, é seu dever respeitar esse sentimento.
Então, se alguém gosta de você, se alguém te ama e você não sente o mesmo, diga, rejeite, mas sobretudo liberte.
Não deixe quem te ama no chão, sem sequer sabe se foi jogado fora, se caiu do seu bolso sem querer ou se será pegado de volta a qualquer momento.
Se disser a verdade você pode ter a certeza de que não será lembrado por quem te amava como alguém que o rejeitou, mas como alguém que o respeitou.
Se tiver coragem de dizer que não sente o mesmo, você não será lembrado como alguém que não o correspondeu, mas como alguém que o acolheu.
Então, é só escolher como quer ser lembrado e, se me permite o conselho: não queira ser o responsável por transformar o amor que alguém tinha por você em uma lembrança ruim.
Rejeição a gente supera e reverte, desprezo nem sempre.

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O guardião do mosteiro

Para começar o mês de outubro decidi, colocar um texto que não é de minha autoria: "O guardião do mosteiro", pois a mensagem nele contida sempre foi muito inspiradora.
Com ela, espero incentivar todos que acompanham o blog para refletir sobre a estória e aprender uma lição importante, como aconteceu comigo há alguns anos atrás.

NUM MOSTEIRO havia o Grande Mestre e o Guardião.
O Guardião morreu e foi preciso substituí-lo.
O Grande Mestre reuniu todos os irmãos para fazerem a nova indicação.
Assumiria o posto o monge que conseguisse resolver primeiro, o problema a ser apresentado naquele momento.
Então o Grande Mestre colocou um banquinho no centro da sala e, em cima, um vaso de porcelana raríssimo, com uma belíssima rosa amarela a enfeitá-lo. Disse apenas “Aqui está o problema!”.
Todos ficaram olhando a cena. O vaso lindíssimo, de valor extraordinário, a flor maravilhosa no centro! O que representam? O que fazer? Qual será o enigma?
Nesse momento, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e “zapt”. Destruiu tudo com um só golpe.
Tão logo o discípulo retornou ao seu lugar, o Grande Mestre disse: “Você é o novo Guardião... Não importa que o problema seja algo lindíssimo.
Se for um problema, precisa ser eliminado”.
Um problema é um problema, mesmo que seja uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que acabou.
Se o amor acabou, por mais lindo que tenha sido, se não tem mais espaço, precisa ser eliminado.
A indecisão é a própria sustentação do problema.
Quando decidimos que algo está pendente, acabou-se o problema (...).
Quando algo não está indo bem, precisamos parar para refletir:
Qual é o problema que temos na cabeça, ou no coração, e que ainda não resolvemos?
Quero mesmo resolvê-lo?
Já me dei tempo necessário para resolvê-lo ou estou enchendo o tempo de coisas, a fim de evitar pensar e sentir o que me aflige?
Para que está me servindo a manutenção desse problema?
A vida é muito breve para que a desperdicemos com dias de sofrimento inútil.
Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam espaço.
Ocupam um lugar indispensável para criar a vida.
Há um ditado que diz:
Para você beber vinho numa taça cheia de chá, é necessário primeiro jogar fora o chá para, então, beber o vinho.
Ou seja, para aprender o novo, é essencial estar com a mente limpa, desocupada para receber novos conceitos.
Limpe a sua vida, comece pelas gavetas, armários até chegar aos sentimentos do passado que não fazem mais sentido estar ocupando espaço na sua mente.
Vai ficar mais fácil ser feliz.

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Desapego...

É quando nos preparamos para mudar que percebemos a quantidade de coisas que guardamos sem necessidade.
Nem sabemos por que o fazemos, mas temos medo de um dia precisar disso ou daquilo e vamos acumulando nossas preciosidades, se assim podemos dizer.
Grande armário é o nosso coração e a nossa alma!
Imagino que se um dia tivéssemos que "mudar" esse pedaço de nós, encontraríamos nele muitas coisas desnecessárias das quais tivemos dificuldade para nos desvencilhar.
Como nos nossos armários há roupas que nem nos cabem mais, nas gavetas objetos inúteis, há nesse nosso coração certamente sentimentos que há muito deixaram de nos servir, mas que continuam intactos, como se o tempo para eles não tivesse passado.
As águas correm nos rios, mas não no nosso interior.
Elas levam o que encontram pela frente, mas nós nos apegamos ao inútil e nos impedimos assim de desembocar no grande mar da vida que nos oferece novos horizontes.
Se um dia decidirmos mudar de casa e nos oferecermos uma nova vida, não precisamos deixar tudo e nem carregar tudo.
Um coração sábio saberá escolher o que deve ser aproveitado ou não.
Os carinhos que recebemos permanecerão intactos, mesmo se as flores se secaram e as cartas se perderam.
Antigas e amareladas mágoas nunca têm utilidade, a não ser para envelhecer e entristecer nossa alma.
Coisas que começamos e nunca terminamos ou continuamos,ou desistimos.
Não é vergonhoso deixar coisas para trás, pesado mesmo é seguir em frente carregando essas mesmas coisas que nem sabemos onde vamos colocar.
Valioso demais é nosso coração para que seja maltratado, para que seja a ele negada a chance de se oferecer novas oportunidades e novos ares.
Cultivar no seu jardim a flor do desapego não significa amar menos ou deixar de apreciar o que de bom a vida nos oferece.
Apenas mudar nosso olhar em relação ao mundo e se dizer que as coisas realmente bonitas e importantes ficam gravadas para sempre nas paredes da nossa alma, seja qual for nosso caminho.


Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Number ONE...

...Por aí, pelos bares.
Caçando algo ou caçando alguém, que de fato não se sabe.
Sinceramente, nem o porquê da busca se sabe, exatamente; mas continua buscando.
Talvez, seja devido a terrível monotonia dos dias e relacionamentos ou pelo tédio de ver os comerciais de sábado a noite sozinho com espaço entre o cobertor.
Ou talvez, por que aprendeu o que é viver, o que é amar, e quer dividir isso com alguém que mereça.
Ser sozinho, então, é estar largado, porém o gosto nem é tão amargo assim, desde que não se sinta a glória nisso.
Já que aprendeu, prepara-se, pois irá longe, a mundos que jamais conheceria se continuasse pensando que ser o melhor é empilhar beijos.
Alguns amam o sentimento de estarem "livres".
Poder ter e olhar para quem quiser e para onde quiser.
É bom olhar para quem quiser, mas é ruim não ter quem olhe por você.
Outros veem se relacionar como se prender, como perder a vida.
Agora diga, aproveitar a vida é abraçar corpos cujo nem se sabe a origem?
É sorrir sozinho?
Ou quem sabe sentir o envelhecer dos ossos, deitado em uma cama de solteiro?
Se for isso, confesso que uma vida assim não vale à pena.
Muitos acreditam que hoje em dia, qualidade é quantidade.
Quanto maior o número de conquistas, melhor alimentado está o ego.
Para ser o maioral, é necessário ter o máximo de medalhas sobre o peito...
Em épocas em que eu pensava que somente uma era preciso, desde que essa esquentasse o coração.
Então, viver querendo mais, aumentando os números, juntando tantos nomes ou referências, que nem conseguimos lembrar no dia seguinte - ou uma hora depois; é assim que giram os ponteiros.
Nos preocupamos tanto com os números, que esquecemos que o "number One - 1", neste caso, pode valer mais que o “1000”.
O tempo se evapora.
Muitos de nós perdemos cegos na teoria que diz: "quanto maior a quantidade, mais homem (ou mulher) você é!"; e nem percebemos que homens de verdade não são aqueles que conquistam cem ou mil, mas sim aqueles que completam uma somente; que forte é aquele que ganha à batalha e conquista um "eu te amo" sincero.
Ser homem não é possuir mil medalhas sobre o fardo, mas sim uma, que brilhe intensamente todos os dias.
Que possamos aprender e buscar a nossa estação, repleta de filmes e cobertores ao inverno, de praia e sol ao verão, de flores e sorrisos a primavera, de conversas e aprendizados ao outono e de amor e carinho a eternidade.

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

domingo, 26 de setembro de 2010

Não temas. Crê somente...

A saudade começa a partir do próprio nascimento, para crescer e evoluirmos temos que aprender a renunciar.
A perda é a quebra da conexão, isso pode deixar cicatrizes profundas se não for bem resolvida.
O exercício do desapego nos proporciona paz, "abrir mão" muitas vezes é necessário para manter a nossa integridade.
A perda não é necessariamente um atestado de óbito, mas de nascimento.
Deixemos que a vida tome o seu curso natural sem interferências, deixemos de viver sob o jugo do sentimentalismo exagerado, aceitemos a vida com suas perdas. A morte ou a ruptura fazem parte desse longo processo que é viver.
Um dia pessoas, objetos, animais, planos, situações fizeram parte da tua vida, de repente, já não fazem mais...
É necessário, mas deve ter prazo para terminar, o melhor remédio é a mudança de hábito, mesmo assim a dor deve ser encarada de frente, não devemos fingir que ela não existe e nem parar a vida no momento em que ocorreu a perda.
A melhor maneira de compreender as perdas é saber que tudo pode ter fim, isso deve ser aprendido ainda criança, quanto melhor compreendemos esse fato, mais sabiamente abordamos.
O luto chega ao fim quando a oportunidade aparece originando uma nova direção, sabendo que vez em outra o desespero pode reaparecer de maneira intensa, cabe a cada um de nós a responsabilidade sobre si próprio e diante disso compreender o "pra quê " de cada uma das perdas em nossa vida e não adianta questionar o "por quê", afinal sempre há um propósito para todas as coisas.
Na bíblia encontrei esse alento, dizia que diante das dificuldades
NÃO TEMAS. CRÊ SOMENTE.
Então até hoje este é um dos meus lemas, sigo com toda certeza de que tudo se acertará e eu serei feliz mesmo com as agruras que a vida me manda.
Eu já passei por grandes perdas, aprendi por experiência própria que o tempo não cura, mas ameniza o nosso sofrimento e que um dia tudo será suportável, assim se fez a minha libertação.

Ps. Quero dedicar este texto para o meu irmão Fernando Luiz, hoje 25 de setembro está livre há sete anos de todo sofrimento, esteja em paz onde quer que você esteja.

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)