terça-feira, 24 de abril de 2012
O Tempo...
"Um autor desconhecido escreveu certa vez que a alegria, a tristeza, a vaidade, a sabedoria, o amor e outros sentimentos habitavam uma pequena ilha. Certo dia, foram avisados que essa ilha seria inundada.
Preocupado, o amor cuidou para que todos os outros se salvassem, falando:
Fujam todos, a ilha vai ser inundada.
Todos se apressaram a pegar seu barquinho para se abrigar em um morro bem alto, no continente. Só o amor não teve pressa. Quando percebeu que ia se afogar, correu a pedir ajuda.
Para a riqueza apavorada, ele pediu: Riqueza, leve-me com você.
Ao que ela respondeu: Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata e não tem lugar para você.
Passou então a vaidade e ele disse: Dona Vaidade, leve-me com você...
Sinto muito, mas você vai sujar meu barco.
Em seguida, veio a tristeza e o amor suplicou: Senhora Tristeza, posso ir com você?
Amor, estou tão triste que prefiro ir sozinha.
Passou a alegria, mas se encontrava tão alegre que nem ouviu o amor chamar por ela.
Então passou um barquinho, onde remava um senhor idoso, e ele disse:
Sobe, amor, que eu te levo.
O amor ficou tão feliz, que até se esqueceu de perguntar o nome do velhinho.
Chegando ao morro alto, onde já estavam os outros sentimentos, ele perguntou à sabedoria:
Dona Sabedoria, quem era o senhor que me amparou?
Ela respondeu: O tempo.
O tempo? Mas por que ele me trouxe aqui?
Porque só o tempo é capaz de ajudar e entender um grande amor.
* * *
Dentre todos os dons que a Divindade concede ao homem, o tempo tem lugar especial. É ele que acalma as paixões indevidas, ensinando que tudo tem sua hora e local certos.
É ele que cicatriza as feridas das profundas dores, colocando o algodão anestesiante nas chagas abertas.
É o tempo que nos permite amadurecer, através do exercício sadio da reflexão, adquirindo ponderação e bom senso.
É o tempo que desenha marcas nas faces, espalha neve nos cabelos, leciona calma e paciência, quando o passo já se faz mais lento.
É o tempo que confirma as grandes verdades e destrói as falsidades, os valores ilusórios.
O tempo é, enfim, um grande mestre, que ensina sem pressa, aguarda um tanto mais e espera que cada um a sua vez, se disponha a crescer, servir e ser feliz.
E é o tempo, em verdade, que nos demonstra, no correr dos anos, que o verdadeiro amor supera a idade, a doença, a dificuldade, e permanece conosco para sempre.
* * *
Neste mundo, tudo tem a sua hora.
Cada coisa tem o seu tempo.
Há o tempo de nascer e o tempo de morrer.
Tempo de plantar e de colher.
Tempo de derrubar e de construir.
Há o tempo de se tornar triste e de se alegrar.
Tempo de chorar e de sorrir.
Tempo de espalhar pedras e de juntá-las.
Tempo de abraçar e de se afastar.
Há tempo de calar e de falar.
Há o tempo de guerra e o tempo de paz.
Mas sempre é tempo de amar."
sábado, 31 de março de 2012
Felicidade...
"Se a felicidade já foi possível para você um dia, então, ser feliz agora também o é.
Se a felicidade vai ser possível no futuro, também é possível ser feliz agora.
Seja feliz com a pessoa que você é hoje.
Não, você ainda não é quem gostaria de ser.
Mesmo assim você tem todas as chances de se tornar a pessoa que quer ser.
Você gostaria de perder a aventura de alcançar todo seu potencial?
Claro que não!
Seja feliz por ter ainda muito a conquistar, pois é nesse processo que se experimenta a riqueza da vida.
Se você ainda não tem certeza de qual caminho sua vida deve seguir, fique feliz por ter tantas possibilidades e divirta-se explorando-as.
Se você está cheio de problemas e responsabilidades, fique feliz por ter a possibilidade de fazer diferente e fortaleça-se ultrapassando os obstáculos.
Nada pode impedir você de ser feliz.
NINGUÉM PODE AFASTAR VOCÊ DA FELICIDADE a não ser você mesmo.
Seja feliz agora mesmo, porque você tem todos os motivos para isso."
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Brilho eterno de uma mente sem lembranças...
Ontem revi um filme mágico em sua
essência, mas que trata com uma certa lógica extremamente real sobre
relacionamentos.
Um sujeito de gorro e ar de quem largou
a escola no segundo ano do ensino médio está num ônibus, rabiscando um
caderno.
Uma garota bonitinha, com os cabelos
pintados de azul, diz oi para ele.
Vem sentar perto, pergunta o que ele
está fazendo.
Eles conversam um pouco.
A garota é engraçada, vívida, e não
demora a dizer algo muito inconveniente para o rapaz. Pede desculpa, é
desculpada.
Diz outra barbaridade e a coisa fica
por isso mesmo.
Ela se sente, a partir de então,
autorizada a dizer qualquer coisa abusiva que lhe passar pela cabeça sem ter de
pedir desculpas depois.
Além de abusada, a garota é um poço de
narcisismo.
E, como todo narcisista que se preze,
tem uma inesgotável curiosidade a seu próprio respeito.
Dá uma deixa para que o rapaz diga que
ela é o máximo.
Ele morde a isca e diz, sim, você
parece ser uma pessoa muito bacana.
Ela o contesta, dizendo que na verdade
ela não é bacana, mas, sim, uma louca, uma megera vingativa. (Se uma mulher lhe
disser que é uma megera vingativa, não duvide. E, de preferência, saia correndo
rs...)
No dia seguinte o rapaz lhe oferece
carona, ela aceita e, chegando em casa, o convida para entrar.
Prepara duas bebidas, os dois ficam
sentados na sala, o papo não engrena, então ela comenta, você é meio quieto,
não?
Ele diz que a vida dele não é muito
interessante, por isso ele não costuma ter muito o que dizer.
Ela vem se sentar ao lado dele.
Eles começam a namorar.
Alguns meses se passam.
São três horas da manhã e o rapaz está
sentado numa poltrona, mão apoiada na testa, ar aborrecido.
A garota chega, vindo da rua. Está
bêbada, se joga num sofá e diz que bateu o carro. Apesar de o carro ser dele,
ele não a repreende por isso.
Limita-se a dizer que ela vai acabar se
matando e matando alguém se insistir em dirigir alcoolizada.
Ela lhe devolve uma provocação: você só
está bravo porque acha que eu estava por aí com outro.
Ele diz: sim, é verdade, acho mesmo,
não é exatamente isso que você sempre faz para que as pessoas gostem de
você?
A garota se ofende, pega suas trouxas e
vai embora.
E ele, claro, corre atrás dela,
implorando perdão.
O que leva um sujeito a ser tão
condescendente e tão servil em relação a uma mulherzinha tão
insuportável?
O problema de Jim Carrey no filme
“Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” é a imensa escassez e precariedade
em que vive.
Ele é um zé-ninguém sem qualquer chance
de ser redimido.
Ao levar o fora de Kate Winslet, sabe
que enfrentará uma seca braba, que não será tão cedo que irá aparecer, se é que
vai aparecer, outra garota tão bonitinha e tão gostosinha em seu pedaço.
Daí seu desespero. Se ele fosse rico,
ou pelo menos um jovem profissional bem sucedido (ou, vá lá, se ele não fosse
tão mané, tão fair play, tão resignadamente entregue às baratas), não faltaria
mulher para encher sua bola.
E Kate seria esquecida sem que ele
precisasse se submeter àquele brain damage maluco do filme.
Falei
em dinheiro, mas não quis dizer com isso que mulheres são interesseiras. (A
maioria não é, de fato)
Eu
simplesmente sei, por experiência própria, que é imprudente um homem se
envolver com uma mulher estando tão desguarnecido, não só com também
financeiramente.
Afinal,
relações amorosas são, entre outras coisas, exercícios de equilíbrio de
poder.
Se
falta dinheiro, não pode faltar a um homem, de jeito nenhum, a tal da atitude.
(Por falar em atitude, lembrei daquele deplorável personagem do Plínio Marcos,
em Navalha da Carne: “Sou Vadinho, cafifa escolado, judio das mulheres para
elas gamarem”.)
Talvez
o Jim Carrey tenha aprendido, depois de tanto sofrimento, que a ternura é
incapaz de segurar a onda de uma relação.
Que
o amor, por si só, dá conta de muito, muito pouco.
Tadeu
Silva ( 2012 Todos os direitos reservados )
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Entrelinhas...
Há as palavras que você escreve por amor, há o amor que escreve as palavras por você, há a realidade que revisa o que ambos escreveram.
Nas linhas das suas palavras, ela te ama, ela te espera, ela te cuida, ela te sabe.
Nas linhas do amor, se ela ainda não ama ela amará, se ela ainda não chega ela chegará, se ela ainda não cuida ela cuidará, e se ela ainda não sabe ela saberá.
Mas entre fantasias e otimismo, entre amores e vontades, entre palavras, frases e fases, em meio a esperanças e medos, a realidade surge e te lembra que amor não se faz de um.
Nas linhas da realidade, se perde um pouco o que você sonhava e aparece apenas o que de fato se fez.
A realidade é um revisor severo das palavras de amor, sem se importar com quem as escreveu ou inspirou.
As linhas da verdade, são, na verdade, linhas de uma vida sem paixão.
Só que a vida quando se perde a paixão é como um texto após passar pelas mãos de um revisor: tudo fica objetivo, mais claro e correto, e pode até ficar melhor, mas nunca mais fica igual a antes, muito menos do jeito que você queria.
E ninguém entende melhor de um texto do que o próprio autor, ninguém entende melhor de uma paixão do que quem a sente.
Ponto final, na versão sua, na versão do amor, na versão real.
Tadeu Silva ( Copyright 2012 Todos os direitos reservados )
Tadeu Silva ( Copyright 2012 Todos os direitos reservados )
A Lei da Pequena Covardia...
Outro dia eu tive vontade de ligar para uma moça.
Seria um telefonema simples, daqueles que a gente dá para pessoas próximas.
Algum comentário sobre como foi o dia, o trabalho, que livro está lendo?
Se eu tive vontade de ligar?
Seria um telefonema simples, daqueles que a gente dá para pessoas próximas.
Algum comentário sobre como foi o dia, o trabalho, que livro está lendo?
Se eu tive vontade de ligar?
Claro!!!
Vocês devem se perguntar por que não liguei?
A moça é legal.
Eu sou legal e provavelmente ela gostaria de receber um telefonema para saber como foi o dia dela.
Só que eu não liguei.
Por um motivo simples.
A gente não pode perguntar como foi o dia para quem ainda não é nem tão íntimo assim, pois ela não é namorada, affair, ficante, é apenas uma pessoa especial que dá vontade de conhecer melhor...
Essa é uma espécie de lei do mundo que eu não sei por que foi inventada.
Será preciso um tempo para poder perguntar como foi o dia?
Já que é uma coisa tão do bem.
Do fundo da minha pequena covardia, pensei que ela poderia achar que fosse carente, louco, stalker e esses outros adjetivos que usa para justificar a pura covardia.
Mas para transgredir a lei da pequena covardia, é necessário que por maior que seja a vontade de inviolar a caixa da "amizade", é o desejo de transpor o intangível e correr o melhor risco dos últimos tempos.
E eu e a moça perdemos a chance de ter para quem contar como foi o nosso dia.
Uma pena!
Tadeu Silva ( Copyright 2012 Todos os direitos reservados )
Vocês devem se perguntar por que não liguei?
A moça é legal.
Eu sou legal e provavelmente ela gostaria de receber um telefonema para saber como foi o dia dela.
Só que eu não liguei.
Por um motivo simples.
A gente não pode perguntar como foi o dia para quem ainda não é nem tão íntimo assim, pois ela não é namorada, affair, ficante, é apenas uma pessoa especial que dá vontade de conhecer melhor...
Essa é uma espécie de lei do mundo que eu não sei por que foi inventada.
Será preciso um tempo para poder perguntar como foi o dia?
Já que é uma coisa tão do bem.
Do fundo da minha pequena covardia, pensei que ela poderia achar que fosse carente, louco, stalker e esses outros adjetivos que usa para justificar a pura covardia.
Mas para transgredir a lei da pequena covardia, é necessário que por maior que seja a vontade de inviolar a caixa da "amizade", é o desejo de transpor o intangível e correr o melhor risco dos últimos tempos.
E eu e a moça perdemos a chance de ter para quem contar como foi o nosso dia.
Uma pena!
Tadeu Silva ( Copyright 2012 Todos os direitos reservados )
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Guia de Sobrevivência do Homem Bonzinho
Este guia surgiu de uma conversa com uma grande amiga ímpar e especial, de onde veio a ideia de falar sobre um assunto que estava inacabado nos rascunhos do blog.
É difícil estabelecer um guia, porque não sabemos ao certo quais eventos podem ocorrer, se alguns ou se todos ao mesmo tempo.
A única coisa que podemos fazer é elaborar pequenos planos para acontecimentos prováveis rs...
Homem bonzinho sofre!!! O problema é que muitas mulheres acham que todo homem bonzinho é sinônimo de homem trouxa.
Não posso negar que de fato existem bonzinhos do tipo: “vacilão”, porém também existem aqueles que devem ser amados e respeitados, senão as chances deles se tornarem “cachorrão” são grandes, e depois haja reclamação.
1) Para você não cair na armadilha de ser um bonzinho trouxa e conquistar a aquela moça que você acha que vale a pena, seguem algumas instruções:
Nunca, jamais em hipótese alguma chegue perto de uma “piriguete”.
Piriguete é uma mutação do ser feminino que deve ser eliminado.
É um parasita humano que suga do provedor, no caso você, o máximo que puder e depois sai fora, então melhor nem perder tempo com esse tipo.
Na balada:
2) Se voce tiver coragem o suficiente de elogiar uma mulher, faça somente uma vez. Homem bonzinho mostra interesse, mas ficar elogiando toda hora da a impressão de que você ou está desesperado, ou esta caidinho por ela...
Ora o jogo está começando agora e você já está entregando suas cartas? Resista a tentação de elogiar o tempo todo.
Ora o jogo está começando agora e você já está entregando suas cartas? Resista a tentação de elogiar o tempo todo.
3) Pagando a conta ou bebida?
Depende, se você convidou a mulher pra ir pra balada com você o certo é pagar.
Agora se a sua intenção é impressionar a mulherada você corre o risco de gastar uma grana e ainda voltar pra casa sozinho, pois existem mulheres espertinhas que tiram tudo do homem: sua dignidade, sua moral e seu dinheiro.
Lembrando mais uma vez: ficar pagando bebida para um monte de mulheres que você nunca viu na vida atrai piriguetes e oportunistas, o primeiro passo para passar de bonzinho a trouxa.
A questão não é ser "pão duro" ou falta de cavalheirismo e gentileza, a questão é caso conheça uma mulher na balada e não pague a conta dela, você é bonzinho, e não é banco.
4) Se rolou o beijo você ficou de ligar, ligue e convide para sair de novo se achar que vale a pena, se ela não puder diga: “então quando puder me liga”. Pronto você já deu o primeiro passo, se ela quiser ligar de volta, se não quiser era porque não estava afim, melhor partir para outra.
Ficar correndo atrás nesse momento faz você ser trouxa.
No primeiro “encontro”:
5) Se você convidou sua obrigação é pagar a conta. No entanto escolha um lugar que esteja nas suas possibilidades, um lugar legal e agradável, peça um vinho “básico” ao invés de um caro, ou então vá ao cinema.
Pode ser até mais audacioso e levá-la em um cachorro quente, afinal, diversão não tem que ser caro concorda?
Se ela aceitar você assim, sem ser “rico” as chances de arrumar uma namorada descente é grande, se ela for piriguete dessa saída ela não passa.
6) Deixe-a falar, mas assunto de ex e relacionamento passado é PROIBIDO. Você é bonzinho, mas não é psicólogo e nem melhor amigo (se virar amigo aí já era).
Então seja educado, fale que passado é passado, mas que realmente você não entende como conversar sobre fantasmas do passado podem acrescentar o momento presente.
Se ela continuar é porque não está preparada para um relacionamento, então melhor você pular fora enquanto pode.
No dia seguinte se rolou beijo:
7) Agradeça pelo encontro (Nada de flores, bombons, chocolate... etc, deixe isso para quando estiver namorando).
Pode até ligar, mas o ideal seria apenas uma mensagem de texto, breve e curta, assim ela responde quando puder e você não corre o risco de ligar em uma hora inconveniente.
Depois da mensagem não deixa a ansiedade por tudo a perder, espere um pouco para entrar em contato para outra saída. (repita passo 5 e 6).
No dia seguinte se não rolou o beijo:
8) Mande uma mensagem agradecendo encontro, fale que você a acha especial e que foi uma pena que não rolou nem um beijo, parece meio ridículo por mensagem, mas é mais fácil do que levar fora pessoalmente!
Se ela ficar enrolando e vier com papinho de que é cedo, etc... Seja rápido!!! Ela não está afim de você.
9) Controle a ansiedade, resista, não ligue, não mande flores, mensagem ou coisa parecida.
Esse lance de virar amigo é coisa de homem trouxa e não de homem bonzinho.
10) Saia de casa, conheça outras pessoas através de amigos (as) e comece tudo novamente.
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."
Bônus) Uma mulher nunca vai ter dar moral caso você não se valorize, mesmo sendo um Homem Bonzinho.
Tadeu Silva ( Copyright 2012 Todos os direitos reservados)
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
2012...
Ano novo, vida nova, sonhos
novos, desafios novos...
Será?
Será?
Mudou apenas um número lá no
final quando se escreve a data, a vida continua a mesma, os sonhos são os
de sempre (que eu vou aos poucos realizando), e os desafios são os mesmos (e
são muitos).
Perder peso, ler mais, passar mais
tempo com quem ama, realizar um sonho.
A nossa lista de “coisas pra fazer
no ano novo” parece ter muito sentido no dia 1° de janeiro, mas geralmente é
esquecida logo que a rotina volta ao normal, e as mudanças são adiadas mais uma
vez.
Gosto muito da minha vida, não
quero uma nova.
É obvio que as coisas poderiam
ser mais fáceis, tipo ganhar os 170 milhões na mega-sena acumulada, e também
é obvio que espero que o tempo que vem pela frente seja ótimo, de grandes
realizações e felicidades, mas não vou deixar meus sonhos vinculados a um
número no calendário.
Acho que já deu para perceber que nos outros anos a
meia-noite passou e tudo continuou igual, né?
A vida, os sonhos e os desafios são vivos e estão
presentes o tempo todo, resta apenas tentar fazer com que tudo seja o mais
agradável possível, diariamente.
Não existe poupança de sorrisos, aplicações de
carinhos, nem fundos de investimentos de declarações de amor.
O negócio é gastar tudo que se tem disponível
sempre, pois diferentemente do dinheiro, quanto mais se gasta estes
"itens", mais se tem pra gastar.
Até dá para usá-los amanhã, mas acredite, não serão
mais os mesmos de hoje.
Então, feliz hoje pra nós!
Vamos se lembrar sempre de que sempre é hoje,
e celebrar!
Esse ritual de passagem pode até ser válido para
fazermos um balanço geral das nossas ações e refletirmos se estamos no caminho
certo.
No entanto, não precisamos esperar
qualquer simbolismo para colocar nossos planos em prática.
Realização é uma busca diária.
Não se esqueça dos compromissos que você firmou consigo mesmo.
Você é responsável por dar sentido à sua vida, todos os dias, todos os anos.
Realização é uma busca diária.
Não se esqueça dos compromissos que você firmou consigo mesmo.
Você é responsável por dar sentido à sua vida, todos os dias, todos os anos.
Com muito carinho gostaria de
agradecer a todos que visitaram este blog ao longo de 2011 e que fizeram
ele acontecer.
Deus os abençoe.
Um forte abraço e um maravilhoso
2012!
“Renovai sem cessar o sentimento da
vossa alma, e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira
justiça e santidade.”(Efésios 4, 23-24)
Tadeu Silva ( Copyright 2011 Todos os direitos
reservados )
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
More Than Words
Todos gostamos de belas palavras, porém poucos de nós as transformam em atos.
E sempre comum ouvir alguém dizendo que “o que vale é a intenção!”.
De que adiantam boas palavras, boa intenção sem atitude?
De que vale a intenção de respeitar alguém, se na verdade agimos pensando apenas em nós mesmos?
De que vale a intenção de amar, se agimos com o mais puro desamor?
Vale muito pouco, para não dizer nada.
Eu posso ter os mais belos pensamentos e ideais, mas se eles não vierem acompanhados de atitudes coerentes, tornam-se apenas uma forma de anestesiar a minha consciência ameaçada pela culpa de não ter agido de acordo com ela.
Dizer simplesmente para si próprio:
“Eu não tive a intenção de ferir ninguém” é uma desculpa para que não nos sintamos tão culpados pelo mal que causamos.
Talvez fosse mais honesto que assumíssemos o erro cometido, nos desculpássemos e tentássemos reparar o mal causado de alguma forma, com atitudes.
Todos podemos (e vamos) errar muitas vezes na vida.
Faz parte de nossa condição humana.
Mas lembre-se: todos nós temos um enorme potencial de reparação e podemos usá-lo criativamente, desde que escapemos da comodidade de evitar enfrentar a vida.
Palavras isoladas são para covardes, que fogem e se escondem.
Apenas os corajosos são capazes da ação realmente reparadora.
Coragem tem a ver com ação, com enfrentar as dificuldades de frente.
Assim, se você feriu alguém, não evite essa pessoa.
Vá em sua direção e tente reparar o mal causado.
Se você gosta de alguém... mostre!
Tenha atitudes amorosas.
Seja atencioso, respeite, proteja, acalente.
Torne-se presente.
Olhe de verdade para essa pessoa, perceba a sua existência, coloque-se no lugar dela.
Saia do perímetro de seu próprio umbigo.
Olhe para essa pessoa, lá no fundo dos olhos.
Tente perceber o que ela pode estar sentindo e tente agir da melhor forma que puder.
Não se esconda atrás de suas palavras.
Palavras “bem ditas“, são as que vem acompanhadas de atitudes, pense nisso, para que não sejam "More Than Words".
Tadeu Silva (Copyright 2011 Todos os direitos reservados)
terça-feira, 15 de novembro de 2011
20/11 de 2011 - Homens Auspiciosos...
Os homens podem viver bem e felizes, mesmo sem estarem comprometidos, em um relacionamento afetivo?
Muitos homens, por hábito ou carência, acabam preenchendo o vazio afetivo que lhes oprime o peito com pessoas que não os tocam de verdade.
Outros, no entanto, cansados de relações superficiais, buscam encontros mais profundos e acabam tendo de aprender a viver só enquanto não encontram o que de verdade buscam.
Exigentes, não querem ao seu lado apenas uma mulher que supra o buraco da tão conhecida carência. Desejam uma parceira de vida, que os estimule, que os façam crescer, que os ajudem a extrair o que há de melhor em si mesmos. Tal busca leva tempo, um tempo que permite a cada ser humano o repouso necessário para que seu melhor venha à superfície, como acontece com os vinhos que após certo tempo de repouso, manifestam um sabor que agrada muito mais ao paladar.
Se é uma verdade que não é difícil para um homem encontrar uma companheira hoje em dia, também é verdade que os encontros mais significativos não são tão comuns assim.
Muito se ouve falar nas dificuldades que as mulheres têm em encontrar um parceiro, mas pouco se fala da dificuldade que muitos homens encontram também para encontrar parceiras que os façam ter força e desejo de enfrentar todas as dificuldades e desafios que fazem parte de um relacionamento.
Quando somos jovens todos temos a sensação de que encontraremos pessoas maravilhosas, nos apaixonaremos e viveremos lindas histórias de amor sempre que quisermos.
A maturidade, no entanto, nos ensina, homens e mulheres, que os encontros mais profundos e significativos são raros.
Muitas vezes, ao fim da vida, podemos contar nos dedos de uma única mão os relacionamentos amorosos que verdadeiramente tocaram nossa alma, as pessoas que de fato fizeram a diferença.
Para esses homens corajosos, que aprenderam a não temer a solidão e que desejam mais qualidade em seus vínculos, viver só torna-se uma etapa inevitável e por que não, prazerosa, de suas vidas.
Talvez encontrem o que procuram, talvez não, essa é a verdade que muitos tentam evitar.
Assim, que sejamos todos, homens e mulheres, capazes de seguir pela vida em paz, seguros da beleza de nossa própria companhia.
Que façamos, desse encontro com nosso próprio ser, nosso porto seguro e nossa morada.
Que possamos permanecer abertos para os encontros significativos, sem a ansiedade e desespero que vejo na atitude de tantas pessoas.
Sem que a busca de um relacionamento seja guiada pelo medo da solidão e sim pelo desejo lícito e válido de amar melhor.
Precisamos aprender a fazer as coisas sem pressa, a envelhecer como os mais deliciosos vinhos que, em seus barris de carvalho, não temem a solidão.
Tadeu Silva (Copyright 2011 Todos os direitos reservados)
Tadeu Silva (Copyright 2011 Todos os direitos reservados)
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Mulheres Auspiciosas
Vejo ao meu redor muitas mulheres auspiciosas, lindas, cheias de vida, bem resolvidas, amorosas, inteligentes, interessantes...
No entanto, apesar de tantas qualidades, algumas delas ainda encontram-se sob uma espécie de autocobrança: a obrigação de encontrar um parceiro.
Não me levem a mal, sem a intenção de dizer que elas agora tenham que viver sozinhas, abandonar o desejo de dividir suas vidas com alguém que as permitam expressar toda a sua feminilidade, o lado doce, suave, amoroso, materno.
O que é nocivo, a meu ver, é essa cobrança absurda de que esse seja o único caminho considerado bem-sucedido.
Anos se passaram, e algumas mulheres continuam com medo de ”ficar para titia”.
Estar só, hoje em dia, não tem nada demais.
Mulher sozinha muitas vezes têm mais amigos, mais divertimento, mais estímulos, mais companhia e até mais sexo do que muitas que vivem um relacionamento estagnado.
Quão mais felizes seriam algumas compreendessem isso, e perdessem esse medo que as assombra, de “terminar só”.
Muitas mulheres, tomadas por uma carência enorme e impactadas pela idéia de que não ter um homem ao seu lado seria uma espécie de fracasso, ainda acabam aceitando se relacionar com homens que as tratam como objeto e muitas vezes desrespeitosa.
Outras, no entanto, estão buscando uma forma mais justa de se relacionar.
São mulheres que tem conseguido ser fiéis a si mesmas, que desejam um relacionamento afetivo, “desde que esse seja saudável”.
Buscam parceria, troca, honestidade, cumplicidade, parceiros maduros que assumam, ao seu lado, a responsabilidade de tornar o relacionamento um espaço de ajuda mútua e crescimento.
Muitas dessas mulheres estão sozinhas, pois têm se recusado a entrar em um relacionamento só para dizer que tem alguém.
Percebo que cada vez mais que elas estão se dando conta disso.
Já existem muitas vivendo vidas satisfatórias e felizes, elas se realizam profissionalmente, têm amigos, fazem o que gostam, desfrutam com alegria de seu tempo, perderam o medo do falso fantasma da solidão.
Algumas têm filhos de relacionamentos anteriores e vivem a maternidade de forma intensa e bela.
Com tanta riqueza de possibilidades, fico aqui torcendo para que elas sejam capazes de continuar sua caminhada, tornando-se mais conscientes, mais sábias e mais amorosas a cada passo. Que não abandonem a si mesmas.
Que saibam fazer escolhas baseadas no que lhes diz sua alma, e não nos mandamentos da sociedade que as aprisiona a papéis e instituições que muitas vezes roubam sua alegria.
Torço para que, caso exista dentro delas um desejo lícito e belo de amar e serem amadas, que não desistam dele.
E se em sua caminhada encontrarem alguém que seja merecedor e com quem queiram compartilhar essa mágica viagem, que possam abrir espaço em suas vidas para esse companheiro.
Se não, que sigam de cabeça erguida, desfrutando de cada passo, aprendendo que é possível viver bem na sua própria companhia, confiantes de que o importante é que tenham a si mesmas, sempre, até o final.
Tadeu Silva (Copyright 2011 Todos os direitos reservados)
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
11/11/11 - Às vezes você tem que esquecer o que quer, para começar a entender o que merece.
- Uma pessoa sente-se atraída por outra e vai em sua direção.
Mas se a outra corresponde, deixa de ser interessante.
Ou talvez você já tenha ouvido, ou dito, frases assim:
- Eu só me interesso por pessoas quando elas não se mostram muito interessadas em mim.
- Quando alguém mostra gostar muito de mim, perco o interesse
Ou talvez você já tenha ouvido, ou dito, frases assim:
- Eu só me interesso por pessoas quando elas não se mostram muito interessadas em mim.
- Quando alguém mostra gostar muito de mim, perco o interesse
O que seria dos filmes e novelas da Globo sem essa inspiração para seus roteiros?
O que seria dos dramas e músicas de dor-de-cotovelo?
O que seria dos jogos que as pessoas inventam para manipular umas às outras?
No cinema pode até ser interessante, mas na vida real não existe nada mais triste.
Essa característica das pessoas as obriga sempre a viver a frustração do desencontro, as aprisiona em um deserto solitário, onde o que motiva os movimentos é a ilusão do oásis que nunca pode ser alcançado.
Existem ao menos alguns motivos que levam as pessoas a agirem assim.
Rejeitar quem nos quer e desejar quem não nos quer, é uma forma imatura e infantil de relacionamento.
No cinema pode até ser interessante, mas na vida real não existe nada mais triste.
Essa característica das pessoas as obriga sempre a viver a frustração do desencontro, as aprisiona em um deserto solitário, onde o que motiva os movimentos é a ilusão do oásis que nunca pode ser alcançado.
Existem ao menos alguns motivos que levam as pessoas a agirem assim.
Rejeitar quem nos quer e desejar quem não nos quer, é uma forma imatura e infantil de relacionamento.
Ora, em nossa imaturidade desejamos ter aquilo que idealizamos.
Acredito que essa seja a base da paixão.
Desejar aquela pessoa mágica e encantadora, sobre-humana, perfeita, que nos aceite incondicionalmente e supra todas as nossas faltas e carências, que nos complete, que nos faça sentir “um”.
É claro que sabemos, racionalmente, que isso não existe.
Mas aqueles que querem viver apaixonados negam essa realidade. Quando veem alguém ao longe, como se a pessoa fosse uma tela em branco sem contornos, projetam nela tudo o que gostariam de encontrar.
Isso funciona desde que a pessoa esteja longe ou inacessível.
Isso funciona desde que a pessoa esteja longe ou inacessível.
A distância permite que eu continue a acreditar que aquela pessoa é exatamente como imaginei.
Se ela se aproxima, se ganhamos intimidade, eu começo a enxergar suas formas reais, muitas vezes diferentes do que eu tinha imaginado, então eu a rejeito.
- Não quero a pessoa real, de carne e osso...
- Não quero a pessoa real, de carne e osso...
Quero aquilo que criei em minha mente, quero a pessoa inventada. E para manter a pessoa inventada nunca posso ter a pessoa real...
E assim se escrevem roteiros e mais roteiros de amores platônicos por pessoas inacessíveis, Romeus e Julietas, e histórias nas quais abandonamos quem mais nos ama, pois não suportamos a proximidade nua e crua que o amor nos traz.
No final não é o amor do outro que não suportamos, e sim a percepção de nossa própria incapacidade de amar. É preferível viver só, na ilusão de que um dia encontraremos o amor perfeito, do que aceitar que nosso coração é que ficou congelado e não é capaz de suportar uma relação real.
E assim se escrevem roteiros e mais roteiros de amores platônicos por pessoas inacessíveis, Romeus e Julietas, e histórias nas quais abandonamos quem mais nos ama, pois não suportamos a proximidade nua e crua que o amor nos traz.
No final não é o amor do outro que não suportamos, e sim a percepção de nossa própria incapacidade de amar. É preferível viver só, na ilusão de que um dia encontraremos o amor perfeito, do que aceitar que nosso coração é que ficou congelado e não é capaz de suportar uma relação real.
Pode ser duro ouvir isso, mas não há possibilidade de se criar uma vida afetiva saudável sem que se encare esse assunto de frente e com coragem.
Outro aspecto contido nesse círculo vicioso que nos leva a rejeitarmos quem de fato nos ama é a nossa baixa autoestima.
Ora, se não gostamos de verdade de nós mesmos, se não achamos que somos pessoas bacanas, se negamos nosso valor...
Com certeza não iremos valorizar quem gosta de nós.
- Se ela gosta de mim que sou "uma droga" é por que deve ser "uma droga" também - é mais ou menos assim que funciona.
Se nos amássemos de verdade, se nos considerássemos brilhantes como pedras preciosas, admiraríamos aquela pessoa que nos quer ter, admiraríamos sua capacidade de enxergar nosso brilho em meio a tanta escuridão e a veríamos brilhante também.
- Se ela gosta de mim que sou "uma droga" é por que deve ser "uma droga" também - é mais ou menos assim que funciona.
Se nos amássemos de verdade, se nos considerássemos brilhantes como pedras preciosas, admiraríamos aquela pessoa que nos quer ter, admiraríamos sua capacidade de enxergar nosso brilho em meio a tanta escuridão e a veríamos brilhante também.
E assim, como consequência dessa consciência mais elevada, nos permitiríamos esse encontro que pode ser tão profundo e transformador.
E nos permitiríamos simplesmente viver o amor, o amor real, de carne e osso, qualidades e virtudes, imperfeito, mas verdadeiro, que não é feito de duas metades que se completam e sim da linda dança de dois seres inteiros que se apoiam e ajudam a crescer mutuamente.
O encontro amoroso sem medos, de braços abertos, coração com coração, um peito colado no outro numa entrega mútua não é para todos, acreditem.
O encontro amoroso sem medos, de braços abertos, coração com coração, um peito colado no outro numa entrega mútua não é para todos, acreditem.
Há que se ter maturidade, coragem e uma boa dose de amor próprio para que ele se torne real.
Às vezes você tem que esquecer o que quer, para começar a entender o que merece.
Às vezes você tem que esquecer o que quer, para começar a entender o que merece.
Tadeu Silva (Copyright 2011 - Todos os direitos reservados)
terça-feira, 1 de novembro de 2011
1/11/11 - P.e.r.f.e.i.ç.ã.o
Se antes as pessoas suportavam coisas demais em nome do amor, até mais do que deveriam, mais do que seria saudável; hoje nada suportam.
Basta uma palavra aparentemente inadequada ou mal colocada, um gesto mal cuidado, um erro, uma roupa desencontrada, um sapato mais brilhante do que supostamente deveria ser, e o outro já é descartado.
Não se aceita nada menos do que a perfeição.
Para desistirmos de alguém basta perceber que esse alguém é de carne e osso e que, além de alegria, sente também tristeza; basta descobrir que o outro, como qualquer ser humano, tem problemas, dificuldades, se afastando do ideal de perfeição tão cuidadosamente traçado.
Hoje em dia descartamos as pessoas como se faz com brinquedos estragados em uma linha de produção.
Queremos que tudo seja rápido e absolutamente perfeito.
Não há mais espaço para a conquista sadia, para o caminho de conhecimento mútuo que acontece aos poucos, para a parceria, para a construção conjunta.
Queremos o produto acabado e sem defeitos.
Não há espaço para que o amor possa acontecer.
As avaliações são superficiais, afinal não temos tempo a perder.
- Ou serve ou não serve!
E se achamos, após algumas horas e um tanto de impressões superficiais, que aquela pessoa não serve, a jogamos fora, como fazemos com os arquivos da lixeira de nosso computador.
Apertamos a tecla "Del" e seguimos em frente sem nem mesmo olhar para trás, muitas vezes deixando um rastro desastroso por nosso caminho.
Não é de se estranhar ver tanta gente sozinha.
Cada vez mais aumenta o número de pessoas insatisfeitas no amor.
São homens e mulheres, em sua maioria gente bacana, tentando encontrar alguém com quem possam compartilhar o que tem de melhor.
Mas, como uma ironia do destino, mesmo quando duas pessoas bacanas se encontram, acabam não tendo tempo de perceber isso.
Estragam as coisas antes mesmo que as coisas tenham tempo de existir.
A pressa, a ansiedade, a falta de paciência, são como uma foice, cortando o brotinho que ingenuamente se dispunha a crescer.
Por que fazemos isso?
Creio que nunca estivemos tão assustados como agora.
Temos medo. Não apenas do outro, mas temos medo de nós mesmos, medo de não sermos capazes de atingir a perfeição autoexigida.
Temos medo de que, ao entrarmos em um relacionamento, enxerguemos no outro (que é como um espelho gigante), as nossas próprias imperfeições.
E para não quebrarmos essa ilusão de que somos perfeitos, nos mantemos longe dos espelhos, longe dos relacionamentos.
É preferível acreditar que o problema está no outro.
É o outro que está gordo demais, ou é inteligente de menos, ou usa roupas feias, ou cheira a mel estragado, ou sei lá o que mais formos capazes de inventar.
Tudo para nos afastar da possibilidade de olhar para nossas próprias falhas e feridas. Se o amor não é perfeito, muito menos somos nós.
Só quando aceitarmos a nós mesmos exatamente como somos, essa linda somatória de qualidades e defeitos, seremos capazes de abrir nosso coração para uma pessoa de verdade, de carne e osso, dessas que nem sempre combinam com as páginas de revistas ou personagens românticos de filmes e novelas.
Enquanto isso, continuamos trancados, fechados para o amor, atropelando as pessoas bacanas que tanto queremos encontrar, sem nem mesmo perceber a nossa responsabilidade no rastro de destroços que deixamos para trás.
Tadeu Silva (Copyright 2011 Todos os direitos reservados)
Basta uma palavra aparentemente inadequada ou mal colocada, um gesto mal cuidado, um erro, uma roupa desencontrada, um sapato mais brilhante do que supostamente deveria ser, e o outro já é descartado.
Não se aceita nada menos do que a perfeição.
Para desistirmos de alguém basta perceber que esse alguém é de carne e osso e que, além de alegria, sente também tristeza; basta descobrir que o outro, como qualquer ser humano, tem problemas, dificuldades, se afastando do ideal de perfeição tão cuidadosamente traçado.
Hoje em dia descartamos as pessoas como se faz com brinquedos estragados em uma linha de produção.
Queremos que tudo seja rápido e absolutamente perfeito.
Não há mais espaço para a conquista sadia, para o caminho de conhecimento mútuo que acontece aos poucos, para a parceria, para a construção conjunta.
Queremos o produto acabado e sem defeitos.
Não há espaço para que o amor possa acontecer.
As avaliações são superficiais, afinal não temos tempo a perder.
- Ou serve ou não serve!
E se achamos, após algumas horas e um tanto de impressões superficiais, que aquela pessoa não serve, a jogamos fora, como fazemos com os arquivos da lixeira de nosso computador.
Apertamos a tecla "Del" e seguimos em frente sem nem mesmo olhar para trás, muitas vezes deixando um rastro desastroso por nosso caminho.
Não é de se estranhar ver tanta gente sozinha.
Cada vez mais aumenta o número de pessoas insatisfeitas no amor.
São homens e mulheres, em sua maioria gente bacana, tentando encontrar alguém com quem possam compartilhar o que tem de melhor.
Mas, como uma ironia do destino, mesmo quando duas pessoas bacanas se encontram, acabam não tendo tempo de perceber isso.
Estragam as coisas antes mesmo que as coisas tenham tempo de existir.
A pressa, a ansiedade, a falta de paciência, são como uma foice, cortando o brotinho que ingenuamente se dispunha a crescer.
Por que fazemos isso?
Creio que nunca estivemos tão assustados como agora.
Temos medo. Não apenas do outro, mas temos medo de nós mesmos, medo de não sermos capazes de atingir a perfeição autoexigida.
Temos medo de que, ao entrarmos em um relacionamento, enxerguemos no outro (que é como um espelho gigante), as nossas próprias imperfeições.
E para não quebrarmos essa ilusão de que somos perfeitos, nos mantemos longe dos espelhos, longe dos relacionamentos.
É preferível acreditar que o problema está no outro.
É o outro que está gordo demais, ou é inteligente de menos, ou usa roupas feias, ou cheira a mel estragado, ou sei lá o que mais formos capazes de inventar.
Tudo para nos afastar da possibilidade de olhar para nossas próprias falhas e feridas. Se o amor não é perfeito, muito menos somos nós.
Só quando aceitarmos a nós mesmos exatamente como somos, essa linda somatória de qualidades e defeitos, seremos capazes de abrir nosso coração para uma pessoa de verdade, de carne e osso, dessas que nem sempre combinam com as páginas de revistas ou personagens românticos de filmes e novelas.
Enquanto isso, continuamos trancados, fechados para o amor, atropelando as pessoas bacanas que tanto queremos encontrar, sem nem mesmo perceber a nossa responsabilidade no rastro de destroços que deixamos para trás.
Tadeu Silva (Copyright 2011 Todos os direitos reservados)
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Tocando o Barco...
Imagine a seguinte situação.
Você esteja flutuando em meio ao oceano, completamente só, sem salva-vidas, sem um barco, sem bússola, sem avistar qualquer sinal de terra por perto.
Você está simplesmente lá, sentindo-se só e vulnerável.
Então um barco se aproxima.
Você vê, presa ao mastro, uma estranha bandeira com aquela caveira assustadora que costuma
aparecer nos navios piratas.
As pessoas a bordo lhe parecem meio estranhas, mas o barco se aproxima oferecendo ajuda, para resgatar você.
O que você faria?
Agora vamos tentar outra possibilidade.
Você está cruzando o oceano em seu próprio barco, munido de GPS, abastecido com frutas e água doce, rodeado de amigos e pessoas queridas, quando vê aquele mesmo barco tentando se aproximar.
O que você faria?
Agora pense em sua vida.
Como você se sente na vida?
Nadando só em meio ao oceano?
Ou confortavelmente fazendo uma viagem em seu próprio barco?
Já construiu uma base que lhe dê segurança?
Tem seus próprios amigos?
Tem um trabalho que lhe garanta sustento?
Tem seus próprios interesses e sabe para onde quer ir?
Ou está sozinho, infeliz no trabalho, perdido, sem rumo, sem nem mesmo saber bem do que gosta ou não?
Dependendo da sua resposta eu poderia lhe dizer, com uma boa dose de acerto, se você possui ou não predisposição para se envolver em relacionamentos abusivos.
Uma pessoa que tenha construído para si uma boa base, que tenha uma estrutura firme, terá muito menos chances de estabelecer relacionamentos não saudáveis do que aquelas que seguem pela vida à busca de alguém que as salvem de sua horrível existência.
Uma pessoa que tenha criado para si uma vida saudável, não aceitará menos do que um relacionamento saudável.
Ora, se pode ficar bem sozinho, por que ficaria em uma relação que lhe faz mal?
Mas quando as pessoas não possuem uma estrutura social, financeira e emocional que as sustente, ficam vulneráveis a aceitar situações em que sejam tratadas de forma desrespeitosa, indigna e muitas vezes agressiva.
Como se não lhes restasse alternativa, como se não tivessem escolha.
Aceitar ou morrer.
Ceder ou ser jogada aos tubarões!
Uma relação nessas bases é marcada pelo medo e pela dependência, não é difícil enxergar isso quando olhamos de fora e com atenção.
Assim, antes de buscar um relacionamento, dê uma boa olhada em sua vida.
Entenda que um relacionamento não pode ser a tábua de salvação para uma vida infeliz.
Sua vida e o que quer que esteja acontecendo com ela é responsabilidade sua.
Se você tem estado à espera que alguém apareça para salva-lo, cuidado!
Nem São Judas Tadeu, padroeiro das causas impossíveis, poderá ajudar.
Arregace as mangas e comece agora mesmo a curar sua própria vida.
Procure conhecer melhor a si mesmo.
Rodeie-se de pessoas que admire, invista nas amizades.
Estruture sua vida profissional.
Fortaleça a si mesmo.
Só assim seus relacionamentos terão espaço para ser vividos como deve ser, com leveza, respeito e uma verdadeira parceria.
Quer saber?
Antes de procurar um namorado ou namorada, compre seu próprio barco!
Tadeu Silva ( Copyright 2011 Todos os direitos reservados )
Você esteja flutuando em meio ao oceano, completamente só, sem salva-vidas, sem um barco, sem bússola, sem avistar qualquer sinal de terra por perto.
Você está simplesmente lá, sentindo-se só e vulnerável.
Então um barco se aproxima.
Você vê, presa ao mastro, uma estranha bandeira com aquela caveira assustadora que costuma
aparecer nos navios piratas.
As pessoas a bordo lhe parecem meio estranhas, mas o barco se aproxima oferecendo ajuda, para resgatar você.
O que você faria?
Agora vamos tentar outra possibilidade.
Você está cruzando o oceano em seu próprio barco, munido de GPS, abastecido com frutas e água doce, rodeado de amigos e pessoas queridas, quando vê aquele mesmo barco tentando se aproximar.
O que você faria?
Agora pense em sua vida.
Como você se sente na vida?
Nadando só em meio ao oceano?
Ou confortavelmente fazendo uma viagem em seu próprio barco?
Já construiu uma base que lhe dê segurança?
Tem seus próprios amigos?
Tem um trabalho que lhe garanta sustento?
Tem seus próprios interesses e sabe para onde quer ir?
Ou está sozinho, infeliz no trabalho, perdido, sem rumo, sem nem mesmo saber bem do que gosta ou não?
Dependendo da sua resposta eu poderia lhe dizer, com uma boa dose de acerto, se você possui ou não predisposição para se envolver em relacionamentos abusivos.
Uma pessoa que tenha construído para si uma boa base, que tenha uma estrutura firme, terá muito menos chances de estabelecer relacionamentos não saudáveis do que aquelas que seguem pela vida à busca de alguém que as salvem de sua horrível existência.
Uma pessoa que tenha criado para si uma vida saudável, não aceitará menos do que um relacionamento saudável.
Ora, se pode ficar bem sozinho, por que ficaria em uma relação que lhe faz mal?
Mas quando as pessoas não possuem uma estrutura social, financeira e emocional que as sustente, ficam vulneráveis a aceitar situações em que sejam tratadas de forma desrespeitosa, indigna e muitas vezes agressiva.
Como se não lhes restasse alternativa, como se não tivessem escolha.
Aceitar ou morrer.
Ceder ou ser jogada aos tubarões!
Uma relação nessas bases é marcada pelo medo e pela dependência, não é difícil enxergar isso quando olhamos de fora e com atenção.
Assim, antes de buscar um relacionamento, dê uma boa olhada em sua vida.
Entenda que um relacionamento não pode ser a tábua de salvação para uma vida infeliz.
Sua vida e o que quer que esteja acontecendo com ela é responsabilidade sua.
Se você tem estado à espera que alguém apareça para salva-lo, cuidado!
Nem São Judas Tadeu, padroeiro das causas impossíveis, poderá ajudar.
Arregace as mangas e comece agora mesmo a curar sua própria vida.
Procure conhecer melhor a si mesmo.
Rodeie-se de pessoas que admire, invista nas amizades.
Estruture sua vida profissional.
Fortaleça a si mesmo.
Só assim seus relacionamentos terão espaço para ser vividos como deve ser, com leveza, respeito e uma verdadeira parceria.
Quer saber?
Antes de procurar um namorado ou namorada, compre seu próprio barco!
Tadeu Silva ( Copyright 2011 Todos os direitos reservados )
sábado, 8 de outubro de 2011
Aceitação...
Há momentos na vida, onde tudo parece estar perfeito, maravilhoso, melhor que o sonhado.
Muitos desses momentos têm continuidade e nos permitem experimentar esta sensação de alegria profunda e realização, outros não.
Alguns desses momentos são subitamente interrompidos por causas inesperadas, fatos inusitados e circunstâncias inimagináveis.
Há circunstâncias na vida onde não possuímos controle ou possibilidade de interferência ao ponto de mudar os resultados: resta-nos não como consolo, mas como atitude inteligente e digna o exercício da aceitação.
Dentro das principais opções que temos para enfrentar o sofrimento estão: o desespero, a raiva, a indiferença, a mágoa, a ira, a revolta, a depressão, a alienação e a aceitação.
A única que não agrava nossos problemas e possui efeitos benéficos é a aceitação.
O exercício da aceitação é tanto mais fácil e possível quanto maior for o nosso grau de consciência, maturidade e espiritualização.
Aceitar é ser verdadeiramente humilde diante dos fatos inevitáveis e das circunstâncias imutáveis. A humildade nos faz reconhecer o limite das nossas possibilidades diante do universo ao nosso redor. Aceitação não é comodismo ou fuga, o ato da aceitação equivale a envolver com amor profundo os fatos que não podemos alterar e encará-los como circunstâncias a serem vivenciadas e vencidas para o fortalecimento do nosso ser.
Diante dessas situações, seja forte. A verdadeira força reside nas capacidades de aceitação e de recomeçar.
Compreender as coisas, nem sempre diminui a dor e o sofrimento, mas nos permite optar por enfrentar a dor e o sofrimento com inteligência, dignidade e resignação.
Seja qual for a dor que te aflige, opte por enfrentar o sofrimento pela via da aceitação: a dignidade desse caminho lhe fornecerá as forças para renascer e recomeçar e assim como a mitológica ave Fênix, você renascerá das próprias cinzas (do sofrimento que vem lhe consumindo).
Viver é renascer e recomeçar a cada dia, como repetia com profundo amor Chico Xavier:
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim".
Por mais difícil que seja este momento, ele não é o fim.
Acredite, pode até parecer, mas não é o fim.
Pratique a humildade, aceite a realidade e recomece, recomece sempre...
Quanto mais cedo você exercitar a aceitação, mais cedo começará a ser feliz...
Seja forte!
Tadeu Silva (Copyright 2011 Todos os direitos reservados)
Muitos desses momentos têm continuidade e nos permitem experimentar esta sensação de alegria profunda e realização, outros não.
Alguns desses momentos são subitamente interrompidos por causas inesperadas, fatos inusitados e circunstâncias inimagináveis.
Há circunstâncias na vida onde não possuímos controle ou possibilidade de interferência ao ponto de mudar os resultados: resta-nos não como consolo, mas como atitude inteligente e digna o exercício da aceitação.
Dentro das principais opções que temos para enfrentar o sofrimento estão: o desespero, a raiva, a indiferença, a mágoa, a ira, a revolta, a depressão, a alienação e a aceitação.
A única que não agrava nossos problemas e possui efeitos benéficos é a aceitação.
O exercício da aceitação é tanto mais fácil e possível quanto maior for o nosso grau de consciência, maturidade e espiritualização.
Aceitar é ser verdadeiramente humilde diante dos fatos inevitáveis e das circunstâncias imutáveis. A humildade nos faz reconhecer o limite das nossas possibilidades diante do universo ao nosso redor. Aceitação não é comodismo ou fuga, o ato da aceitação equivale a envolver com amor profundo os fatos que não podemos alterar e encará-los como circunstâncias a serem vivenciadas e vencidas para o fortalecimento do nosso ser.
Diante dessas situações, seja forte. A verdadeira força reside nas capacidades de aceitação e de recomeçar.
Compreender as coisas, nem sempre diminui a dor e o sofrimento, mas nos permite optar por enfrentar a dor e o sofrimento com inteligência, dignidade e resignação.
Seja qual for a dor que te aflige, opte por enfrentar o sofrimento pela via da aceitação: a dignidade desse caminho lhe fornecerá as forças para renascer e recomeçar e assim como a mitológica ave Fênix, você renascerá das próprias cinzas (do sofrimento que vem lhe consumindo).
Viver é renascer e recomeçar a cada dia, como repetia com profundo amor Chico Xavier:
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim".
Por mais difícil que seja este momento, ele não é o fim.
Acredite, pode até parecer, mas não é o fim.
Pratique a humildade, aceite a realidade e recomece, recomece sempre...
Quanto mais cedo você exercitar a aceitação, mais cedo começará a ser feliz...
Seja forte!
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