segunda-feira, 22 de março de 2010

Você precisa de alguém para ser feliz?


"Eu não preciso de ninguém para ser feliz".
Quem diz isso precisa, no mínimo, de alguém para ouvir a essa baboseira e assistir a esse momento em que um cínico tenta se afirmar.
Não precisa de ninguém?
Que ótimo!
Fico feliz por você ser, assim, tão "fodão" ou "fododa" rs...!
Agora, falando sério, reconhecer que precisa e necessita da pessoa amada para ser feliz não é sinônimo de baixa autoestima!
Assim, como ser fodão e dizer que não precisa de amor ou da pessoa amada para ser feliz pode ser um forte indício de uma zerada, de uma baixíssima (ou inexistente) autoestima. Você pode ter a autoestima em um nível tão saudável que não teme precisar de alguém, pois sabe que o outro vai ser necessário apenas naquilo que só ele pode te preencher, mas no restante, você está muito bem, obrigado!
Desse modo, sem aquele outro, sua estrutura emocional não vai desabar, nem sua vida vai se arruinar por inteiro.
Eu, como bom romântico, acho que precisamos e necessitamos sim do outro para sermos felizes. Não sou favorável a sermos dependentes do outro.
Veja bem, precisar do outro, necessitar do outro é completamente diferente de depender do outro.
Não é certo sermos doentes por quem amamos, nem dedicarmos toda a nossa vida ao outro e muito menos depositar toda a nossa felicidade no outro.
Se você se tornar dependente quase químico de quem você ama, é a sua relação que vai virar uma droga. Isso é injusto (e chato) com a pessoa que amamos, todo mundo precisa respirar e ninguém pode ter, ou melhor, ninguém quer ter a responsabilidade pela sua realização, por te fazer totalmente feliz.
No entanto, como em tudo na vida há os dois lados e é preciso alcançar (e praticar) o bom e velho meio termo. Do mesmo modo que não posso fazer de quem eu amo a solução para meus problemas, por outro lado, se eu também achar que "não preciso dele para ser feliz" eu, mesmo que inconscientemente, não vou cultivar o outro!
Ninguém preserva, cuida, oferece carinho, proteção e amor ao que não necessita, ao que não precisa.
A verdade é que só valorizamos o que nos é necessário, o que precisamos. Já vi várias pessoas perdendo alguém que amavam por quererem provar a si que não precisavam do outro para ser feliz. Que medo é esse de deixar alguém te completar, de completar alguém?
Temos duas manias, creditar ao amor toda nossa felicidade ou toda nossa infelicidade. Mas não é assim! Não podemos depender ou viciar em trabalho, família, amigos, etc e também não podemos não valorizar e não nos dedicar a eles.
Agora de que adianta ser feliz no trabalho, na vida estudantil, na vida familiar, no aspecto financeiro e não ter alguém ao seu lado para beijar sua boca, se orgulhar com você e compartilhar essa alegria? E de que adianta ser infeliz em tudo e ter alguém ao lado somente para tentar suprir suas frustrações?
Viu só!
Não é difícil saber como agir?
Temos que saber lidar com nossas carências e medos e mais ainda com os medos e carências do outro! É engraçado (e irritante): as pessoas querem ter seus erros compreendidos justificando não serem perfeitas, entretanto, querem relacionar-se com alguém perfeito e desistem desse alguém porque a pessoa era imperfeita! Me aceite como eu sou, mas mude o como você é. Me priorize e não me trate como opção, mas aceite de bom grado ser apenas a minha alternativa.
Injusto, não?
Bom, o que é verdadeiramente justo é o seguinte: se você não necessita de ninguém, fique só!
Não seja covarde (em todos os sentidos) tornando-se necessário à vida de alguém com o qual você não se importa.
Disso, ninguém precisa, necessita ou merece!


Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

domingo, 21 de março de 2010

Simply The Best - Ayrton Senna


Até 1994 era sagrado acordar aos domingos e ter a certeza de que as manhãs seriam de muita torcida da maioria dos brasileiros. É difícil dizer o quanto Ayrton Senna foi importante para a história da Fórmula 1. Um piloto “quase” perfeito, que sentia o carro, dirigia com um mestre e deixava o mundo perplexo com suas vitórias espetaculares e marcas batidas a cada GP. Mas, como uma grande frase que serve para esta ocasião, os números não são nada em comparação a paixão que Ayrton tinha pela velocidade.
Hoje 21 de março de 2010, ele estaria fazendo hoje 50 anos de vida, uma marca histórica para os meios de comunicação. Se formos pensar, 50 anos é uma idade totalmente digna, e o fato de Senna ter morrido com uma fértil idade de 34 anos choca ainda mais nós, fãs. Foram duelos incríveis, inimigos e amigos (poucos), vitórias, fama, sucesso e o trágico fim na curva Tamburello a 1 de maio de 1994.
Não, não pense que vou rever toda a sua vida e fazer uma biografia. Senna foi e sempre será um piloto acima da média, e para muitos e inclusive para mim, o melhor de todos os tempos. Mas esta data serve para ficarmos felizes em saber o que se passaria pela cabeça do campeão nessa altura. Como eu, você já deve ter lido muito textos sensacionais sobre Ayrton.
Então, se eu fosse rever toda a sua história seria algo quase infinito, de tanto que a sua carreira marcou no automobilismo.
Estamos em tempos de tecnologia, homenagens estão borbulhando pela internet e fugindo um pouco do "lugar comum" o blog não poderia ficar de fora.
Mas, para não fazer como o resto, deixo para você dar a sua opinião. Relembrar as grandes histórias, os 3 títulos pela McLaren, as disputas épicas com Prost e Mansell, como seria o duelo com Schumacher ao longo de 1994, até quando ele continuaria no automobilismo.
Termino com a seguinte frase da música de Tina Tuner, quando homenageou Ayrton...
Simply The Best... Forever!!!

http://www.youtube.com/watch?v=yNCr8PfY3rs

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Você perdoaria uma traição?

Segundo o Aurélio:

Traição. (do lat. traditione,entrega) 1.Ato ou efeito de trair (se). 2. Crime de quem, perfidamente, entrega, denuncia ou vende alguém ou alguma coisa ao inimigo. 3. Perfidia, deslealdade, aleivosia. 4. Infidelidade no amor.


Esse é um dos assuntos mais delicados que se pode imaginar, afinal muitas pessoas conceituam a traição de maneira diferente.

É fácil acreditar que a pessoa que traiu, traiu ela mesma antes de qualquer outra pessoa porque ela perdeu a habilidade de aproveitar um relacionamento. No entanto, muitos(as) traidores(as) arruinam vidas por causa da sua fraqueza. Sempre alguém mais paga pelos erros da pessoa que traiu, portanto não vou ser tão prolixo e restringir a seguinte pergunta:
Você perdoaria uma traição?
Claro! Meu coração é nobre e sempre há perdão nele. Eu diria "Amor, eu te perdôo". Juntaria minhas coisas e nunca mais apareceria, mas eu te perdoei, okay? Acho que não existe nada pior do que uma traição. Se dedicar, se entregar, amar a alguém e esse alguém te trair. "A carne é fraca", justifica. A carne é fraca, mas você é forte e não merece alguém ao lado do qual você nunca possa passar em frente ao açougue: com tanta carne fresca em exposição ela pode ficar louca! Tudo em que há os modernos que vivem em relacionamentos abertos. Se eu acredito em relacionamento aberto? Acredito! Relacionamento aberto, aberto ao fracasso, aberto ao fim, aberto à mágoa, aberta à toda a falta de reciprocidade e dignidade sentimental que se possa imaginar. Concordo que há a traição sexual, ficou com a outra pessoa apenas porque estava atraída, e a traição sentimental, ficou porque passou a amar outra pessoa. Primeiro que em uma traição não importam os motivos de quem traiu, mas a dor de quem foi traído. Segundo que se traiu porque sentiu-se atraída, sinto muito, mas eu não sabia que estava com alguém que possuia propriedades magnéticas, um imã que atraia tudo e todos.
Se traiu porque passou a gostar de outra pessoa, lamento, mas você não é nenhum líder religioso que é obrigado amar a humanidade e, se fosse isso excluiria o contato sexual, se for o caso.
Traição não é oportunidade, nem escolha, é caráter. Caráter é uma linha reta, não faz curva. E se você gosta de andar em círculos, ande sozinha. Fica aqui um exercício para os traidores(as): toda vez que sentir vontade de trair lave uma privada, para você se lembrar que toda traição termina assim: em m£rd@. E no amor não basta apenas dar a descarga!

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 10 de março de 2010

Wicked Game...


Este texto é melhor visualizado por quem tem dois olhos e um coração. Os olhos não precisam nem ser dois, mas o coração podem ser vários. Não leia as palavras, leia minha alma. É ela que eu tenho, é ela que eu mostro, é por ela que me mostro, para não ser um qualquer sem ela. Use mais sua alma, fale mais com o seu coração. Sua alma é para ser sentida e viver dias mais belos...
Quando a gente se apaixona não dá para saber se foi pela pessoa ou pelo que projetamos nela, pela imagem dela que criamos em nossa mente e coração. Lembro que poucas vezes estudei para uma prova de filosofia no curso de arquitetura e por ter sido tão raro o fato ainda guardo as palavras de Platão que dizia: "Há dois amores, o da alma e o da carne: o da alma é eterno e divino, eterno, pois nunca se estingue, pois amor é desejo e o desejo só acaba quando é consumado, como não há forma de se ter a alma de alguém, a única forma para aquietar este amor é tendo o outro por perto sempre; em contrapartida o amor da carne é passageiro e mundano, passageiro, pois depois que os corpos se consumam e o corpo do outro perde a exuberância e o amor termina."
E para complicar ainda mais este simples e complexo sentimento que recebe o nome de amor, que é um e são dois, há também pessoas que são dois em um, são duas e não são nenhuma. Sonham com o melhor e se contentam com o pior, discursam por algo e praticam seu contrário, e assim a vida como ela é. Vou contar uma estórinha:
Era ma vez dois seres (ditos) humanos. Eles se conheceram e se apaixonaram como nunca haviam se apaixonado antes. Pareciam marcados para passar o restante dos dias juntos. Mas (tem sempre um porém ou um mas), eles tinham medo de se entregar, medo de exagerar, medo de tanta coisa que tinham até medo de temer, e, jogando entre si, não ganharam e acabaram se perdendo, um do outro, deles mesmos. É que eles só não tinham medo de jogar o jogo idiota do "amor". Aquele jogo que todo mundo joga, e por mais que você vire a caixinha por todos os lados nunca encontra as instruções e regras.
No jogo do "amor", a premissa básica é vale tudo, desde que você não seja você mesmo: não diga que está apaixonado, dizer que ama então equivale a menos cinco pontos e uma rodada sem jogar; jamais telefone quando sentir vontade; não atenda ao telefone antes de três toques e não atenda a pelo menos uma chamada por dia; penalidade máxima para mensagens de madrugada; nunca aceite dois convites em sequência; fingir ter ciúmes vale duas estrelinhas, armar um barraco equivale à lua; pareça sempre muito ocupado, para a pessoa não achar que você só tem ela na vida; invente uma terceira pessoa interessada em você, afinal você é desejado por todos; e, por fim, desapareça por uns tempos, mas não por muito tempo, porque senão a pessoa vai achar que é bipolar (está na moda, hoje em dia rs...) e também para o outro aprender a dar valor ao que um dia ele poderá perder. E perderá mesmo...
Por que não ser sincero, honesto e digno com alguém com o qual você pretende dividir a vida? Se você continuar jogando esse já fadado ao fracasso jogo, seu o dito ser humano vai trocar de time e arranjar alguém mais presente e menos cansativo para jogar. Se entregue, ame, e se errar que seja pelo exagero, nunca pela falta, pela simulação. Marque pontos, bata recordes, aposte em vocês e leve para casa o troféu raro daqueles que tiveram coragem de arriscar: O Amor.
Ou, então, continue nesse joguinho do "amor". Vá em frente sem nunca sair do lugar, seja covarde. Tenho até uma sugestão: jogue o "Resta um", pois seu destino é mesmo esse, terminar sozinha, em um tabuleiro vazio, com buracos doídos das pessoas que deixou pelo caminho.
Game Over!!!

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O essencial está depois do "mas"....


Bom... esqueça os elogios que costumam vir antes da palavra “mas”: eles são pura figuração. A verdade nua e crua ou o essencial da questão está sempre após o “mas” (porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto). Tudo o que o seu agora ex-namorado quis dizer foi:- Então... você é uma mulher maravilhosa, é linda, eu te admiro muito, mas eu acho melhor a gente parar por aqui. Eu vou sempre guardar com o maior carinho os momentos que a gente passou junto, nunca vou te esquecer, mas acabou. Eu queria que tudo fosse diferente, se eu tivesse o poder de mandar no meu coração pode ter certeza de que eu ficaria com você, mas eu não te amo mais. Eu quero continuar a ser seu amigo, claro, mas acho que agora o melhor é a gente ficar um tempo sem se ver.Seu namorado senta no sofá com os ombros encolhidos, as costas curvadas e uma inédita dificuldade para te encarar. De cabeça baixa, ele esfrega as mãos. Você estranha, sente um arrepio, tem a intuição de que uma tempestade de granizo vai te pegar desprevenida. Meia hora depois, boquiaberta, você ouve o seguinte discurso:

- Acho melhor a gente parar por aqui. Acabou. Eu não te amo mais. Agora o melhor é a gente ficar um tempo sem se ver.
Se, ao levar um fora, você ouvir uma ladainha semelhante, nada de se apegar ao que ele disse antes do “mas”, porque o essencial não está lá. Tenho amigas lindas, mulheres inteligentes, independentes e que perderem anos e anos com esperanças românticas inúteis.
Ele disse que te admirava? Ele disse que te achava linda? Ele disse que tinha sido feliz com você? Esqueça isso! Para manter os pés fincados na realidade, se lembre do que ele disse depois do “mas”: o resto é miolo de pão para ajudar o espinho a descer pela garganta.
Deus me livre defender a falta de tato e compaixão, não acho que o mundo seria melhor se as pessoas fossem direto ao assunto (sobretudo se o assunto for doloroso) sem um mínimo de cortesia e suavidade. Por favor, continuem empurrando espinhos goela abaixo com fartas bolas de miolo de pão. Eu apenas suponho que haveria menos enganos se a gente se lembrasse de que o essencial está depois do “mas”, não antes dele.

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Amor Grand' Hotel...


A pressa faz com que pulemos etapas, nos atropela antes que tenhamos tempo de sonhar com alguém a quem poderíamos amar. E sem o sonho, se vai o desejo, e se vai o gancho inicial que permitiria a união de duas pessoas. A pressa nos leva a encontros desprovidos de alma, nos lança a trocas meramente físicas que não têm força suficiente para criar laços mais profundos...

Hoje em dia temos pressa para tudo. É fato, basta observar: os relacionamentos vêm seguindo o mesmo caminho. Não se vê mais o jogo de conquista, a sedução inteligente, a corte, como se dizia antigamente. Hoje tudo é instantâneo. A pressa em obter a posse do outro, com seu consentimento, acaba tendo efeitos que a maioria das pessoas não percebe. Por incrível que pareça, tal ânsia é como a assinatura da sentença de morte do possível relacionamento.
- Morreu, antes mesmo de ter a chance de nascer.
Ora, para que um relacionamento se estabeleça é necessário que exista desejo pelo outro, não apenas o desejo carnal, mas o desejo de estar mais próximo daquela pessoa, não só no mundo corporal objetivo, mas também na subjetividade do seu ser.
Aos que anseiam por um relacionamento cabe pensar que desejamos aquilo que não temos. É no vazio do “não ter” que nasce a semente ardente do desejo; é no vazio que se sonha com o que poderia vir a ser. Assim, é necessário que exista um espaço em branco no qual possamos derramar a nossa ideia do ser amado. Estou aqui falando da idealização, dessa fase de “imaginar” o outro, algo que necessariamente precisa acontecer para que suportemos dar início a um relacionamento. Ora, se eu não “acreditar”, nem que na fantasia de quem ainda não conhece o outro o suficiente para de fato “saber” - se eu não acreditar que aquela pessoa possa ser bacana, me fazer bem, compartilhar sonhos comigo... como darei a ela chance de se aproximar de mim?
Tudo a seu tempo!
É claro que, depois de cumprida a tarefa de permitir a aproximação inicial entre duas pessoas, a idealização precisará ser contestada, faz parte de nosso amadurecimento. Mais para frente no relacionamento, precisaremos exercitar uma visão mais realista e perceber que aquela pessoa não é exatamente o que sonhamos, precisaremos perceber quem de fato é aquele ser, por baixo das coisas que projetamos nele. E exercitar a nossa tolerância e a nossa capacidade de aceitar aquela pessoa como ela realmente é.
Mas sem essa idealização inicial, nada acontece, aceitemos isso ou não.
E para que esse primeiro passo com relação ao outro aconteça, é preciso espaço, o espaço em branco que nos permite projetar nossos sonhos e anseios amorosos. O espaço que temos quando não estamos ao lado da pessoa. O espaço que temos enquanto nos perguntamos se o outro irá ou não ligar, se irá ou não vir em nossa direção. O espaço que temos enquanto nos perguntamos se um dia aquela pessoa irá nos beijar e deitamos no sofá tentando imaginar como será o toque daquelas mãos, ou tentamos nos lembrar do som da sua voz. Esse espaço vazio no qual derramamos nosso desejo, delicioso espaço no qual sonhamos e idealizamos o ser amado.
“Se a gente não dissesse tudo tão depressa,
Se não fizesse tudo tão depressa,
Se não tivesse exagerado a dose,
Podia ter vivido um grande amor...”
A pressa, no entanto, nos rouba esse espaço. A pressa faz com que pulemos etapas, nos atropela antes que tenhamos tempo de sonhar com alguém a quem poderíamos amar. E sem o sonho, se vai o desejo, e se vai o gancho inicial que permitiria a união de duas pessoas. A pressa nos leva a encontros desprovidos de alma, nos lança a trocas meramente físicas que não têm força suficiente para criar laços mais profundos.
Na pressa vivemos tudo de forma tão crua que se torna impossível estabelecer vínculos, tudo se torna rapidamente descartável e sem sabor. Na pressa e na ânsia de ter alguém a nosso lado, selamos nosso destino solitário. Ou seja, na pressa, sem perceber, criamos desamor.
Assim, se puder, tente acalmar sua ansiedade, caminhe com mais tranquilidade e firmeza na direção do que quer. Não perca seu ritmo interno e não permita jamais que outra pessoa faça você caminhar numa velocidade que não seja também a sua.
“Qual o segredo da felicidade?
Será preciso ficar só pra se viver?
Qual o sentido da realidade?
Será preciso ficar só pra se viver?
Só pra se viver.”
To Be Continued...

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Candidatos/Vaga...


Bilhões de pessoas vivem no mundo.
Nem todas são felizes e realizam seus sonhos, mas uma parte delas consegue.
A gente pode se apegar ao fato das que não conseguiram e deixar de tentar ou pensar nas várias que conseguem e continuar tentando.
Ainda não há outra forma de conseguir sem ser tentando.
Acho uma grande bobagem pessoas pessimistas e que só vêem obstáculos à frente.
Quantos desistem de tantas coisas que amam porque são muitos "candidatos por vaga"?
Não buscam o emprego dos sonhos porque são muitos disputando.
São sim, mas um vai conseguir e para isso ele vai ter que disputar!
É a ordem natural da vida.
Esqueça os números e se agarre a algo de positivo.
Se você tem que acreditar em algo que seja em algo que preste.
Lute pela sua vida, não desista e sonhe: mesmo com tantos problemas que não podem ser negados, não há limite numérico mundial para a felicidade das pessoas.
Tente a cada dia fazer a sua vida e a vida dos outros um pouco mais feliz.
Não é preciso ser o primeiro lugar para ser o vencedor, há bem mais do que três míseros lugares ao pódio.
Ninguém pode ser feliz por você, então nessa relação candidatos por vaga, não faça de você mesmo o seu maior oponente.

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Dream On...


Tentaram me fazer acreditar que o amor não existe e que sonhos estão fora de moda.
Cavaram um buraco bem fundo e tentaram enterrar todos os meus desejos, um a um, como fizeram com os deles.
Mas como teimoso que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos.
Em construir castelos sem pensar nos ventos.
Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim.
A manter meu sorriso no rosto, sem perder a vontade de antes.
Porque aprendi que a vida, apesar de bruta, é meio mágica.
Dá sempre pra tirar um coelho da cartola, pois nada melhor que um dia após o outro e o Tempo faz as verdades.
E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes espontâneas demais, sempre para acertar os passos.
Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo.
Eu sei que vou.
Insisto na caminhada.
O que não dá é pra ficar parado.
Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola.
Porque a força de dentro é maior.
Maior que todo mal que existe no mundo.
Maior que todos os ventos contrários.
É maior porque é do bem.
E nisso, sim, acredito até o fim.
O destino da felicidade, me foi traçado no berço.
Nascemos com o livre-alvedrio (livre-arbítrio), então posso sentar e aproveitar esta viagem de montanha russa que é a vida...
Dream On...

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

Ps. "Qualquer semelhança com fatos, pessoas ou ocorridos na vida real, é mera coincidência.
Pode ser coincidência ou deve ser coincidência ou vai saber se é coincidência?"

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

I Wanna Know What Love Is...


“O Amor é paciente, é benigno; não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O Amor nunca falha” (I Coríntios 13:4-8a).

Amor é um destino feliz ao fim de um caminho difícil por uma estrada sem atalhos.
Amor é quando a esperança tem paciência.
Amor é colecionar detalhes.
Amor é quando a gente sonha acordado e só sabe que é verdade porque tem alguém ao lado sonhando o mesmo sonho que você.
Amor é querer pertencer ao outro, não por submissão ou posse, mas por entrega.
Amor é a cada dia que passa estar sempre mais perto do início do que do fim.
Amor é quando a solidão tem vontade de ser você.
Amor é encontrar alguém que reúna os seus defeitos preferidos.
Amor é ter sempre alguém na mente enquanto o corpo se esforça para fazer outras coisas.
Amor é convencer a outra a fazer o que será melhor para ela, nunca o que será melhor para você.
Amor é não desistir.
Amor é nunca se despedir, e isso não é não ter fim.
Amor é quando a ausência não se faz presente, pois de algum modo se está sempre ali.
Amor é quando ao deixar alguém você sente que deixou a você mesmo.
Amor é perceber que a sua felicidade é importante para o outro.
Amor é quando é simples de sentir, complicado de explicar e trabalhoso para se manter.
Amor é quando o seu espírito descobre um abrigo e não é o seu corpo.
Amor é não se contentar com pouco sem exigir mais do que o outro pode dar.
Amor é sentir a necessidade de ser sempre sincero.
Amor é quando dói mentir.
Amor é o infinito onde as paralelas do sentimento e do relacionamento deveriam, mas nem sempre se encontram.
Amor é o que se leva uma vida para acontecer e muitas outras para se esquecer.
Amor é um estado raro em que em alguns casos a felicidade supera a reciprocidade.
E chega o tempo em que finalmente se aceita que o verdadeiro amor não é aquele que necessariamente se concretizou de verdade; o amor da sua vida não é aquele que fica a vida toda por toda a sua vida; o amor que importa em sua existência é o que você sente por aquela só pessoa, por tanto tempo, anos e dias sem jamais pensar que desperdiçou um segundo sequer de sua vida.
Amor é escolher sentir saudade.
Amor é, por fim, o que só você entende.
"Quem inventou o amor?
Me explica por favor (...)"
Antes das seis - Legião Urbana
Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Indiferença é NADA....


Hoje acordei forte, centrado, intenso. Você já acordou assim? É saber que, aconteça o que acontecer, você continuará intenso, centrado e forte. Só consigo ver coisas boas nas coisas ruins quando acordo dessa maneira. Por que é tão difícil cultivar o amor-próprio? Você já achou que a sua vida só teria sentido se certo alguém existisse? E, depois que esse amor passou, você pensou "Como eu poderia ter pensado daquela maneira? Quem é essa pessoa pra mim hoje?". Sinceramente, o que falta nas pessoas é pé no chão, é realismo, é capacidade de desvincular sua vida de um outro ser. Tudo na vida é passageiro, exceto você. Você acompanhará você pro resto da sua existência. Quando você morrer, seu amor por alguém morre junto. Sua personalidade deixa de existir, só ficarão lembranças.
O melhor de amar demasiadamente é quando o amor acaba. É impressionante como, após uma desilusão amorosa, as pessoas tornam-se mais cautelosas. Mas, quando eu falo de desilusão amorosa, é desilusão amorosa mesmo. É chorar todos os dias (às vezes, penso que não chorar é ainda pior), é perder o apetite (ou ganhar), é não ter forças e nem coragem para fazer nada, é achar que a reconciliação vem por meio de um mero telefonema, Msn, sms, Orkut... etc, é achar que a força com que você ama será reconhecida e tudo ficará bem, é anular-se, é achar que o seu amanhã continuará inerte se você não tiver esse alguém ao seu lado, é achar que ninguém é importante se você não tiver a importância do alguém amado.
Se eu disser que isso tudo é passageiro, vocês acreditam? Bom... a crença vai depender do que vocês estão vivendo, fato. Se você não se encaixa nessa descrição, você não acredita em mim. Se você se encaixou nessa descrição, você acredita em mim. Quando tudo isso passa, você vê o quão você foi egoísta, o quão você deixou os outros tipos de amores de lado em favorecimento de apenas UM outro, que você julgava ser o mais importante. Viu o quanto todos esses pensamentos são egoístas? E o pior, com você mesmo. E o melhor (é, melhor), eu acho que todos devem passar por isso. Quando você se ergue, você volta mais forte, cauteloso, pé no chão, maduro. Não é que você se torne amargurado, você se torna experiente, é diferente, aprende a hora de fazer a coisa certa. Aprender a "jogar", digamos assim. Infelizmente, 99,9% das pessoas jogam. O famoso "ligar ou não no outro dia" passa pela cabeça de todo mundo. É do ser humano. Chama-se medo. É a única coisa que acho que nunca conseguirei entender: por que o ser humano não se apaixona por carinho, afeto, atenção? Repare, são apenas características de encatamento, as pessoas gostam mesmo é do diferente, do estranho. Cabe a você, saber ou não fazer o diferente. Daí, como saber o que é diferente pra outra pessoa? Por isso, amor é sorte. É loteria. Amor de envelhecer junto é loteria ( sei muito bem o que é isso, pois tenho o exemplo em casa, 61 anos de casamento dos meus pais.) Voltando... Mas é tão ruim você querer compartilhar e não poder. Você está ali ao lado, quer dar um abraço, dizer coisas bonitas e... prá, não pode, não diz. É, não diga mesmo. É a tradição, é a lei natural das coisas. O tempo que vai te dar segurança, enquanto isso, seja auto-confiante. É impressionante o quanto auto-confiança atrai as pessoas. É o famoso "gelo". Esse sim dita as regras. Agora, pergunto de novo, o por quê disso ter de acontecer? Dar gelo para calibrar a relação? Estranho! As coisas podiam ser mais fáceis, é, mas não são. Então, é enfrentar.
Agora, cuidado para não beirar a indiferença. Tem sentimento mais repugnante? Inveja e falsidade perdem é feio. Indiferença é NADA.De novo, Indiferença é NADA, mais uma vez, Indiferença é nada. Você não é nada pra mim. Já pensou se você não significasse nada? Isso é forte. Cultive o ódio, mas fuja de sentir-se indiferente a alguém. Mas é um pouco inevitável. Você tem de buscar a linha tênue entre a auto-confiança e a indiferença, pois ambas estão bem perto uma da outra. O ódio tem energia, te leva para o caminho do perdão. Mas a indiferença? Ela é morta, é simplesmente nada. Nada é NADA. Prevenir alguém "cuidado com a minha indiferença, não a cultive" pode parecer um pouco ameaçador e até prepotente, mas só quem sente é que sabe. E, a partir daí, não é ameaça nem prepotência, é desejo de que esse nada passe bem longe, pois, se ele chegar, acabou.


Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O choro pode durar uma noite; mas a alegria vem pela manhã - Salmo 30


Cheguei ao mundo chorando.
Chorar foi a forma de provar que estava vivo.
Mas se esse meu primeiro choro alegrou aqueles que me amavam ainda sem me conhecer, meus choros seguintes, também de dor como o primeiro, podem incomodar aqueles que me amam por me conhecer.
Todo choro é de desespero, seja por não aguentar de dor, seja por não saber como lidar com tanta alegria.
Só que ninguém gosta de pessoas desesperadas.
Na infância chorava para que me notassem, me socorressem, mas na vida adulta isso não adianta muito.
Os amores não dão certo, as amizades passam por crises, as pessoas se afastam, e chorar nada resolve.
Dentre as vivências que me fizeram chorar, de alegria e de tristeza, guardo com carinho as lágrimas daquela amizade apaixonada.
Foram os melhores choros de felicidade, foram os mais merecidos choros de momentos não tão felizes assim.
Da perda, ficaram os choros solitários de saudade.
Choros daqueles que ninguém entende, ninguém apóia, ninguém consola.
Então, chega a hora de deixar de chorar.
Quando não se consegue o que se quer de um jeito é preciso mudar de jeito.
Sem chorar, sem as pirraças do coração fazerem efeito, aprendi a esperar, ao invés de chorar.
Não que um dia a saudade deixe de doer, mas, um dia, a gente cresce e aprende a chorar em silêncio.
E, muitas vezes, esperar e sentir esperança é um jeito de chorar em silêncio, sem que se note, sem que se veja, sem que se importem.
Não importa, chorar, mesmo que em silêncio, sempre será um jeito de provar que ainda se está vivo.
Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

sábado, 16 de janeiro de 2010

Assim será...


Eu acredito que os nossos caminhos não dependem somente de nós, não escolhemos as pessoas que passam nas nossas vidas.

Por tantas que eu já presenciei, aprendi que a lei do universo e a da espiritualidade nos coloca diante de pessoas e situações para o nosso aprendizado.

A Lei da Atração nos manda correndo os nossos afins, a vida nos dará de presente tudo aquilo que nós merecemos, seja bom ou ruim.
De que outra forma a justiça se faria?

Um velho ditado diz:

"Quem planta colhe" esse é um ditado que simplifica a lei do retorno.

Eu ainda acredito na lei trina (três vezes) tudo virá em triplo, pode acreditar.

Pode ter certeza que desta maneira aprenderemos muito, só estando na pele do outro para saber a felicidade que causamos ou infelizmente a tristeza que deixamos nos corações alheios.

Se a lição vem dessa forma, só nos resta prestar atenção nas nossas ações, vontades e intenções.

O nosso inferno ou o nosso céu é aqui mesmo... bem debaixo dos nossos pés.

Nós receberemos tudo o que fizemos de volta mais cedo ou mais tarde.

Abra os braços e receba com humildade, preste atenção e decifre o recado que a vida prepara para você a cada novo dia.

* Tudo o que você faz, seja positivo ou negativo, retorna para você três vezes mais. (Lei trina)

Tadeu Silva. (Copyright2010 Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Precisamos alfabetizar os nossos corações

"Precisamos alfabetizar os nossos corações”, essa frase fez muito bem aos meus ouvidos, principalmente porque tudo o que eu tenho feito nos últimos anos é me dedicar à “Escola de Relacionamentos”.
A primeira escola de relacionamentos que tivemos foi em nossa infância, com nossos pais, com nossos professores. Mas, com toda a boa vontade deles, o modelo que nos ofereceram nem sempre foi dos melhores. Os conceitos em que se baseiam as nossas relações chegam a becos sem saída, cheios de contradições.
Exemplo disso é o ensinamento de que somos vítimas e que existiriam sempre carrascos ou em outras situações, salvadores, que determinariam os nossos destinos. O tempo todo você é levado a acreditar que o mal está sempre com os outros e que a culpa nunca é sua.
Se pensarmos em uma reeducação dos nossos sentimentos, para que nos tornemos pessoas mais felizes e humanas, talvez a primeira etapa seja a tomada de consciência de que somos, muito mais do que imaginamos, responsáveis por nós mesmos.
Sentindo-se vítima dos outros, quer seja da cia amorosa, da sociedade ou até mesmo do governo, você fica impotente e não encontra muitas saídas. Você culpa os seus pais, a falta de dinheiro, a falta de sorte, a maldade alheia. E reclamando, não sai do lugar.
Um outro ponto de vista - mais inteligente - é olhar para a realidade, aceitando-a tal como ela é. Se lhe acontecem coisas boas, você agradece, senão, procura entender o que pode aprender e fazer com a situação. Desta forma, sai da dependência, sentindo-se mais potente para dar um bom rumo à sua vida.
É preciso ter muita dignidade para assumir seus próprios erros, para sair da inércia, para progredir, apesar dos medos. O comum é a falta de coragem e a acomodação. O bonito é quando você arregaça as mangas e põe a mão na massa. Você para de acusar os outros e concentra toda sua energia para melhorar a vida.
Por isso, na próxima vez que você se pegar cobrando alguma coisa de alguém, lembre-se de que você também pode participar deste mutirão, desta escola de relacionamento, alfabetizando o seu coração para que ele possa colaborar com um mundo melhor.
Tadeu Silva. (Copyright2009 Todos os direitos reservados)