sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Solidão não é doença, é escolha.


Depois de muito tempo cheguei a esta triste conclusão, sim triste, pois não podia mais atribuir a ninguém a culpa por me sentir solitário, afinal, as pessoas estavam ali, como sempre estiveram, eu é que havia me mudado de lugar, havia me recolhido inesperadamente da vida, no meu casúlo e sem morrer.
Isto acontece às vezes, pelo menos comigo, me sentir completamente só em meio a uma multidão.
É bom?
É ruim?
Não sei, já foi muito bom, quando o momento havia sido determinado por mim para ser um momento de introspecção.
Mas já foi ruim, e muito, naqueles momentos que busquei a todos e nenhum deles me fazia sentir presença alguma.
Nestes momentos eu parei, e pensei...
Porque a solidão é necessária?
E ela é, pode acreditar, é o único e mágico momento que você é sincero de verdade, pois não existe platéia a te julgar.
Nestes momentos podemos fazer aquela dolorosa reavaliação da vida...
E descobrir que somos humanos, falhos e pequenos...
Mas esta verdade é só nossa, nestes infinitos momentos de solidão, que são tão íntimos.
Quantas contas, em débito já não me cobrei.
Quantas mentiras já não me censurei.
Quantas oportunidades perdidas já não chorei.
A vida é um grande jogo, sem vencedores e sem vencidos.
Ganhamos umas e perdemos outras.
O resultado independe do placar, ganha quem aprendeu, perde quem acredita que ganhou.
E assim continuamos nesta estrada comprida, que esperamos nos leve a plenitude, ou seja, a somatória de todas as nossas experiências já vividas.
Quanto mais o tempo passa, mais nos afastamos das pessoas, mais nos damos conta de que a verdade não esta neles, e sim em nós mesmos.
A solidão pode parecer alguma coisa assim que dói, mas na verdade a solidão é algo que cura.
Cura-nos do egoísmo, da prepotência, da angústia.
Pois é nela que reencontramos a criança que já viveu em nós.
Encontramos a adolescente vivaz que dominava o mundo.
Encontramos a mulher que se fez mãe.
E por fim depois de tanta luta e desprendimento, encontramos o que realmente somos.
Pode não restar muito tempo para que os antigos amigos nos vejam como realmente somos, mas isso não importa.
O importante é que possamos tomar posse desta maravilhosa presença de nós mesmos, que possamos ser necessários.
Que todas as nossas lutas sejam reconhecidas.
Que nossa coroa de louros não passe de um simples passar de mãos em nossas cabeças.
Que nossas vitórias sejam gritadas apenas em nossos ouvidos como um sussurro de agradecimento.
Agradecimento ao tempo que nos sentimos solitários e procuramos ser pessoas melhores, não para "alguém" em especial e sim para nós mesmos.


Ps. "Solidão não é o mesmo que estar desacompanhado. Muitas pessoas passam por momentos onde se encontram sozinhas, seja por força das circunstâncias ou por escolha própria. Estar sozinho pode ser uma experiência positiva, prazerosa e trazer alívio emocional, desde que esteja sob controle do indivíduo.
Solitude é o estado de se estar sozinho e afastado das outras pessoas, e geralmente implica numa escolha consciente, não significando, propriamente, estado de solidão.
Pode representar o isolamento e a reclusão, voluntários ou impostos, porém não diretamente associados a sofrimento.
Pode-se lembrar, como estado de solitude, do período em que Jesus se isolou para reflexão."

Tadeu Silva. (Copyright2009 Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Menina Auspiciosa...


Dedico esse texto a todas as mulheres que apesar de tudo ainda guardam dentro si algo de "Menina Auspiciosa..."


Era uma vez uma menina, que nunca fugiu das responsabilidades de sua idade.
Aprendeu cedo o que é amizade e sempre soube dar valor a isso.
Foi julgada por muitos, mal interpretada por outros, mas também conquistou espaço e respeito de quem lhe interessava.
Conheceu o amor, seus encantos e desencantos.
Foi feliz, mas também sofreu e chorou.
Cresceu!
Hoje é uma mulher, ainda meio menina, pois não deixa de se encantar com as pequenas descobertas da vida.
Realizou sonhos e fantasias.
Mas renovou tudo isso, pra nunca parar de sonhar.
Como ser humano que é, superou muitas expectativas e frustrou outras, conseguindo sempre um saldo positivo no final desses cálculos.
Diante de suas conquistas, faz um regresso e lembra de como não faz muito tempo que sonhava com sua vida exatamente como é agora... e se alegra com isso.
E continua querendo mais!
Não com ambição gananciosa, mas com a inquietação de não parar, porque sabe que pode ir mais além.

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P.s: Auspiciosa é uma palavra que vem do latim e significa feliz, esperançosa, prometedora, de bom augúrio.
Também muito usada nos ensinamentos budistas.
"Para qualquer pessoa que seja existe ação correta, essa será uma ocasião favorável, uma ocasião auspiciosa, uma manhã auspiciosa, um amanhecer auspicioso, um momento auspicioso, uma ocasião auspiciosa; e nessa ação estará a veneração do que é sagrado."
Tadeu Silva. (Copyright2009 Todos os direitos reservados)

domingo, 16 de agosto de 2009

Que seja feita a Tua vontade...



Dedico para todos que já tiveram algum tipo de dor...

Olá moça que anda triste, tudo bem?
Escrevo para você, para tentar ajudar a tua dor e a dor que às vezes assola meu coração também.
Escrevo para espantar nossas mágoas.
Há tanto amor e tão pouca gente para quem podemos doar de verdade.
Porque o mundo está assim hein?
Onde foi parar toda aquela gente com quem sonhamos a nossa vida inteira?
Onde é que está?
Há tanto amor nesse coração que já nem pulsa mais, ele lateja de dor, de amor, de tudo junto.
É tudo tão intenso, que não entendo a velocidade das pessoas lá fora.
Uns correm, outros passeiam e ninguém nunca parece estar satisfeito por completo.
Olá moça que anda tristoinha, na dança da vida tu és uma bailarina a bailar sozinha pelo salão.
Tu te colocas da forma mais bonita, tens a alma doce e, não entendes porque ninguém quer bailar contigo vida a fora.
Eu, também não.
E, tu choras, choras baixinho na solidão do teu quarto, na frente do computador.
Certo, sei que às vezes tu gritas bem alto, como quem quer colocar para fora essa dor que se espalha dentro do peito e corta tudo que encontra pela frente, inclusive tuas esperanças.
Eu, nem sei mais o que te dizer.
As coisas também não são fáceis e, em dias de frio, não há calor que aquece a alma.
A dor vai e volta.
Ela já voltou e já foi embora várias vezes.
Tentarei manter a serenidade, rezo baixinho para o anjo da guarda.
Temos que ser felizes!
Imploro gritando para o Deus que caminha lado a lado comigo, todos os dias de minha vida.
Tentamos sorrir, tentamos seguir.
Sei que a poesia não é para todos os ouvidos.
Assim como os nossos sonhos não cabem em todas as estrelas.
Temos que aceitar isso, definitivamente.
Os que andam de mãos dadas conosco, andam de forma límpida, clara, sem questionamentos, apenas por entendimento, sabe?
Nos entendem e nós os entendemos.
Confiam no nosso potencial, na nossa amizade, sabem que o nosso amor sempre enxergará algo de bom, de especial, no coração em que se instala.
Por isso mesmo, sigo com você e com todas as outras moças tristonhas que já tiveram ou tem algum tipo de dor, de falta de amor, de falta de vida.
Sigo e compartilho minha alma, porque sei que, ao menos vocês, dão valor aos sentimentos tantas vezes não compartilhados por esse mundo que, um dia, ainda há de se perder na própria não vida que ele mesmo criou.
Sigo com meu coração por muitas vezes partido e com a esperança de que:
“Love is a temple. Love, the higher law”.
Seguro então a tua mão e nos seguramos para que o coração não sofra demais e para que não arranquemos essa esperança que nascerá novamente na primavera e brotará da grama mais verde do mundo, as flores de lótus mais lindas e a volta das borboletas.
Nós permanecemos aqui, esperando o sonho chegar.
Até quando?
Porque é tão difícil caminhar?
Nos dê sorrisos, abraços e abrigo.
Oh Deus, dai-nos coragem, sonhos e energia, e mostre que ainda podemos sonhar...
Que seja feita a Tua vontade.

Tadeu Silva. (Copyright2009 Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A idade de...


Todos nós temos a noção que o tempo passa e que com ele vamos ficando mais velhos cronologicamente.
Então chegamos então à “idade de...”
Supostamente é quando temos tendências, vontades, ambições ou desejos que se enquadram numa escala etária.
As idades compreendidas entre os 23 e os 36 (Mas podem variar de acordo com o sexo) são as idades da independência, em que começamos a pensar em sair de casa dos pais, em que olhamos para o outro com objetivo de firmar uma relação que nos permita depois avançar para a formação de uma família.
É uma das fases mais difíceis da vida por todas as alterações que implica, pela responsabilidade que se tem ou deveria ter.
É nesse intervalo que nos sentimos presos entre aquelas adoráveis crianças que fomos e o adulto que queremos, ou gostaríamos de ser.
O que não é possível é ter o melhor dos dois mundos. Não é possível ser criança para umas coisas e querer ser adulto para outras, infelizmente é um pacote completo, ou um ou outro.
Na altura dessas rupturas mais ou menos fortes, mais ou menos bruscas, a afirmação da independência traz também a real noção da solidão que a vida nos reserva.
Não é que não se tenha amigos, namoradas, eventualmente casamento e filhos.
Tudo isto existe ou pode existir, mas com todos eles vem a responsabilidade e a tomada de decisões.
Tomar decisões é ter presente que há implicações associadas.
É sempre tempo de mudança, e todas as mudanças geram medos nas pessoas, mas ao menos é importante reconhecer o mérito de quem ao menos tenta mudar, não é por ser mais decidido que se tem menos medo ou menos dúvidas, há sim uma fé na mudança e nos resultados que se podem obter com essas.
Acreditar nos sonhos, todos nós somos capazes de almejar as mudanças, mediante a definição se somos adultos ou crianças, e principalmente a aceitar as consequências das escolhas e sobretudo que haja consciência, porque se quiser obter algo que nunca teve, precisa fazer algo que nunca fez...

Tadeu Silva. (Copyright2009 Todos os direitos reservados)

sábado, 27 de junho de 2009

Por que?




É muito difícil você se expor, mas há fatos que nos trazem informações que nos mostram todo um caminho percorrido e das quais podem ser retirados muitos exemplos que podem nos ajudar profundamente.

Vivemos perdidos, sem saber o que ou como fazer muitas coisas, como reagir a diversas situações que nos caem sobre a cabeça, desnorteando-nos.

Nesses momentos você para e se pergunta:

- Mas o porquê disso tudo?

O que foi que fiz?

Por que as pessoas são assim?

Para todas essas perguntas existem respostas!

Respostas concretas e com fundamento.

Como descobri-las?

Basta olhar para dentro de nós mesmos.

Está tudo alí, da menor à maior ação e todas elas respondem ao que é hoje a nossa vida.

Logicamente que isso é como um imenso quebra-cabeça, o qual para nós, devido às nossas deficiências, não conseguimos juntar todas as peças ao mesmo tempo.

Bom, isto é matéria fácil... rsrs!

Não, infelizmente não é!

Precisamos entrar em nosso eu interior e tirar as teias, o pó, a sujeira que lá está, para, somente depois, pensarmos em como reordenaremos tudo!

Reordenaremos?

Exatamente!

Há tempos atrás, já fomos organizados em termos de sentimentos.

Quando crianças, tudo era simples e nossas emoções e sentimentos equilibrados: com um sorriso expressávamos a nossa momentânea verdade.

A tristeza e o descontentamento desapareciam rapidamente, substituídos por repentinas alegrias.

Bons tempos aqueles, como é costume afirmar!

Mas à medida que vamos crescendo, começamos a complicar a vida.

O interesse por amigos e os relacionamentos com pessoas do sexo oposto nos levam a desestruturar nossa personalidade, de modo a adequá-la a esses terceiros.

E isto ocorre com todos, em maior ou menor grau, dependendo tão somente da insegurança que é inerente à adolescência.

Assim, o tempo vai passando e começamos a nos adaptar às novas realidades que criamos.

Dessas adaptações decorrem as transformações que acabam por engessar o nosso comportamento.

Sei que o livre arbítrio tem o seu preço e existem todas as possibilidades, a mais absoluta liberdade de escolha.

Como em um livro, onde cada letra permanece para sempre na página, mas o que muda é a própria consciência que escolhe o que ler e o que deixar de lado.


Tadeu Silva. (Copyright2009 Todos os direitos reservados)

domingo, 31 de maio de 2009

Cuide de tudo o que for verdadeiro. Deixe tudo o que não for, passar...

Certas coisas na vida da gente que nos deixam felizes...

Há outras que com o tempo se revelam e só nos causam sofrimento.

Também outras ainda que aos poucos nos decepcionam, até o ponto que o entusiasmo morre e aí já não sentimos mais emoção.

Os relacionamentos são assim (às vezes)...
No inicio nos transmitem tanta coisa boa, tudo é perfeito, o tratamento, o jeito de falar, de andar, de sorrir...

O coração bate mais forte, as pernas tremem...

Com o tempo, com a visão do dia-a-dia, com a intimidade, as pessoas já não parecem mais tão perfeitas para nós.

As amizades acabam, os namoros, os noivados, casamentos acabam, os encantos são quebrados, a magia é descoberta e não conseguimos mais enxergar as coisas boas que a outra pessoa tem...

Analisamos tudo por um prisma implacável, que só nos diz a pura verdade, só no diz o que tem dentro da gente, o sentimento mais profundo, a percepção e a intuição de que aquela pessoa não tem mais lugar nas nossas vidas.

A vida é assim...

Encantamentos e decepções, amores e ilusões, alegrias e tristezas, saudade e indiferença, satisfações e frustrações...

A única coisa que fica, é a lembrança de momentos bons, de palavras de carinho, de um olhar, de um sorriso, do toque da pele, do cheiro, do sentimento que se foi.

A única sobrevivente é a esperança de um dia encontrarmos tudo isso novamente e que dessa vez o encantamento dure muito, muito tempo em nossas vidas.

Todos nós precisamos amar e ser amados, todos nós precisamos de alguém que nos de carinho, que goste de nos verdadeiramente, sem querer nada em troca, sem interesses escusos ou conveniências momentâneas, nos ame pelo o que nos somos, com todos os defeitos, com todas as virtudes...

Deus nos dá uma única oportunidade para buscarmos a felicidade, aprender a valorizar pequenos gestos como um sorriso, um abraço.

Viva cada momento de sua vida como se fosse único, porque realmente é, não desperdice nenhum segundo dela, pois ele é precioso.

Com as tristezas, aprendemos que não somos eternos e buscamos forças que até então acreditávamos não ter para seguir em frente, pois a vida é assim, cheia de surpresas, mas não sabemos quando serão boas ou ruins.

Com o choro, podemos "lavar" nossas almas, colocar para fora tudo o que nos faz mal, nos purificarmos para não deixar que a tristeza nos cegue para a magia de viver.

Infelizmente, em vários momentos da vida, nos deparamos com pessoas que dizem gostar de nós, mas que não sabem o verdadeiro sentido da palavra "amar".

Pessoas que se acham "imortais", e não contentes em viver suas vidas "mediocremente" tentam acabar com a nossa felicidade.

Por isso JAMAIS deixem que o brilho se apague com essa energia negativa, pois a luz é o escudo contra ela.

A força que há dentro de nós vence qualquer barreira.

Todos nós precisamos ser felizes, por isso:

"Cuide de tudo o que for verdadeiro. Deixe tudo que não for, passar"

Tadeu Silva. (Copyright2009 Todos os direitos reservados)


terça-feira, 7 de abril de 2009

Paciência...

A Paciência é diretamente proporcional ao propósito.

Se você realmente quer, sabe o que quer, você tem Paciência.

Quando você não tem bem certeza do que quer, você é apressado, você quer chegar logo para ver se satisfaz, porque, se não satisfaz, você vai para outro propósito, e se não satisfaz, vai para outro...

Esse é o caminho da maioria das pessoas: elas fazem muitas coisas, uma porção de coisa, mas nunca fazem realmente nada, porque não sabem o que querem.

Aquele que já sabe o que quer, sabe que vai encontrar que já sentiu pelo menos que vai encontrar, esse não tem pressa.

Esse sabe que na própria continuação do dia-a-dia, de cada instante do dia, ele estará aprendendo aquilo que ele deseja, porque o que ele deseja - se for o Propósito Universal - está dentro dele.

Então, a cada instante, a cada olhar, a cada fato ouvido, a cada palavra ouvida, a cada pessoa, a cada aura tocada, a cada sensação fornecida pelos cinco sentidos, será uma lição para ele.

Ele estará sempre aprendendo.

Isso é importante!

É muito importante que se diga agora para vocês, porque o sabor das coisas você só vai conseguir sentir se começar a observar tudo.

A Paciência, então, é auto-cultivada quando você sabe o que quer.

Ela vai sozinha.

Ela aparece sozinha, porque a falta de Paciência geralmente está relacionada com o perder tempo, quer dizer, "estou perdendo tempo, estou aqui sem fazer nada; será que é o que eu quero, será que não é...?"

Bom, então se não entendeu ainda o principal, e o principal é que você nunca está perdendo tempo, desde que você saiba que a cada instante muitas lições estão se apresentando ao seu redor.

Sempre você está tendo uma lição, a cada instante você está aprendendo. 

Mas é preciso que você saiba pelo menos o que você quer - o objetivo da sua vida!

Tadeu Silva. (Copyright2009 Todos os direitos reservados)

domingo, 1 de março de 2009

Suficientemente Insuficiente...


Na vida talvez signifiquemos um ponto qualquer, entre o querer e o poder.
Pois somos suficientemente insuficientes para deter o que não desejamos e promover o que almejamos.
Assim, insuficiente somos para evitar a partida e a dor da despedida, combater a violência com benevolência, acabar com os maus acontecimentos e sofrimentos.
E , finalmente, transformar a felicidade em realidade, mas também somos suficientemente suficientes, para fazer o que podemos, se queremos.
Assim, suficiente somos para surgir um sorriso e ser feliz com isso.
Quando é preciso ser paciente o suficiente para pausar a vida, colocar as idéias em ordem.
Enfim... ser consciente para adormecer os seus anseios para enfrentar os medos, ser forte o suficiente para participar de um lamento, sem se entregar ao sofrimento.
Tendo o desprendimento o suficiente para mostrar todos os caminhos, mas deixando que os percorram sozinhos.
E é preciso criar mais coragem que o suficiente, quando essa vida, independente, deixar a sua tranqüilidade....
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Tadeu Silva. (Copyright2009 Todos os direitos reservados)

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Sonhos


Na infância...
Sonhei que encontraria uma pessoa que transformaria minha vida,
trazendo-me grandes venturas.
Adolescente...
Procurei encontrar quem compartilhasse de meus sonhos e se fizesse sempre presente.
Adulto...
Esperei que quem encontrei dividisse seu espaço comigo e, juntos e amigos, vivêssemos plenamente.
Amadurecido...
Me esforcei para entender que pessoas são diferentes, e que os sonhos não se transformam em um só pelo simples fato de se estar junto.
Mesmo assim continuo acreditando que exista no mundo uma pessoa que espera a outra, seja onde for, e quando for...
Essas pessoas se encontram e seus olhos se encontram também, todo o passado e todo o futuro perdem qualquer importância, e só existe aquele momento, e a certeza incrível de todas as coisas debaixo do sol foram escritas pelas mesmas mãos, as mãos de Deus.
E que duas pessoas não se encontram por acaso.
Bom...
Que essas passagens fizeram-me crescer um pouco.
Antes de sofrer com o que não queremos, devemos tentar ser felizes com o que temos e podemos, porém sem nunca deixar de lado a parte mais bonita de um sonho, que não é realizá-lo, mas sim ter a coragem de lutar por ele.
Pois acredito que jamais podemos desistir dos nossos sonhos pelo fato de obstáculos aparecerem em nossos caminhos.
Precisamos lembrar que os obstáculos são colocados em nossos caminhos para sermos pessoas mais corajosas, persistentes e crescidas.
Por este fato, jamais desista de acreditar nos seus sonhos e que existe esperança para o obstáculo que você estiver enfrentando neste momento.
Seguir em frente de cabeça erguida crendo que em breve este obstáculo será ultrapassado.
E, lembre-se:
Ainda existe esperança para que um sonho se torne realidade!
Eu tenho um sonho... e vou continuar lutando por ele!
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Tadeu Silva. (Copyright2009 Todos os direitos reservados)

domingo, 7 de dezembro de 2008

Continuo Andando Tão Feliz...



Há um ano eu escrevi esse texto e tantas coisas aconteceram, algumas boas e outras nem tanto, mas como tudo na vida merece uma reflexão para um aprendizado, espero que algo que eu tenha escrito no blog tenha ajudado alguém de alguma forma...


Já dizia o poeta, em conversa com um passarinho que chegava a sua janela:
- Se vieste aqui a procura de um verso, ide embora, não sou mais poeta, ando tão feliz!!
Muitas vezes escrevi aqui neste espaço, tão meu que não divulguei-o com afinco para ninguém. As palavras surgiam fáceis em minha mente, a inspiração brotava como gotas de suor.
Um suor denso, carregado, triste.
Um suor que me era praticamente roubado da pele.
Eu simplesmente deixava ele ser expelido.
Colocava para fora tudo o que estava me fazendo mal de alguma forma naquele momento.
As vezes ficava um texto bom, alguns confusos demais, outros ainda, ficavam meio que ridículos, mas eu os colocava aqui, porque era algo de momento, algo que fazia sentido, ao menos para mim.
A inspiração sumiu, tão logo os meus problemas clarearam.
Eu impus luz as minhas manhãs.
Abri as cortinas, mesmo sabendo que o sol faria arder os meus olhos, mesmo sabendo que o calor me seria incômodo.
Deixei a luz entrar no meu pequeno mundo escuro pois não agüentava mais viver na escuridão, acho que todos devemos nos dar uma chance de vez em quando.
Por enquanto, estou vivendo o lado bom desta claridade adquirida.
A felicidade não me deixa mais escrever textos tão melodiosos e sombrios.
Que posso fazer?
Ando tão feliz!!
Tadeu Silva. (Copyright2007 Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A Bad Taste In Mouth...


Há dias em que as coisas por e simplesmente não saem.
Hoje é um desses dias.
Tantas coisas em que vou pensando e que não deviam ser parte do meu pensamento, tanta dúvida que parece ter saído de debaixo do tapete para se sentar mesmo à minha frente numa atitude desafiadora.
No meio de tantas perguntas que me coloco e para a qual não encontro resposta, ou melhor dizendo, até encontrei, mas não me agrada e prefiro ignorá-la embora saiba que mais tarde posso me arrepender por a ignorar.
Está chegando o meu aniversário e como sempre comecei a olhar para trás e a fazer balanços sobre o que fiz, o que não fiz, o que queria e o que obtive e por estranho que pareça gosto do caminho até agora.
Faria coisas de forma diferente, mas em todas as grandes opções manteria.
E se há um pouco de tristeza, há sobretudo um traço muito forte de esperança e mesmo muita alegria perante o que está para vir.
É verdade que gostaríamos de apaixonar perdidamente, mas quando a paixão passasse, queremos ter alguém com quem possamos conversar de coisas simples, das coisas que gostamos.
Alguém com quem partilhar os meus medos e que num abraço forte me sussurrasse ao ouvido, “estou aqui”.
E por estranho que pareça, queria estar lá para a outra pessoa…
Talvez seja pedir muito, ou seja pedir pouco sei lá, mas esta coisa dos amores não segue um padrão que nos permita controlar.
Gosto de pensar: “O que ela estará fazendo…”
Gosto do olhar cúmplice de duas pessoas que estão no meio de muitas outras e que percebem que estão ali, mas querem sair dali para um qualquer outro lugar onde estejam sós.
Enquanto este sentimento não atravessa uma certa barreira para se tornar real, recuso-me a viver refém de uma espera que não traz nada, mas ao contrário de muitas pessoas que conheço também me recuso a dizer que: Estar só é que se está bem, não é normal.
Nós não fomos feitos para estar sós. (Carry each other).
E é assim, sinto-me nostálgico com vontade de arrancar essas “certezas” que tanto me irritam, mas ao mesmo tempo são tão reconfortantes.
Tadeu Silva. (Copyright2008 Todos os direitos reservados)

sábado, 18 de outubro de 2008

What you see is what you get...


"Sou perito na arte de auto-sabotagem.
Não sei se por defesa ou apenas porque sim e não há volta, a verdade é que saboto constantemente os inícios de hipotéticas relações que poderiam dar em qualquer coisa, mas nunca saberemos por que eu fiz questão de estragar.
Assim que noto um interesse especial firmo em fantasias irrealistas quanto às minhas virtudes, arranjo maneira de testá-la, aumentando exponencialmente o defeito que julgo mais incomodar e fico esperando a reação, o resultado.
Posso me passar por mais arrogante, mais burro ou mais fútil do que realmente sou, consoante a imagem que me parece ter sido construída na sua cabeça. A maioria desaparece sem deixar rasto.
Começo por fazê-lo de forma inconsciente embora acabe por tomar consciência do que o estou fazendo, muitas vezes demasiadamente tarde.
Exponho de alguma forma os defeitos, as cicatrizes, as inseguranças todas sem deixar escapar nada.
That's the point.
Quem gostar de mim pelo meu pior, merece então conhecer o melhor."

Alter-Ego Tadeu Silva. (Copyright2008 Todos os direitos reservados)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Aliança na mão...



Espero um dia usar uma Cartier*.
E seja com as mãos calejadas e com uma aliança no dedo.
Aliança no dedo é um “sim” e ao mesmo tempo um “não”.
Sim: Eu te amo e vou te amar pro resto da minha vida incondicionalmente.
Não: Eu nego todas as mulheres que amei um dia e todas que (muito possivelmente) vão me aparecer de hoje em diante.
Tem que ser pro resto da vida.
Não tem jeito.

Tadeu Silva. (Copyright2008 Todos os direitos reservados)
*(Modelo Cartier, foi criada originalmente pelo joalheiro e relojoeiro francês Louis Cartier, em 1924. O aro branco representa a amizade, o amarelo a fidelidade e o vermelho o amor.)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Será que são os homens que têm medo do compromisso?


Acredito que vivo numa época em que à minha volta estão existindo mudanças significativas, e pela partilha de várias histórias vividas e ou vivenciadas, fico pensando se seriam os homens que têm medo do compromisso, ou se isso agora seria uma característica feminina.
Tenho assistido a vários amigos meus sonharem com o casamento, como formar família e os vejo chegar com ar completamente perdido porque quando o referem à pessoa querida a resposta é quase sempre a mesma:
“Casar?
Mas o que te passou pela cabeça?
Claro que quero…
Mas não já…
Quem sabe no futuro…
Talvez…”
A verdade é que eles é que ficam “chateados” porque sentem – como aliás me parece natural, que fizeram papel de bobos e vêem o futuro desaparecer e são apoderados por aquela sensação de “test drive” – gostam deles mas… há que ver o que acontece.
O que justifica esta aparente frieza feminina?
Pergunto-me se não somos todos vítimas da idéia de “Amor Ideal” que alguém inventou num mundo de fantasia aonde procuramos um amor de tal forma forte que arrase conosco e nos faça perder a cabeça.
Não haverá aqui horas e horas de novelas globais? Não terá Hollywood alguma culpa no cartório?Haverão de certeza justificações para estes comportamentos, seja a idéia do tal “Amor Ideal”, as famosas “borboletas no estômago”, a suposta igualdade entre os sexos.
Antes que se gerem equívocos, sou defensor da emancipação das mulheres e da sua liberdade, questiono se este é o caminho.
Será que por antes os casamentos serem por conveniência não haverá agora certo estigma que as leve a uma procura incessante de “um amor para vida toda”?
Talvez seja pelo medo de perder a liberdade conquistada, mas confesso que não percebo a questão do rótulo “pertencente a” porque ninguém é de ninguém.
Não concebo a idéia de um ser humano ser pertença de outro – distingo, no entanto o “pertencer” no sentido afetivo que no fundo quer dizer que se está com o outro não apenas de corpo presente, mas de alma também, apoiamos o outro “Carry Each Other”, somos o seu apoio em todas as circunstâncias.
Não sou ingênuo ao ponto de achar que todos os homens são corretos ou sequer querem comprometer-se, mas não deixa de ser um espanto assistir, por mais do que uma vez um aparente medo do universo feminino em se comprometer, quando me refiro a comprometimento, não é apenas ao matrimônio.
Será sinal dos tempos?
Estarão as mulheres a comportar-se como os homens que elas tanto criticavam?
Não haverá aí um certo acerto de contas com o passado histórico?

Tadeu Silva. (Copyright2008 Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Bodas de Diamante...


Aproximação, conhecimento, namoro, noivado, casamento, nascimento dos filhos, bodas de prata - 25 anos, bodas de ouro - 50 anos, confraternização familiar, é a síntese da história de bodas de diamante - 60 anos.
Jair, com 20 de idade, Maria, com 17, começavam uma vida nova a dois, unidos pelo sacramento do matrimônio no dia 11 de setembro de 1948, no compromisso perante um sacerdote, na igreja Matriz em Araguari, juntamente com familiares e alguns amigos com a promessa que fizeram a Deus de serem fiéis um ao outro, amando e aceitando juntos nas alegrias e tristezas por toda a vida. Construiu um lar, uma família em que o Senhor os presenteou com quatro filhos, Luiza, Fernando, Luís e Tadeu, completando a felicidade de união.
Ganharam três netas, Leila, Lilian e Amanda que completando a família e unidos no amor farão a continuidade da geração que Deus os legou.
Nesses 60 anos, Jair e Maria, aceitaram e agradecemos as graças que nos vêm do alto por nosso Senhor Jesus Cristo.
Mesmo com dificuldades e sacrifícios na criação dos filhos, enfermidades, carências materiais, foram e são suficientemente felizes na vida em família.
Importa viver em comunhão de amor e que a paz que de os seus corações emana, contagie os semelhantes a usufruir a ventura que nos vem do elo da família unida no amor do Pai...
11/09/1948 11/09/2008
Tadeu Silva. (Copyright2008 Todos os direitos reservados)

domingo, 31 de agosto de 2008

Pontos de Vista


Como é que há bons e maus?
Os bons acham que são bons e que os outros são maus, mas o maus acham que eles é que são bons e os outros os maus.
Continuo a pensar que a verdade depende dos olhos de quem a vê e que todos somos parciais nos julgamentos que fazemos.
Haverá uma moral mais válida que outra?
Bom, não sei a resposta, mas como os pontos de vista são relativos, há a nossa moral que é de certa forma a lente que nos permite ver o Mundo e interpretar os atos dos outros e formular juízos.
“Não se deve julgar os outros.”
É uma verdade, mas também não é menos verdade que todos nós o fazemos.
Seja pelo aspecto da pessoa, pela sua atitude ou conversa, tiramos sempre conclusões acerca da pessoa.
Formular um juízo em relação a uma pessoa não me parece nada de errado, desde que mantenhamos a capacidade de o alterar consoante os fatos que depois surgem.
Voltando um pouco atrás, o que seria de nós sem nos impormos uma determinada conduta?
Fala-se muito em liberdade, mas liberdade não pode ser “fazer tudo o que se quer”.
Liberdade implica responsabilidade.
É um chavão...
Eu sei.
Quando tomamos a liberdade de trazer alguém para a nossa vida, temos a responsabilidade de olhar por essa pessoa, de a proteger.
Há um respeito pelo outro que, quer seja numa relação amorosa, numa relação de trabalho, amizade ou qualquer outra tem de haver...

*Ps. Atendendo pedidos coloquei uma morena como ilustração rsrs...
Tadeu Silva. (Copyright2008 Todos os direitos reservados)

sábado, 23 de agosto de 2008

Amor-Próprio


Responda honestamente:
Você gosta incondicionalmente de você?
É feliz na sua vida como ela está?
Faz todas as coisas que lhe fazem bem?
Procura tomar sempre decisões em favor de sua felicidade?
Logicamente que a maioria das respostas será "não".
Se uma pessoa não se ama, não procura fazer sua própria felicidade, não conseguirá jamais amar verdadeiramente outra pessoa.
Como pode dar algo que não tem?
O amor-próprio nada mais é do gostar de si mesmo, do que faz e realiza.
Também envolve auto-estima de se gostar do jeito que é. Gordo ou magro, baixo ou alto, enfim não interessa a aparência.
Amar a si mesmo é primeiro passo para aprender amar o próximo.
Quando aprendemos a nos amar não deixarmos que "coisas" nos atrapalhem, nem que nos façam cair.
É mostrar sua beleza interior onde o tempo não destrói com os anos.
É tratar como gostaríamos de ser tratados, saber que somos passíveis a errar, pois somos humanos imperfeitos.
É demonstrar amor sem pedir em troca nada.
Ninguém permanece lindo(a) pra sempre, ninguém é gordo(a) e não possa emagrecer, ninguém é magro (a) não possa engordar, ninguém que cai tem permanecer no chão, ninguém que é rejeitado é rejeitado por todos, todos têm o seu valor.
Amar a nós mesmos requer coragem de nos aceitarmos com nossas faltas fazer algo pra melhorar o que nos pertuba.
Nos amar é recuperar das quedas e levantando a cabeça... Recomeçar.
É acreditar em nós mesmos e nos aceitar do jeito que somos é amarmos ao próximo aceitando suas falhas assim como a temos também.
É ver alem das aparências e conhecer o íntimo de si mesmo é estar pronto pra cair e levantar, chorar e enxugar as lágrimas, de sofrer e se recuperar.
A sempre um novo dia a sempre uma nova chance.
O amor-próprio é o que traz vida é o que nos da alegria não deixe que coisas ou pessoas tirem o que pertence a você.
É seu maior tesouro.... Lute por ele.
Tadeu Silva. (Copyright2008 Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

The Persuit Of Love...


Na verdade, o que todos nós queremos é perseguir o mesmo sonho:
Encontrar o AMOR.

Explica-se assim a tal angústia que se apodera de todos quando percebemos que tudo se resume a essa necessidade primordial.
Alguns o encontraram e perderam...
Outros o encontraram e não o quiseram...
Outros ainda nunca o viram...
E há os que, não sabendo exatamente de que se trata tal coisa, ou que formas podem tomar, desconhecem mesmo como irão fazer se o encontrar.
Há quem não conheça a arte da entrega, quem não saiba o que quer, quem não sabe o que procura, quem nunca tenha encontrado.
Este desconhecimento faz, segundo um amigo meu, todo o sentido:
"Já imaginou como seria a nossa vida se soubéssemos exatamente o que queremos e andássemos satisfeitos?"
Para ele, a magia da incerteza está sempre lá.
Acompanha-o.
E vive um ciclo permanente de encontros e desencontros que se sucedem.
Quando sabe que o outro está lá, à sua espera, começa inconscientemente a sentir que ganhou essa batalha e, qual guerreiro de uma guerra já ganha, inicia imediatamente uma nova conquista.
Não sabe ele, que:
Não é fácil encontrar a felicidade dentro de nós, mas é impossível encontrá-la em outra pessoa.

Tadeu Silva. (Copyright2008 Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Memória de Vida.


É muito difícil você se expor, mas há fatos que nos trazem informações que nos mostram todo um caminho percorrido e doas quais podem ser retirados muitos exemplos que podem nos ajudar profundamente.
Vivemos perdidos, sem saber o que ou como fazer muitas coisas, como reagir a diversas situações que nos caem sobre a cabeça, desnorteando-nos.
Nesses momentos você pára e se pergunta:
- Mas o porquê disso tudo?
O que foi que fiz?
Por que as pessoas são assim?
Para todas essas perguntas existem respostas!
Respostas concretas e com fundamento.
Como descobri-las?
Basta olhar para dentro de nós mesmos.
Está tudo alí, da menor à maior ação e todas elas respondem ao que é hoje a nossa vida.
Logicamente que isso é como um imenso quebra-cabeça, o qual para nós, devido às nossas deficiências, não conseguimos juntar todas as peças ao mesmo tempo.
Bom, isto é matéria fácil... rsrs!
Não, infelizmente não é!
Precisamos entrar em nosso eu interior e tirar as teias, o pó, a sujeira que lá está, para, somente depois, pensarmos em como reordenaremos tudo!
Reordenaremos?
Exatamente!
Há tempos atrás, já fomos organizados em termos de sentimentos.
Quando crianças, tudo era simples e nossas emoções e sentimentos equilibrados: com um sorriso expressávamos a nossa momentânea verdade.
A tristeza e o descontentamento desapareciam rapidamente, substituídos por repentinas alegrias.
Bons tempos aqueles, como é costume afirmar!
Mas à medida em que vamos crescendo, começamos a complicar a vida.
O interesse por amigos e os relacionamentos com pessoas do sexo oposto nos levam a desestruturar nossa personalidade, de modo a adequá-la a esses terceiros.
E isto ocorre com todos, em maior ou menor grau, dependendo tão somente da insegurança que é inerente à adolescência.
Assim, o tempo vai passando e começamos a nos adaptar às novas realidades que criamos.
Dessas adaptações decorrem as transformações que acabam por engessar o nosso comportamento.
Tadeu Silva. (Copyright2008 Todos os direitos reservados)

terça-feira, 15 de julho de 2008

The Single


Estar solteiro ou, ainda, ser solteiro (para alguns) é algo que claramente passa por diferentes fases ao longo da solteirice.
O primeiro impulso da solteirice é o desespero.
Você percebe que esqueceu como é estar solteiro e só consegue ver pontos negativos, achando que nunca mais vai se apaixonar...
O segundo é a farra.
Você percebe a primeira vantagem de estar solteiro, passa a sair todos os dias e ter vários "affairs" esporádicos rejeitando qualquer possibilidade de relacionamento.
Depois, vem o questionamento existencial: você começa a prestar mais atenção si mesmo, refazer planos, tocar projetos havia muito esquecidos, etc. e decide que você é simplesmente a coisa mais importante da sua vida.
Então vem o sossego.
Você está feliz como está, solteiro, cuidando de si mesmo, saindo com seus amigos e amigas solteiros, e aí...
De repente você percebe que todos os seus amigos e amigas solteiros estão se envolvendo, começando a namorar.
E você, nada.
A pulga está plantada atrás da orelha. Esta é a fase da inquietação.
Você se vê pronto para um relacionamento novamente, querendo, desejando, almejando conhecer alguém, se apaixonar, fazer valer a pena, etc.
E nada.
Olha em volta e ninguém parece interessante.
Essa fase costuma parecer muito mais longa do que é, na verdade.
Então vem a fase final: desencana.
Você simplesmente desencana e é feliz.
Passa a cuidar tranqüilamente da sua vida, feliz, sem se incomodar ou se preocupar com o fato de estar solteiro. Depois dessa fase acredito que vem o melhor, porque sempre nessa fase, você acaba "conhecendo" alguém e se apaixonando.
E aí não está mais solteiro, espero calmamente essa fase chegar...
Mas por enquanto guardo comigo a sábias palavras de uma amiga:
" Um dia por vez... por hoje eu vivi, por hoje eu consegui, por hoje superei, o amanhã a Deus pertence."
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Tadeu Silva. (Copyright2008 Todos os direitos reservados)